Lançado no Brasil em novembro de 2025, o Renault Boreal chegou com uma missão importante: disputar espaço em um dos segmentos mais competitivos do mercado nacional.
O SUV médio enfrenta rivais consolidados como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e Volkswagen Taos. Para isso, exibe um pacote que combina design moderno, bastante tecnologia embarcada, amplo espaço interno e um conjunto mecânico já conhecido pelos brasileiros.
Durante alguns dias de convivência com a versão Techno, intermediária da gama, foi possível entender melhor onde o modelo se destaca e quais são seus pontos menos convincentes.
O SUV inaugura uma nova fase da Renault no segmento "C" e usa a plataforma modular RGMP, a mesma família de arquitetura apresentada inicialmente pelo Kardian.
Com 4,56 metros de comprimento, 1,84 m de largura e 2,70 m de entre-eixos, o modelo chega posicionado acima do Duster. Tem uma proposta mais sofisticada, com acabamento refinado, tecnologias conectadas e até 24 sistemas de assistência à condução.
Independentemente da versão, o Renault Boreal tem o conhecido motor 1.3 turbo flex TCe desenvolvido em parceria com a Daimler.
São 163 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, sempre associados a um câmbio automatizado de dupla embreagem banhada a óleo (EDC) com seis marchas. Na prática, o conjunto funciona muito bem.
Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi justamente a calibração. Mesmo sendo um SUV médio e relativamente grande, o Boreal responde rapidamente aos comandos do acelerador.
As retomadas são eficientes, as ultrapassagens acontecem com segurança e não existe aquela sensação de atraso nas respostas que alguns SUVs turbo apresentam.
Os cinco modos de condução ajudam a alterar o comportamento do veículo, mas mesmo no modo Comfort o conjunto já entrega respostas rápidas e uma condução bastante agradável.
É um carro que transmite confiança desde os primeiros quilômetros, como se você já estivesse acostumado com ele há muito tempo.
Outro destaque está no acerto da suspensão. Mesmo com eixo de torção na traseira, o conjunto foi muito bem calibrado Durante o período de teste, o Boreal absorveu bem imperfeições do asfalto, lombadas e buracos sem transmitir desconforto para os ocupantes.
Ao mesmo tempo, a carroceria permanece controlada em curvas e mudanças rápidas de direção. Apesar das dimensões generosas, o Boreal não passa sensação de carro pesado ou desajeitado.
A direção elétrica é precisa e ajuda bastante na condução urbana, enquanto na estrada transmite segurança suficiente para viagens mais longas.
O isolamento acústico também merece elogios. Em velocidades de rodovia, a cabine permanece silenciosa e confortável.
Segundo o Inmetro, o Boreal registra os seguintes consumos:
Gasolina
Etanol
Durante nosso período de avaliação, com uso misto entre cidade e estrada e abastecido com etanol, registramos uma média de 9,7 km/l.
O resultado ficou bastante próximo dos números oficiais e mostrou que o conjunto prioriza eficiência, mas mantendo bom desempenho.
A versão Techno tem painel digital de 10 polegadas e central multimídia OpenR Link de 10 polegadas com Google Built-In.
Na prática, é um dos sistemas mais intuitivos que já experimentei em um carro da Renault. A resposta aos comandos é rápida e a interface lembra bastante a experiência de uso de um smartphone.
Google Maps nativo, Google Assistant e Google Play fazem diferença no dia a dia. Android Auto e Apple CarPlay sem fio também funcionam de forma eficiente.
Outro destaque é a praticidade dos comandos. Boa parte das funções mais utilizadas fica facilmente acessível, seja pela tela ou pelos comandos do volante.
Se existe um ponto que realmente impressiona no Boreal é o espaço interno. A segunda fileira oferece espaço de sobra para pernas e joelhos, superando inclusive alguns concorrentes diretos.
Durante o período de teste, usei duas cadeirinhas infantis e a experiência foi bastante positiva. Além da instalação simples, também consegui fazer ajustes sem dificuldade depois das cadeiras já fixadas. Isso mostra que o Boreal realmente foi pensado para uso familiar.
O porta-malas tem capacidade para 522 litros de capacidade, um dos maiores entre os SUVs médios vendidos no Brasil.
Há ainda diversos porta-objetos espalhados pela cabine, console refrigerado, carregador por indução e quatro entradas USB-C.
A versão Techno já oferece um pacote bastante robusto de equipamentos de segurança.
Entre os destaques estão o seguintes itens:
A versão Iconic acrescenta recursos como câmera 360°, estacionamento semiautônomo e condução semiautônoma de nível 2.
A versão Techno tem os seguintes itens:
Mas dispensa itens interessantes da versão topo de linha, como teto solar panorâmico, câmera 360º, bancos com memória e massagem, assistente semiautônomo e som assinado pela Harmam Kardon.
Fizemos cinco cotações para um homem de 35 anos residente em São Paulo, usando o veículo para deslocamentos diários e lazer. O seguro anual mais em conta foi de R$ 6.711,17. Já o mais caro ficou em R$ 11.334,52. Por fim, a média das cotações é de R$ 8.769,75.
Saiba mais:
Considerando alíquota de 4% em São Paulo, o IPVA do Renault Boreal Techno custará R$ 7.999,60.
As revisões acontecem a cada 10.000 quilômetros ou 12 meses.
Valores das cinco primeiras revisões:
Total acumulado até 50.000 quilômetros: R$ 5.623
A Renault dá cinco anos de garantia sem limite de quilometragem para o Boreal.
Depois de alguns dias convivendo com a versão Techno, minha impressão foi bastante positiva. O Boreal chega ao mercado brasileiro com atributos suficientes para incomodar concorrentes tradicionais.
O SUV combina um conjunto mecânico eficiente, bom nível de conforto, bastante espaço interno e tecnologias que normalmente aparecem em categorias superiores.
Quem procura um SUV médio familiar na faixa dos R$ 200 mil deveria, sem dúvida, botar o Renault Boreal na lista de opções antes de fechar negócio.
O Boreal faz bastante sentido para famílias que precisam de espaço interno, conforto e tecnologia. E também atende muito bem quem usa o carro tanto na cidade quanto em viagens, e busca um SUV médio com boa relação entre equipamentos e preço.
Em relação aos rivais líderes do segmento, Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, o Boreal é o menos potente. Mas tem mais torque que o SUV da Toyota. Pelo Inmetro, o consumo também é o melhor de todos.
Além disso, é o maior em todas as dimensões, com destaque para o porta-malas e o entre eixos, com 2,70 metros - sendo até 7 cm maior que seus rivais.
Sim. Todas as versões usam câmbio automatizado de dupla embreagem banhada a óleo com seis marchas.
Sim. O SUV é movido por um motor 1.3 turbo flex com 163 cv de potência e 27,5 kgfm de torque.
A versão Iconic tem, a mais, teto solar panorâmico, câmera 360°, som Harman Kardon, bancos com massagem e assistentes extras de condução.
Segundo o Inmetro, faz até 13,6 km/l com gasolina na estrada.
Para quem busca um SUV médio espaçoso, tecnológico e confortável na faixa dos R$ 200 mil, o Boreal é uma das opções mais interessantes do mercado atualmente.
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RENAULT - BOREAL - 2026 |
1.3 TCE FLEX TECHNO EDC |
R$ 204990 |
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