O Jeep Compass encerrou 2025 como SUV médio mais vendido do Brasil, consolidando uma liderança construída ao longo de anos no mercado. É justamente nesse segmento que o Renault Boreal, lançado em novembro do ano passado, chega para competir.

Os números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), ajudam a dimensionar esse cenário. Em janeiro, o Jeep Compass emplacou 4.503 unidades, enquanto o Renault Boreal registrou 641 emplacamentos.
A diferença é grande, mas precisa ser contextualizada: o Compass é um modelo veterano, já conhecido do público e com forte presença da Jeep no segmento de SUVs médios, enquanto o Boreal ainda está em fase inicial de mercado.
Mesmo assim, o Boreal tem um papel estratégico importante. Ele representa uma nova fase da Renault no Brasil, com um posicionamento mais sofisticado, mais tecnológico e com maior apelo de design e personalidade.
Por isso, apesar da diferença atual nos números de vendas, o Boreal passa a ser um nome relevante a ser considerado no segmento — especialmente quando colocado lado a lado com o Compass.
A comparação entre Renault Boreal e Jeep Compass precisa ser feita com cuidado, porque as propostas mecânicas são diferentes dentro do próprio portfólio da Jeep.
No Jeep Compass, as três versões de entrada — Sport, Longitude e S — utilizam o mesmo conjunto mecânico motor 1.3 turbo de 185 cv de potência e 27,5 kgfm de torque. O câmbio é automático de seis marchas e a tração é 4x2.
Com esse conjunto, o Compass acelera de zero a 100 km/h em 9,4 segundos e atinge 216 km/h de velocidade máxima.
O consumo declarado é de:
Já as versões topo de linha do Compass utilizam o motor 2.0 Hurricane, associado ao câmbio automático de nove marchas e à tração 4x4. Nesse caso, os números são bem superiores: 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque.
A aceleração de zero a 100 km/h é de 6,3 segundos e a velocidade máxima é de 228 km/h.
O consumo dessas versões é mais elevado:
O Renault Boreal, por sua vez, é oferecido exclusivamente com tração 4x2, o que o coloca mais diretamente em disputa com as versões 1.3 turbo do Compass, e não com as configurações 4x4.
O SUV médio francês tem motor 1.3 turbo de 170 cv e 27,5 kg por metro de torque. A transmissão é automatizada DCT de seis marchas. A velocidade máxima de inferior ao do Compass: 180 km/h, limitada eletronicamente. E a aceleração de zero a 100 km/h é feita em até 9,6 segundos com etanol.
Consumo do Renault Boreal:
Na prática, isso mostra que o Compass leva vantagem em desempenho absoluto, enquanto o Boreal aposta em uma proposta mais racional dentro do segmento.
Saiba mais:
Nas versões equivalentes com tração 4x2, os dois SUVs compartilham medidas muito próximas. No entanto, o Boreal leva vantagem em todas elas, tornando-se uma boa opção de SUV familiar.
O Jeep Compass tem uma gama mais ampla de versões a combustão, com opções de tração dianteira e 4x4.
Vale destacar que a versão Blackhawk passou a ser oferecida também com motor 2.0 flex, mantendo os mesmos dados de consumo e desempenho da configuração a gasolina. Atualmente, ambas convivem no catálogo da marca.
O Renault Boreal aposta em uma gama mais enxuta, com versões bem definidas e foco em custo-benefício, reforçando o posicionamento mais sofisticado do modelo dentro da estratégia da Renault.
Desde a versão de entrada ambos os SUVs já entregam um bom pacote de itens de série:
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No pós-venda, o Boreal leva vantagem nos custos.
O valor total das cinco primeiras revisões é:
Quando o assunto é seguro, a diferença é ainda mais expressiva. Considerando o mesmo perfil de cliente — homem, residente na capital de São Paulo, casado, CLT, com garagem coberta em casa e no trabalho — os valores médios são:
Ou seja, o seguro do Compass custa praticamente o dobro do valor do Boreal na versão de entrada.
O Jeep Compass segue como referência no segmento de SUVs médios, com forte apelo de marca, ampla gama de versões e opções que vão do uso urbano à proposta mais esportiva e fora de estrada, especialmente nas versões Hurricane com tração 4x4.
Já o Renault Boreal surge como uma alternativa mais moderna dentro da estratégia da Renault, com bom espaço interno, porta-malas maior, custos de pós-venda mais baixos e uma proposta mais racional para quem busca um SUV médio sem entrar nos preços mais elevados do segmento.
Mesmo com números de vendas ainda modestos, o Boreal mostra que chegou para disputar espaço — e merece ser considerado com atenção frente a um rival tão consolidado quanto o Compass.



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