S10 Diesel - MSN

Nova motorização melhorou


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ITENS TESTADOS 




























































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A General Motors do Brasil incorporou
à linha Chevrolet S10 uma nova geração
de motores diesel, o MWM Sprint 2.8 turbodiesel, de
alta rotação, que desenvolve potência
38,9% superior e nada menos que 51,7% a mais de torque
em relação à versão anterior.
Segundo a fábrica, ainda que mais potente, o
consumo de combustível desse motor é sensivelmente
inferior ao do seu antecessor.


Mas esse detalhe torna-se secundário
quando se pisa fundo no acelerador da picape. A S10
turbodiesel é um canhão na estrada, atingindo
fácil sua velocidade máxima de cerca de
170 km/h, oferecendo retomadas vigorosas e divertidas,
mesmo quando acelerando em quinta marcha.


Com a potência de um automóvel,
a força de um utilitário e a versatilidade
que só um veículo 4x4 pode oferecer, a
picape Chevrolet S10 2.8 4x4 turbodiesel ficou mais
gostosa de dirigir. Acelera e retoma velocidade com
mais desenvoltura do que muitos automóveis de
passeio de médio porte.


Custando cerca de R$ 52,3 mil, a versão
CS (cabine simples) standard, esbanja desempenho mas
fica a desejar um pouco em acabamento interno. Não
é exatamente um trabalho de segunda classe, mas
poderia ser bem melhor. A moldura abaixo do quadro de
instrumentos, por exemplo, é mal arrematada e
chega a ser cortante. Além disso, o volante da
direção, embora de bom diâmetro
é muito fino, prejudicando a empunhadura. E,
finalmente, o pecado capital: entre os instrumentos,
não aparece o conta-giros.

























texto
e fotos: Ricardo Panessa

























MOTOR É PONTO ALTO




Potência
e torque proporcionam elasticidade e força em
qualquer condição


Graças à tecnologia de comando de válvulas
no cabeçote, três válvulas por cilindro
(duas de admissão e uma de escapamento, num total
de 12) e turbo com resfriador de ar (intercooler), o
novo motor, que desenvolve 132 cv de potência
e 34 mkgf de torque máximo, é o ponto
alto do modelo.


Para quem vem de um veículo a gasolina, o MWM
de alta rotação que equipa a S10 turbodiesel
pode parecer barulhento. E realmente é, principalmente
em marcha lenta. Em altos giros o propulsor fica com
sonoridade mais agradável.


Com essas características, a velocidade máxima
desse modelo passou de 155 km/h para 171 km/h, além
de ganhar mais força para retomadas, ultrapassagens
e subidas. As acelerações de 0 a 100 km/h
caíram de 15,7 segundos para apenas 11,5 segundos,
marca semelhante a de um bom automóvel médio
com motor de 1.8 a 2.0 litros. De fato, entre os apelos
mais fortes do motor Sprint 2.8 turbodiesel estão
o desempenho e a dirigibilidade.


Seu torque máximo se apresenta em uma faixa
de rotação mais ampla e baixa, cujo valor
máximo ocorre a 1.800 rotações
por minuto e prossegue elevado até 3.600 rpm,
o que facilita as retomadas de velocidade e exige menos
trocas de marchas. A apenas 1.350 rpm o motorista já
dispõe de 76% do maior torque.


Esse dado é por si só suficiente para
explicar o elevado desempenho da nova picape Chevrolet
S10 a diesel, como a retomada de 80 a 120 km/h em quinta
marcha realizada em 11,6 segundos, que bem poucos automóveis
nacionais e importados de caixa manual conseguem obter.


Com todas essas características otimizadas de
motorização, o desempenho da S10 utilizando
tração 4x4 também melhorou. O sistema
eletrônico para conectar a tração
nas quatro rodas, é feito através de um
simples toque num botão localizado no painel.
A troca de tração 4x2 para 4x4 pode ser
feita mesmo com o veículo em movimento, fácil
e silenciosamente.


Já a marcha reduzida, também acionada
através de um botão no painel, exige a
parada do veículo. Em 4x4 reduzida, a S10 vira
um trator, com força de sobra para transportar
até 1.060 kg de carga ou rebocar até nada
desprezíveis 3.720 kg.


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MELHOR PARA PASSEAR

Caçamba é ampla mas oferece
poucos pontos de ancoragem




Tem coisas que o consumidor não consegue entender.
Aliás, nem os jornalistas especializados. Embora
projetada para o trabalho, a S10 se presta mesmo é
para o lazer, mesmo em sua versão com motor turbodiesel.


A caçamba pode carregar até 1.060 quilos
de carga. O problema é amarrar essa carga. Em
detrimento de um visual mais "limpo" o modelo
não oferece pontos de fixação externos,
nas bordas da caçamba. Por dentro, apenas quatro
tímidas argolas, e assim mesmo apenas nos pontos
mais altos. Com o piso e laterais da caçamba
protegidos pela capa plástica, pior ainda. Os
vãos não coincidem com a posição
das argolas, dificultando ainda mais qualquer tipo de
amarração.


Logo se vê que, na prática, os engenheiros
da GM jamais utilizaram uma dessas picapes para, por
exemplo, fazer uma pequena mudança. Fazem falta,
muita falta, pontos de amarração na parte
central da caçamba e na base das laterais. Além
disso, é comum ser necessário apoiar alguma
carga sobre o teto da cabine, operação
que, na S10 também se torna inviável,
pois o modelo não oferece o arco de proteção.
E, para irritar ainda mais quem pretendia usar o veículo
para transporte de cargas, a janela traseira não
é protegida. Uma carga mal fixada pode, facilmente,
invadir a cabine numa freiada mais brusca.


E para complementar esse perfil nada utilitário,
a S10 não oferece gancho de reboque traseiro.
O modelo só tem uma argola, essa sim, muito robusta,
na parte dianteira. Ou seja, mesmo com tração
4x4, a S10 só pode ser rebocada ou rebocar outro
veículo de marcha-a-ré.


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VISUAL MODERNINHO

Picape tem visual moderno; porém,
nem tudo que é moderno é belo




O design da carroceria e do capô da S10 modernizou
sua aparência, segundo as tendências mundiais,
destando vincos bem definidos, grade e capô integrados,
este sustentado por molas a gás para reduzir
o esforço de abertura. Os faróis, inclusive
o de neblina, passaram a incorporar a tecnologia de
superfície complexa e lente transparente (see-through),
como nos Chevrolet Corsa, Astra e Vectra, com ganho
na luminosidade e visibilidade noturna. As rodas de
alumínio também ganharam novo design,
com pneus 225/R75 e 235/R75 completando o conjunto externo.


Embora gosto não se discuta, o tema beleza sempre
causa polêmica. E a beleza de design da S10 não
é, digamos, uma unanimidade. A grade dianteira
parece estreita demais e a curvatura do capô parece
tornar o veículo mais baixo. Com motor ligado,
aí sim, a picape impõe respeito a qualquer
Pit Bull; mas só no visual, não espanta
nem um Poodle.


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INTERIOR CORRETO

Banco com encosto central possibilita
o transporte de até três pessoas na cabine




O painel de instrumentos da S10 tem design arredondado
e o material que o compõe oferece, segundo a
fábrica, maior segurança no caso de impactos
frontais. Moderno, de linhas arredondadas, os instrumentos
são de fácil visualização,
incluindo relógio integrado digital com mostrador
de cristal líquido e exibição alternada
com o hodômetro parcial.


Um botão giratório substitui a tecla
do interruptor de luzes. O sinal auditivo de aviso para
luzes ligadas, cinto de segurança não
atado e chave no interruptor de ignição
e partida possui sons diferenciados e pode ser desligado.
O comando é feito pelo botão do reostato
da iluminação dos instrumentos. A luz
interna é associada à ativação
do alarme e incorpora temporizador, que a desliga progressivamente.
Com o farol alto acionado, o baixo permanece ligado,
para melhor segurança e melhor iluminação.
Conta-giros? A GM não acha necessário
ou o gato comeu.


Os bancos, revestidos em tecido, são firmes
e podem ser regulados em distância. O problema
é rebatê-los, para poder aproveitar o pouco
espaço que sobra entre o encosto e a parte traseira
da cabine. A operação é feita através
de duas alavancas. Uma, ao lado do assento, de fácil
localização e manuseio, afasta apenas
parcialmente o encosto do banco. Para rebatê-lo
completamente, é necessário levantar uma
segunda alavanca, pequena, quase minúscula, fixada
atrás do encosto, e mais próxima da lateral
externa. Além de ser muito difícil de
acionar estando em pé, do lado de fora do veículo,
movimentar essa pequena alavanca torna-se uma operação
quase impossível, quando é necessário
rebater um dos bancos, sentado no banco ao lado.


Em contra-partida, um novo e eficiente pacote acústico,
que acrescenta isolantes e materiais diferenciados,
foi incorporado a toda linha S10, aumentando o conforto
no interior dos veículos. Com os vidros fechados,
a cabine torna-se realmente muito silenciosa. Além
disso, o assoalho dianteiro, totalmente plano, também
beneficia o conforto interno, principalmente o do passageiro.


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