Teste: Jaguar F-Type R Coupé

WebMotors acelerou os 550 cv de potência do 'felino' no Autódromo de Interlagos


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Retomando com maestria a arte de projetar superesportivos, e deixando um pouco de lado a fama de ser referência apenas na produção de sedãs luxuosos, desejados por senhores endinheirados e tradicionalistas, a Jaguar traz para o Brasil o novo F-Type Coupé, modelo que desembarca no vácuo da versão Cabrio (conversível), por aqui desde o final do ano passado.

Com linhas que o colocam próximo de uma releitura do icônico E-Type – sucesso nas décadas de 1960 e 1970 e famoso por ter arrancado elogios até mesmo do Comendador Enzo Ferrari -, o ‘bólido’ britânico chega em três versões de acabamento (F-Type, F-Type S e F-Type R) e duas de motores (3.0 V6 Supercharge de 340 cv ou 380 cv, e 5.0 V8 Supercharge de 550 cv) – todas equipadas com transmissão automática de oito marchas.

Preços

F-Type Coupé – R$ 426.300

F-Type S Coupé – R$ 497.700

F-Type R Coupé – R$ 662.000

SEXY

Para conhecer de perto este felino arisco na configuração topo de linha R, o WebMotors foi até o Autódromo de Interlagos, em São Paulo. E se a história de que a “a primeira impressão é a que fica”, podemos dizer que o F-Type Coupé é digno dos melhores elogios – pelo menos em termos visuais. Seu design consegue mesclar simplicidade e voracidade na medida certa. Tudo está em perfeito equilíbrio.

A dianteira com faróis afilados na vertical e ampla grade frontal ganha tornos musculares a partir de dois vincos marcantes que rasgam o longo capô. As laterais de superfície lisa trazem caixas de rodas esculpidas sob medida para abrigar as belas rodas em alumínio e carbono de 20 polegadas que ‘calçam’ pneus 255/35 na dianteira e 295/30 na traseira.

O teto arredonda, que pode ser em alumínio ou com vidro panorâmico, tem queda longa e suave. A traseira tem lanternas horizontais estreitas e discretas – como deve ser em um superesportivo. A duas saídas de escapamento com ponteiras duplas e o amplo difusor agregam personalidade ao F-Type. E o tempero extra está no aerofólio escamoteável, que se arma quando a velocidade ultrapassa os 112 km/h.

LUXUOSO

Por dentro, e mesmo sendo um superesportivo, o F-Type Coupé não abre mão daquilo que a Jaguar tem de melhor a oferecer.  Os bancos esportivos trazem apoios laterais, fundamentais para os ‘magrelos’ não ‘sambarem’ de um lado para o outro nas curvas em alta velocidade. E são revestidos em couro (de duas cores na versão que avaliamos). Todas as peças estão muito bem encaixadas e os materiais – peças emborrachadas, couro e alumínio – são de excelente qualidade. Detalhe: nada de madeira, algo comum nos sedãs da marca, mas que, em um superesportivo, não combina (convenhamos).

Ao contrário de alguns superesportivos, o F-Type tem ajuste elétrico dos bancos, com os botões reguladores instalados no painel das portas. O console central é alto como nos carros de competição, deixando todos os comandos à mão do condutor. Falando em comandos, o volante de excelente empunhadura, base quadrada e diâmetro reduzido é multifuncional.

NA PISTA

Por volta das 16h, o WebMotors teve autorização para levar o F-Type R Coupé para a pista. Devidamente ‘vestidos’ de F-Type R Coupé, apertamos o botão e os oito ‘canecos’ em ‘V’ do motor 5.0 Supercharger ganham vida de maneira nada discreta – ainda bem. Antes de nos movimentarmos, no entanto, selecionamos, por meio da tela sensível ao toque no painel central, o tipo de configuração de parâmetros como suspensão, aceleração, relação de marchas e direção – esta tecnologia é chamada de Dynamic-i.

Com o ronco invadindo a cabine com classe, quase que pedindo licença (há um botão para amplificar o grunhido da fera), selecionamos a posição D (Drive) e deixamos lentamente os boxes. Sem perder tempo, ao entrar na reta oposta, cravamos o pedal da direita no assoalho e despejamos os 69,3 kgf.m de torque máximo, que está disponível entre 2.500 e 5.500 rotações. O câmbio automático ZF de oito marchas – não se trata de um automatizado de dupla embreagem – trabalha freneticamente, mas sem trancos incômodos ou solavancos. As trocas de marchas podem ser feitas também por intermédio de aletas em alumínio atrás do volante.

Nas curvas, o esportivo parece estar sobre trilhos. A eletrônica trabalha com eficiência corrigindo abusos e erros daquele que o comanda. Isso se deve à segunda geração do Diferencial Ativo Eletrônico, chamado de EAD, que distribui eletronicamente o torque pra as rodas traseiras – isso mesmo, aqui nada de tração integral nas quatro rodas. Com este sistema, a Jaguar instalou também – e pela primeira vez em um de seus ‘bólidos’ – a tecnologia de vetorização de torque, que, em linhas gerais, utiliza pinceladas leves nos freios para corrigir a rota do F-Type Coupé nas curvas.

Apesar de o asfalto de Interlagos ser um tapete e em nada lembras nossas ruas e avenidas, o é possível perceber que a suspensão trabalha de forma bastante firme. As inclinações da carroceria são mínimas, praticamente imperceptíveis mesmo em curvas de alta.

Na reta principal, o Coupé mostra fôlego de sobra. Belisca os 250 km/h antes da entrada do ‘S’ do Senna. De acordo com a fabricante britânica, o F-Type R Coupé atinge a velocidade máxima de 300 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos – absolutamente nada mal para quem pesa somente 1.650 quilos (ponto positivo para redução de massa a partir da adoção de uma estrutura toda em alumínio).

Na entrada da curva, ‘montamos’ no freio. O ABS (antitravamento) atua com maestria. No entanto, os méritos aqui vão para os discos de freios, que, como opcionais, podem ser de carbono – mais eficientes. Este material também ajuda a reduzir em 21 quilos o peso do felino.

RESUMINDO

O F-Type R Coupé é a palavra definitiva de que a Jaguar não perdeu o talento em produzir superesportivos. É bonito, sexy, moderno e entrega aquilo que um carro de alta performance deve oferecer: desempenho (muito) acima da média. Azar da concorrência...

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