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Renault Captur Intense 1.6 CVT

Renault Captur Intense 1.6 CVT: vale a compra?

Aceleramos a versão intermediária do SUV compcato da marca francesa

    • Desempenho
    • Desempenho
    • 16,2/4000 kgfm/rpm
    • Consumo Gasolina
    • Consumo Gasolina
    • Cidade: 7,6 km/litro
      Estrada: 8 km/litro
    • Consumo Álcool
    • Consumo Álcool
    • Cidade: N/A
      Estrada: N/A
    • Porta Malas
    • Porta Malas
    • 437 litros
    • Câmbio
    • Câmbio
    • N/A
8.8

Overview

Renault Captur Intense 1.6 CVT é aversão intermediária do SUV compacto da marca francesa. Sua principal qualidade é o espaço interno.


  • + Espaço interno
  • + Design que chama a atenção
  • - Falta fôlego ao conjunto mecânico
  • - Lista de equipamentos poderia ser mais recheada
 
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Testei as versões Intense 2.0 com transmissão automática de quatro marchas e a Zen 1.6 com câmbio manual. Ambas me transmitiram uma sensação de que o Renault Captur, apesar de espaçoso e com um design realmente interessante, precisa de um conjunto mecânico mais refinado para encarar de frente os ‘mandachuvas’ dos utilitários esportivos compactos, como Honda HR-V, Nissan Kicks, Hyundai Creta e Jeep Renegade. No entanto, sempre me restava uma ponta de esperança, representada pela configuração intermediária Intense com motor 1.6 e transmissão automática CVT, que tive a oportunidade de testar, finalmente.

Logo de cara o preço chama a atenção. Nesta configuração, o Captur parte de R$ 91.090. Porém, a versão que chegou à redação da Webmotors estava completinha. A cor, por exemplo, é o Marfim com teto preto, que acrescenta R$ 3.100 ao preço do SUV. Já os bancos estavam revestidos parcialmente em couro, outro opcional que vale R$ 1.700. Resumindo, o Renault que avaliei não sairia da concessionária por menos de R$ 97.340.

Mas bora rodar...

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Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1

PRIMEIRO CONTATO

Internamente o Captur não chama a atenção pelo acabamento. Aliás, chega a decepcionar um pouco por não entregar o requinte esperado para um SUV que se posiciona acima do ‘experiente’ Duster. Apesar do volante, manopla do câmbio e bancos revestidos em couro, há bastante plástico duro pela cabine. Apenas alguns detalhes em black piano ajudam a dar um ar superior ao lado de leves cromados. As peças, no entanto, estão bem encaixadas e não apresentam folgas ou rebarbas.

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A posição ao volante é bem elevada, mesmo com a posição do assento do motorista estando no nível mais baixo da regulagem de altura. Pessoas com mais de 1,90 metro de altura podem enfrentar problemas raspando a cabeça no teto. Mas para um motorista como eu, com um pouco mais de 1,70 metro, tudo está quase ‘ok’. Digo quase pois o Captur só tem regulagem de altura da coluna de direção e não o de profundidade, que para mim – como gosto de ressaltar em todas as minhas avaliações – é o mais importante.

 Renault Captur Intense 1.6 CVT
Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1

Pulo para o banco de trás e então constato o primeiro ponto positivo do Renault: espaço interno. Grandalhão com 4,32 metros de comprimento, exatamente o mesmo do HR-V, o ‘cara’ em termos de espaço interno do segmento. Com distância entre os eixos de 2,67 metros, o Captur consegue ser 6 centímetros maior que o Honda. Outras vantagens do franco-brasileiro estão na altura (3 centímetros) e na largura (4 centímetros). Já o porta-malas os dois voltam a empatar com boa capacidade para 437 litros.

NO ASFALTO

Com aquela característica chave cartão no bolso – ela pode ser colocada em um compartimento próprio para ela no painel central, próximo à manopla do câmbio – aperto o botão e o motor 1.6 16V SCe de quatro cilindro aspirado, flex, ganha vida. São 120 cv de potência máxima a 5.500 rpm e torque de 16,2 kgf.m a 4.000 giros, quando abastecido com etanol. Números que não impressionam, especialmente para um ‘cara’ que pesa 1.268 kg. Mas bora ver o que acontece...

 Renault Captur Intense 1.6 CVT
Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1

Logo nos primeiros toques no acelerador é possível perceber um Captur até que espertinho. E muito desta ‘agilidade’ está no acerto da transmissão automática do tipo CVT (continuamente variável) que simula a troca de 6 marchas. Rodando de leve, o conjunto faz o serviço e entrega o que promete: conforto. Basta, no entanto, afundar o pé no acelerador para o Renault começar a mostra que não foi feito para entregar performance, também. As rotações beliscam os 6.000 giros, o ronco do motor invade a cabine e as retomadas não são tão vigorosas. Falta vigor ao conjunto.

Outro ponto que chama a atenção é uma certa indecisão do câmbio em algumas situações. Subindo determinadas ladeiras, a falta de fôlego me obrigou a colar o pedal da direita no assoalho. O sistema, entretanto, demorou para assimilar minha necessidade e tardiamente trabalhou para me entregar mais torque e potência para que o Captur voltasse a ganhar velocidade. Não foram raras as vezes que chamei as trocas de marchas para o manual na manopla – deslocando a alavanca da transmissão para a esquerda – para poder ter maior controle das ações do carro. E foi neste momento que eu lamentei a Renault não ter presenteado o SUV com aletas atrás do volante...

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Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1

Essa falta de agilidade pode ser comprovada nos números de performance. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em apenas 13,1 segundos e a velocidade máxima não passa dos 169 km/h. Os dados de consumo também não empolgam muito. Na cidade, o Renault faz 10,5 km/l com gasolina e 7,2 km/l com etanol. Na estrada, os números sobem para 11,7 km/l (gasolina) e 8,1 km/l (etanol).

Um ponto positivo da mecânica vai para o ajuste da suspensão, que consegue ser firme na medida certa, evitando que o Captur, mesmo grandalhão, não ofereça muita oscilação da carroceria em momentos mais intensos, como em curvas fechadas em velocidade mais elevada e frenagens bruscas. Também consegue absorver muito bem os buracos das vias, encarando com maestria também as crateras. Lembrando apenas que o Captur tem tração 4x2.

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Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1

CONHECENDO O RECHEIO

Enquanto rodo com o Captur pelas ruas da cidade de São Paulo vou conhecendo seus recursos de comodidade. O volante é multifuncional, mas traz poucas funções, entre elas o do controlador de velocidade (piloto automático). O Renault ainda utiliza comando satélite na coluna de direção para oferecer acesso ao sistema de som, por exemplo. Algo que, na minha opinião, já está um pouco ultrapassado.

E falando em coisa que não está mais na moda, impossível não comentar a central MEDIA Nav. Com tela colorida de 7 polegadas sensível ao toque, ela não tem pareamento com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay. Este recurso, no entanto, já está disponível para o MEDIA Nav que equipa os modelos Sandero e Logan. Portanto, em breve deverá chegar ao Captur e demais veículos da marca.

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Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1
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Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1

A direção elétrica é bastante suave e confortável. O volante, aliás, tem excelente empunhadura. O painel de instrumentos trabalha com dois leitores analógicos (conta-giros e marcador do tanque de combustível) e destaca na região central o velocímetro digital. Acima, também em formato digital, está o computador de bordo. O ar-condicionado também é no botão – nada de digital – e tem apenas uma zona.

O Captur ainda é equipado com quatro airbags – além dos frontais, os laterais estão presentes – e há sistema de fixação de cadeirinha infantil (ISOFIX). Os freios – a disco na dianteira e tambor na traseira – tem ABS (antitravamento), distribuição eletrônica da força de frenagem e assistente de frenagem de emergência. Controles de tração e estabilidade também estão presentes.

CUSTOS

Com relação aos custos, o valor das seis primeiras revisões - que acontecem a cada 10.000 km ou 12 meses (aquilo que acontecer primeiro) - fica na casa dos R$ 3.105,94. Não é baixo, mas está longe de figurar entre os mais caros da categoria.

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Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1
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Legenda: Renault Captur Intense 1.6 CVT
Crédito: Marcos Camargo/WM1

VALE A COMPRA?

Minhas esperanças foram por terra. Apesar de ser a melhor das três configurações do Captur, a Intense 1.6 com transmissão automática CVT não vale a compra. O acabamento precisa de mais requinte, a lista de equipamentos de série poderia ser mais recheada para conquistar o consumidor no custo-benefício e o conjunto mecânico precisa evoluir – um propulsor turbo cairia como uma luva para este Renault. Como ponto positivo fica o espaço interno, realmente muito bom. Possivelmente o melhor da categoria. Mas só isso, mesmo no segmento dos utilitários esportivos compactos, não é suficiente.

Ancora: Conclusão Score

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  • Desempenho8.8
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  • + Espaço interno
  • + Design que chama a atenção
  • - Falta fôlego ao conjunto mecânico
  • - Lista de equipamentos poderia ser mais recheada
 
8.8

  • Marcelo Monegato
  • Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas.
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