Rodamos com o barato da Chery

QQ é testado na Argentina e chega ao Brasil em 2011


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- No Salão de São Paulo de 2010, chamou a atenção o anúncio do preço do Chery QQ. O carro será vendido no Brasil no ano que vem por R$ 22.900, que o transforma no veículo de passeio mais barato vendido do país, só que bastante completo para o segmento. Na Argentina, o subcompacto também é um dos carros mais em conta, mesmo importado da China. O modelo atrai com seu simpático desenho e de uma interessante relação custo/benefício. O QQ vai ser vendido na versão básica por cerca de R$ 16,5 mil no mercado argentino. E já equipado com direção hidráulica, rádio/CD/MP3/USB e abertura interna do tanque de combustível. A "versão especial" testada – limitada a 200 unidades – sai pelo equivalente a R$ 18 mil e ainda conta com sensor de estacionamento, ar-condicionado e trio elétrico. Não há no mercado argentino carro com o mesmo número de equipamentos por esse preço e ainda com garantia de 2 anos.

Quem não se lembra do Daewoo Matiz dos anos 90? Não dá para negar que as linhas do QQ foram inspiradas no modelo sul-coreano. A lateral dos dois compactos é praticamete idêntica. A frente do Chery mostra a sua personalidade, através dos faróis circulares, seguidos pelas luzes de pisca e pelos faróis de neblina, dispostos verticalmente no pára-choque. A traseira tem uma estética mais discreta, com um aplique cromado sobre a placa. Desde a versão mais barata, o QQ já conta com carcaças dos retrovisores na cor da carroceria. E, nesta configuração mais recheada, ainda conta com um pequeno aerofólio traseiro.

A silueta redonda é ligeiramente quebrada pelos racks no teto nesta "versão especial". Só faltaram as rodas de liga leve. Em suma, trata-se de um modelo com linhas amplamente conhecidas, mas que tenta se distanciar pela sua simpatia. No interior, os plásticos, obviamente, são rígidos mas, em geral, têm uma boa apresentação. Quando se presta atenção aos detalhes, surgem boas soluções, como no fechamento do porta-luvas. Há outros pontos positivos, como a aplicação de tecido nas portas, semelhante aos dos assentos. O quadro de instrumentos é digital e oferece uma boa leitura.
Ao dirigir, incomoda o pé ficar um pouco longe do chão. Além disso, o pedal do freio tem curso muito longo – no início parecia que ia se gastar muito tempo para funcionar – e ao acioná-lo, a sensação é de estar pisando em uma borracha. Apenas uma questão de adaptação. Além disso, dá para desfrutar da suavidade da direção e do resto dos comandos. Os bancos traseiros acomodam sem dificuldades duas pessoas. Ao contrário de muitos carros do segmento, os assentos oferecem um apoio generoso e permitem encontrar uma boa posição, embora a ausência de encostos de cabeça é indesculpável. O porta-malas de 190 litros é pequeno, mas é uma característica aceitável em um carro pensado para o uso nas cidades.

Primeiras impressões - No limite

Buenos Aires – O conforto do Chery QQ não é comprometido apenas pelo espaço interno. O conjunto composto pela curta distância entre-eixos – 2,34 metros – em conjunto com a suspensão mais firme se mostrou bastante sensível às imperfeições das ruas da cidade. Estradas irregulares e lombadas precisam ser encaradas com calma e tranquilidade. Caso contrário, se sente praticamente na íntegra dentro do habitáculo o que está acontecendo lá fora. Até porque o isolamento acústico é pífio. Além disso, um ruído estrutural vindo da dianteira incomoda bastante. Em velocidades de cruzeiro, o barulho no interior provocado tanto pelo vento, como pela rodagem, é alto.

Já o comportamento dinâmico do QQ é aceitável, mas com os já mencionados balanços na carroceria. Além disso, é preciso ficar atento à ação dos ventos laterais, que influem diretamente na direção do chinês. A boa visibilidade é conseguida pelas colunas finas, que junto com o sensor de estacionamento, exclusivo da "versão especial", auxiliam na hora de estacionar.

Os 68 cv do motor a gasolina de 1.1 litro conseguem mover os 890 kg do QQ em um bom ritmo. O compacto é ágil no trânsito da cidade, graças às curtas relações da transmissão. Na estrada, é necessário atenção para calcular as manobras, além de uma ampla utilização do câmbio. A velocidade máxima anunciada é de 140 km/h, mas pisando fundo é possível chegar até 150 km/h. A Chery também anuncia que o zero a 100 km/h é feito em 15 segundos e o consumo fica em ótimos 19,2 km/l.

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