Renault Sandero Stepway é único médio aventureiro do Brasil

Apesar de o Sandero concorrer com modelos compactos, ele oferece espaço de hatches médios


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- Os modelos aventureiros brasileiros nasceram com a Palio Adventure em 1999. De lá para cá, já se ouviu muita crítica ao fato de eles não terem tração nas quatro rodas, mas o grande negócio, para o consumidor, foi ter um carro que conseguisse enfrentar melhor os péssimos pavimentos brasileiros. O modelo mais recente a aderir a essa moda é o Sandero Stepway, um veículo que estende a esse segmento as vantagens que a plataforma B0 lhe oferece.

Para começar, sempre que se fala no Sandero surge a polêmica: ele é um carro pequeno ou médio? Pequeno no preço relativamente falando, já que o automóvel tem um valor obsceno no Brasil, mas médio em termos de dimensões. Como seguimos o critério mais técnico, não temos como chamar o Sandero de pequeno. Se ele custa menos que os outros, melhor para ele.

Partindo deste princípio, nota-se que o Sandero Stepway é o único modelo médio com suspensão mais alta. E o Sandero normal já tem uma suspensão muito bem ajustada para os pisos nacionais. Com 5 cm a mais, ele enfrenta com desenvoltura lombadas, valetas e buracos.

Isso já torna qualquer comparação uma covardia. Com 2,59 m de entreeixos e 320 l de porta-malas, ele bate fácil qualquer concorrente. O principal, o VW CrossFox, tem a vantagem de, na versão básica, custar R$ 41,1 mil, mas ele não traz uma série de itens que, no Sandero, são de série, como as rodas de liga-leve de aro 16”.

A coisa fica pior para o modelo de origem alemã se ele recebe o mesmo nível de equipamentos do Stepway que avaliamos. Com ABS, airbags, vidros e travas elétricas nas quatro portas, toca-CD com MP3, bancos de couro, ar-condicionado e direção hidráulica, o Stepway sai por R$ 50,99 mil. O CrossFox, no mesmo patamar, sai por R$ 57,95 mil.

Tudo bem que o Sandero não tem volante com regulagem de altura e distância, mas isso não justifica uma diferença de preço tão grande, ainda mais para um carro tão menor. O preço que a Renault conseguiu para o Stepway, a exemplo do que acontece com o Sandero, é o que o coloca como uma permanente opção a considerar.

Ao volante

Quando se toma o primeiro contato como Stepway, o que primeiro se nota são as “pernas compridas” do hatch. Quem gosta de um carro “altinho”, como o público feminino gosta de defini-los, vai sentir atração imediata pelo modelo de origem francesa.

Por dentro, o acabamento, apesar de simples, não é ruim. Pelo contrário. As peças são bem encaixadas e passam uma sensação de boa construção, ao contrário de modelos pretensamente mais luxuosos que têm diversos problemas de acabamento. Mais do que parecer bonita e sofisticada, uma peça tem de ser sólida. Mulher de César às avessas.

O motor, 1,6-litro 16V, garante um comportamento esperto do Stepway. Só se nota uma resposta um pouco menos animada, como se a marcha tivesse sido alongada. A direção também conversa menos com o motorista do que a do Sandero comum, talvez por conta da maior altura, mas ainda responde bem.

O que ajuda o Stepway é que, apesar de ser tecnicamente um carro médio, ele não pesa tanto. São 1.117 kg para o motor 1,6-litro carregar, algo que ele tira de letra. A Renault Mégane Grand Tour usa a mesma motorização, só um pouco mais forte 3 cv em sua versão Expression e pesa até 1.315 kg. E o comportamento da perua também é bastante bom.

Como é natural, o comportamento em curvas do Sandero Stepway inspira menos confiança do que o do Sandero regular por conta do centro de gravidade mais alto. Talvez eles até tenham comportamentos dinâmicos próximos, mas, numa curva, não é só o que o carro pode fazer que conta, mas também a sensação que ele transmite ao motorista. Se é a de que ele não consegue seguir o roteiro planejado, o condutor não vai forçar a amizade...

O balanço é favorável para o Stepway. Ele mostra que a Renault tem uma engenharia competente para oferecer ao consumidor o mesmo que montadoras mais antigas no mercado. E que pode fazer isso com agilidade. Em um mercado competitivo, rapidez pode ser a diferença entre o sucesso e a estagnação, como a Fiat já conseguiu provar no mercado nacional. A Renault deve querer provar a mesma coisa.

FICHA TÉCNICA – Renault Sandero Stepway

MOTORQuatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, quatro válvulas por cilindro, refrigeração a água, 1.598 cm³
POTÊNCIA107 cv a 5.750 rpm álcool e 112 cv a 5.750 rpm gasolina
TORQUE15,5 kgm a 3.750 rpm álcool e 15,1 kgm a 3.750 rpm gasolina
CÂMBIOManual de cinco velocidades
TRAÇÃO Dianteira
DIREÇÃO Por pinhão e cremalheira; hidráulica em algumas versões
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 16”,de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros 195/60 R16
COMPRIMENTO 4,02 m
ALTURA 1,58 m 1,64 m, contando com as barras do teto
LARGURA 1,75 m
ENTREEIXOS 2,59 m
PORTA-MALAS 320 l
PESO em ordem de marcha1.117 kg
TANQUE50 l
SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com eixo de torção
FREIOS Discos na dianteira e tambores na traseira
CORESNão informadas
PREÇOR$ 41,79 mil R$ 50,99 mil, como testado


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