Saturn Sky Red Line, o roadster puro-sangue

O nome é auto-explicativo: linha vermelha separa o asfalto do céu


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- Existe uma categoria de carros para a qual a presença de ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos é absolutamente dispensável, ou, como já diz muito bem o nome destes equipamentos, acessória. Esses veículos são modelos que absorvem de tal modo o motorista que o que importa é a existência do volante, de rodas e de um belo motor. Para quem está no comando de um carro assim, só o que importa é a estrada e as sensações que o ato de dirigir provoca. Um deles se chama, sem dúvida nenhuma, Saturn Sky Red Line, que o WebMotors teve a oportunidade de avaliar no último sábado, a convite da GM, no campo de provas de Cruz Alta, em Indaiatuba.

Baseado no Pontiac Solstice, o Sky tem um dos nomes mais felizes do mercado. Sky, em inglês, significa céu. Apesar de nesta língua haver céu e paraíso não serem sinônimos paraíso, em inglês, é heaven, pode-se facilmente associar os dois conceitos, especialmente se você fala português.

Se em sua versão mansa o carro já agrada leia mais sobre ele aqui, a Red Line é extasiante. Essa é a denominação que todas as versões esportivas da Saturn recebem, mas, no Sky, já um esportivo por natureza, a tal linha vermelha mostra o limite entre o asfalto e o céu.

A entrada na cabine do carrinho de 4,09 m mesmo tamanho de um VW CrossFox é relativamente fácil, apesar da posição bem baixa de dirigir. Um condutor com seus 1,85 m encontra conforto rapidamente. Tudo bem que o trilho do banco chega ao fim de seu curso e que o volante tem regulagem apenas de altura, mas o bom é que o curso é suficiente. Os assentos são mais duros do que os de carros de passeio comuns, mas não poderiam ser diferentes, considerando que o Sky convida a acelerar.

A primeira boa impressão que se tem diante do volante de laterais vermelhas é a posição do câmbio, bem ao lado e à mão, pedindo por uma troca de marchas bastante esportiva. O console central, alto, permite a passagem do eixo-cardã que leva os 264 cv do motor com injeção direta e 2 litros para as rodas traseiras e também dá ao motorista uma sensação de aconchego.

Dizer que o motorista veste o carro é, como se pode imaginar, um chavão, mas no Sky os chavões todos fazem sentido e soam menos idiotas. Às vezes a criatividade não consegue suprir o que um lugar-comum como este expressa. Fiquemos com ele, fazer o quê? É a mais pura verdade.

Virando a chave, o ronco grave do motor, com saída dupla de escape, soa relativamente baixo, suave, ainda adormecido. Basta uma pressão também suave no acelerador para acordá-lo, mas como acordar o carro, num primeiro contato, é pouco, vale acelerar com vontade. E agüentar as conseqüências.

Com 1.356 kg, o Sky Red Line parece mais leve, mas isso não interfere no encolhimento do estômago e no endireitamento das costas que o carro, como um bom professor de postura, ensina logo de cara a quem se atreve a pisar firme no pedal da direita.

Preocupada com o bom estado do roadster, a GM permitiu que ele fosse testado apenas na pista circular, também chamada de reta infinita, em vez de colocá-lo na D1, que reproduz as condições do piso brasileiro, mas traz curvas, retas, subidas e descidas que dariam uma idéia melhor de como ele se comporta.

A vantagem da reta infinita é poder imprimir velocidades altíssimas, impossíveis ou muito perigosas de atingir numa estrada normal. Ali, a primeira volta com o Sky Red Line foi como um processo de conhecimento e estudo, uma apresentação formal que, com um carro tão nervoso, é mais do que necessária.

A segunda volta, mais abusada, fez o velocímetro bater em 220 km/h e o motor mostrar que poderia ir mais longe, não fosse o fato de os 4 km de pista chegarem rapidamente ao fim e o objetivo da avaliação não ser, no fim das contas, nenhuma tentativa de quebra de recorde. Vale dizer que, num carro assim, o respeito deve ser o mesmo que os pescadores têm com o mar e que os motociclistas experientes têm com suas motos: qualquer bobeada pode custar muito caro.

A terceira e última volta permitiu, aí sim, observar o que o carro oferece. Vidros elétricos, cujos comandos nas portas, retraídos demais, exigem que os da porta esquerda sejam manipulados pela mão direita e vice-versa. Com o vidro elevado, o vento pouco se faz notar com a capota arriada. Com os vidros abaixados, o vento fica canalizado entre a coluna A e o retrovisor esquerdo e bate diretamente nos braços do motorista, dando a ele a real dimensão do que está fazendo com o acelerador.

Há ainda direção hidráulica, computador de bordo, controlador de velocidade, abertura do porta-malas elétrica e todo tipo de coisa desejável em outros veículos.No Sky, é bom que existam, mas não fariam a menor falta. Com ele, basta haver gasolina, um dia bonito, tempo e uma estrada em boas condições. Coisa que os norte-americanos têm de sobra e, mesmo assim, acabam pagando barato.

Um Sky Red Line custa exatos US$ 29.795, ou pouco mais de R$ 55,4 mil. Para o Brasil, se fosse importado oficialmente, e não será, ele custaria pelo menos o dobro. Por importação independente, sai por muito mais do que isso. Para quem pode pagar o preço, vale cada centavo. O Sky Red Line realmente pode levar um motorista ao céu batendo na linha vermelha do conta-giros. O perigo é esse paraíso ir além do deleite que o carro causa e se tornar bíblico, digamos. Juízo ao volante, gente!

FICHA TÉCNICA – Saturn Sky Red Line


MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, longitudinal, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote DOHC, com comando de válvulas variável, turbo com intercooler e refrigeração a água, 1.998 cm³
POTÊNCIA264 cv a 5.300 rpm
TORQUE 36 kgm de 2.500 rpm a 5.200 rpm
CÂMBIO Manual de cinco velocidades
TRANSMISSÃO Traseira, com controle de tração
DIREÇÃO Hidráulica, por pinhão e cremalheira
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 18”, cromadas, de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros 245/45 R18
COMPRIMENTO 4,09 m
ALTURA 1,27 m
LARGURA 1,81 m
ENTREEIXOS 2,42 m
PORTA-MALAS 153 l e 56,6 l com a capota recolhida
PESO em ordem de marcha 1.356 kg
TANQUE51,5 l
SUSPENSÃO Dianteira independente nas quatro rodas, com braços sobrepostos em A
FREIOS Discos ventilados na dianteira, com 297 mm de diâmetro, discos sólidos na traseira, com 277 mm de diâmetro
CONSUMO Consumo urbano de 8,9 km/l; consumo rodoviário de 12,8 km/l
PREÇO US$ 29.795


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