Chevrolet Joy Plus preto estacionado na rua

Chevrolet Joy Plus é um ótimo sedã para trabalhar

Antigo Prisma pode ser uma opção vantajosa para quem deseja aumentar a frota ou atuar como motorista de aplicativo


  1. Home
  2. Testes
  3. Chevrolet Joy Plus é um ótimo sedã para trabalhar
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

A estratégia usada pelas montadoras para garantir mais alguns anos de sobrevida às plataformas que vão se aposentar torna possível a convivência entre duas gerações de um mesmo modelo, como o Chevrolet Joy Plus (antigo Prisma Plus) e Onix Plus, e pode ser uma solução vantajosa àqueles que desejam incrementar a frota, trabalhar como motorista de aplicativo ou alugar o carro.

No caso, a plataforma do Joy Plus é a mesma que deu origem ao Prisma, Sonic e Cobalt, enquanto a linha dos novos Onix e Tracker é montada em outra plataforma. O mesmo aconteceu com o Classic e Corsa anos atrás e, atualmente, com a recém-chegada Fiat Strada.

A começar pelo desconto oferecido pelas concessionárias, o Joy Plus, vendido em duas versões (Mais e Black) com diferença de R$ 800 entre uma e outra, parte de R$ 56.090 e pode ser negociada a R$ 51 mil na compra com CNPJ. O desconto, que gira em torno de 7%, é uma mão na roda para quem precisa de um carro mecanicamente simples, mas com espaço para passageiros e bagagens.

Testechevroletjoyplus2
Por se tratar de uma versão de entrada, o Joy Plus vem com calotas de série
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Além disso, na conta entram também IPVA, seguro e revisões mais baratos. Para se ter uma ideia, a redução na venda direta para a linha do novo Onix não passa de 2,5%.

A principal vantagem do Joy Plus está na amplitude da cabine: 4,27 metros de comprimento por 1,70 m de largura e 2,53 cm de entre-eixos, que permite o transporte de até três passageiros na parte de trás, que desfrutam de bom espaço para joelhos.

No bagageiro, há 500 litros disponíveis, volume encontrado normalmente em três-volumes médios. Em contraponto ao espaço, a cabine é espartana: praticamente 100% dela montada em plástico duro e banco traseiro com encosto inteiriço.

Testechevroletjoyplus6
Por dentro, os bancos são de tecido e o painel de instrumentos é metade digital, metade analógico
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Na lista dos itens de série comuns às duas versões, nada além do trivial: airbag duplo e ABS (obrigatórios), ar-condicionado manual, direção elétrica, vidros dianteiros e travas elétricos e preparação para sistema de som.

A opção mais cara agrega rodas de 15 polegadas com calotas escurecidas (a outra configuração traz rodas de 14") e detalhes no revestimento dos bancos. Na carroceria, maçaneta na cor do veículo e luz de LED (que tem de conviver com a lâmpada amarela do farol) no conjunto ótico dianteiro.

Sistema multimídia, retrovisores externos elétricos e sensor de estacionamento traseiro são acessórios vendidos à parte para as duas versões. Importante ressaltar que, sem multimídia, não há entrada USB na parte da frente.

Testechevroletjoyplus5
Motor 1.0 dá conta do recado, mas exige trocas de marchas constantes
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

A mecânica traz o motor 1.0 aspirado de 80 cv de potência e 9,8 kgf.m de torque, casado a um câmbio manual de seis marchas. Nos mostradores, o conta-giros analógico faz par com um grande velocímetro digital e ambos mostram o esforço do carro para vencer ladeiras e realizar ultrapassagens.

As reduções são constantes, mas o engate justo da caixa de câmbio e a direção elétrica tornam a missão do leva e traz de passageiros mais suave (um sinal no painel indica a melhor hora para avançar com a marcha). Mesmo sem ajuste de altura e profundidade da direção, não foi difícil encontrar uma posição confortável para dirigir.

Opção funcional

A escolha pelo Joy Plus é extremamente racional: um carro simples, tanto mecânica como esteticamente - por isso, é preciso avaliar se a versão mais cara realmente vale a pena por não trazer nenhum item a mais de conforto ou segurança - , mas que oferece amplo espaço.

Nada além de um meio de transporte que pode trazer de volta ao bolso o investimento da aquisição quando usado como fonte de renda.

Comentários