Conforme já adiantamos no WebMotors com o dinheiro empenhado no HB20S, você consegue comprar modelos usados maiores ou até mesmo zero quilômetro com uma motorização maior. Afinal, em uma faixa de R$ 30 a R$ 40 mil existem 255 sugestões de compra. O grande macete para fazer uma compra é avaliar as suas principais necessidades.
Sem se diferenciar muito do HB20, o sedã chega também com um bom comportamento no rodar. Com 1.014 kg, o três volumes manteve os pontos fortes daquele modelo apresentado no ano passado. Entre eles estão: estabilidade, estilo e acabamento. O carro avaliado registra uma aceleração de 0 a 100 km/h em 14,9s quando abastecido com etanol. Outro dado interessante é que o sedã não ultrapassa 162 km/h. Durante a avaliação, o sedã se demonstrou bem desenvolto no circuito urbano, porém deixou a desejar nas retomadas feitas na rodovia. Um detalhe interessante do três-cilindros é que ele marca 11,5 km/l de gasolina (7,8 km/l etanol) na cidade. O número, por exemplo, dá ao carro uma nota “A” no Programa de Etiquetagem. Outro ponto que ficou nítido na avaliação do WebMotors foi a boa entrega de potência do motor 1,0L e, ao mesmo tempo, a falta de torque em baixas rotações, característica natural de um motor com 999 cm³.
O desenho do porta-malas e a altura da tampa traseira não prejudicaram o índice de visibilidade do carro, o item continua um pouco acima do satisfatório. Aliás, o HB20S cresceu um pouco. Agora, o automóvel tem 4,23 metros de comprimento, 1,68 m de largura, 1,47 m de altura e um porta-malas com capacidade para levar 450 litros de bagagem. Ficaram iguais as do hatch as seguintes dimensões: entre-eixos, largura e altura. No comprimento, o sedã ficou 0,33 m maior, aumentando também a capacidade do compartimento de carga em 150 litros se comparado com o HB20.
Após rodar com o HB20S 1,0L por 100 km, o WebMotors embarcou nas duas opções equipadas com motor 1,6L. A primeira delas foi a Comfort Style (R$ 48.175) com câmbio manual. Durante a avaliação ficou claro que o motor de 128 cv (etanol) corresponde bem ao estilo de pilotagem do brasileiro. O único senão fica por conta do consumo indicado pelo computador de bordo, 8 km/l de etanol no circuito rodoviário. O número bate com o divulgado pela Hyundai, que é de 7,8 km/l em regime urbano. Nota “B” no Programa Brasileiro de Etiquetagem. O modelo 1,6L manual acelera de 0 a 100 km em 9,3s, já o automático consegue fazer a mesma tarefa em 11s, usando o mesmo combustível.
Por falar nisso, o câmbio automático de quatro marchas é um perfeito aliado da facilidade no dia-a-dia, mas um bom inimigo da esportividade. Mesmo com suas trocas rápidas, é notório que o conversor de torque pesa e muito no sistema automático do HB20S, o deixando bem mais lento se comparado com o manual.
Opinião do repórter:
Com um preço bem “salgado”, o HB20S começa a repassar o seu valor agregado ao consumidor. Foi assim, e ainda é em menor proporção, em outros tempos com o Volkswagen Gol. Uma das justificativas para o valor maior está na já ausência do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) reduzido. Outro ponto falho de toda a família HB20 é a ausência, nem como opcional, de um protetor de cárter. De acordo com a fabricante, o acessório será comercializado, em breve, a parte nas concessionárias da marca.
O Chevrolet Prisma até poderia ser considerado um mega-rival do HB20S no quesito preço e outros, mas a GM também forçou a tabela e colocou o sedã do Onix equipado com motor 1,0L por R$ 34,99 mil. Acontece que o Prisma não traz o ar-condicionado de série na sua opção de entrada, mas sim o ABS.
O HB20S está disponível nas opções Comfort Plus 1.0, Comfort Style 1.0, Comfort Plus 1.6, Comfort Style 1.6 (manual e automático) e Premium (manual e automático). Seus principais concorrentes são: Fiat Grand Siena, VW Voyage, Chevrolet Classic, Toyota Etios, Nissan Versa, Renault Logan, Chevrolet Cobalt, VW Polo e New Fiesta, Chevrolet Prisma, Chevrolet Sonic e JAC J3.