Teste: Mercedes-Benz Classe E Coupe - Esportivo sem deixar de ser executivo

Cupê diverte o motorista com potência de sobra e mimos eletrônicos


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Rodrigo Ribeiro
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- Acostumado com o clima das redações, admito que nunca me adaptei ao mundo corporativo. Usar paletó e gravata e adotar siglas como “PSC” e “Att” não fazem parte do meu dia a dia. Mas conheci no WebMotors um executivo que conseguia unir a formalidade e elegância que seu cargo exigia com a irreverência de um jovem. Seu nome era Mercedes-Benz E350 Coupe.

Antes chamado de CLK, o cupê intermediário da Mercedes-Benz reserva sua familiaridade com o sóbrio Classe E apenas no nome. Dianteira, traseira, lateral, peso, medidas, interior.... Tudo é diferente no modelo, vendido no Brasil nas versões E 500 R$ 351 mil e E 350 R$ 293,9 mil – esta última avaliada pelo WebMotors.

Sem gravata e sem exagero
Falar do estilo de um automóvel é sempre polêmico, afinal, gosto é pessoal. Mas se falar que o E Coupe é “bonito” pode soar exagerado para alguns, outro adjetivo pode ser usado sem receio de errar: elegante.

Com o desenho muito mais agressivo do que seu homônimo sedã, o E Coupe carrega a enorme estrela da Mercedes-Benz em sua grade, ao invés do discreto logo sobre o capô de outros modelos. Porém o que parece ser um excesso no papel, pessoalmente mostra-se sob medida. O desenho repleto de vincos compõe um cupê musculoso e agressivo – mas nem tanto.

Observando com cuidado as linhas do duas portas dá para notar que o E Coupe fica entre o esportivo C Coupe já flagrado na Europa e o luxuoso CL. Seu posicionamento continua na cabine, que faz uma ótima união entre alumínio, materiais emborrachados e plástico rígido. Calma, as peças duras não compõem partes nobres do habitáculo, ficando restritas às peças secundárias, como lateral inferior do console central.

Apesar de ser mais esportivo do que a versão quatro portas, o interior mantém a sobriedade que convém a um Classe E. E isso significa mimos nas pequenas coisas. Devido à ausência da coluna “B”, um pequeno suporte elétrico leva o cinto de segurança até o motorista. Após afivelá-lo, o dispositivo dá uma leve “apertada” no cinto, como um alfaiate fazendo o último ajuste de um paletó.

Para dirigir, o E Coupe toma conta dos faróis ajustados automaticamente a qualquer tipo de condição, limpadores do para-brisas, câmbio automático de sete marchas e parada em subidas segurando o freio por alguns segundos para facilitar a partida. Se tanta mordomia der sono ao motorista, o Attention Assist detecta a sonolência do condutor e alerta ele através de uma simpática xícara de café no display LCD no painel. Se o aviso não vier a tempo, ABS, ESP e sete airbags irão garantir que o executivo continue a falar PSC e Att no escritório.

Os bancos elétricos correm automaticamente para frente caso alguém queira se arriscar nos dois bancos traseiros, com espaço apenas moderado. Mas mesmo quem viajar atrás no E Coupe não será ignorado, tendo à disposição persiana elétrica para proteger do sol, teto solar panorâmico para ver o sol e ar-condicionado com três zonas de temperatura.

Esportividade em um botão
Com tanto luxo, pode-se pensar de que o E Coupe está focado apenas no conforto de seu proprietário executivo. Porém é na hora de acelerar que o cupê mostra seu lado trainee de ser. Com 272 cv de potência, o V6 de 3,5 litros empurra o E Coupe de 0 a 100 km/h em 6,6 s, segundo a fábrica. Além de rápida, a aceleração é divertida, pois os 35,7 kgfm de torque são transmitidos somente às rodas traseiras.

Após a primeira acelerada dá para perceber que, ao contrário da versão sedã, o E Coupe não esconde seu poder de fogo. E ainda deixa ao motorista a opção de apimentar mais as coisas, através do botão “Sport” no painel. Acionado, ele muda o gerenciamento do motor, câmbio, suspensão e acelerador. Na prática, um leve deslocamento no pedal direito é o suficiente para aumentar o prazeroso ruído emitido pelos dois escapamentos.

Suspensão e volante acompanham o ritmo, sem deixar a carroceria inclinar e respondendo com agilidade às mudanças bruscas de direção. Os exageros são facilmente contidos pelo sistema de freios a disco ventilado nas quatro rodas. Se necessário, o executivo pode impor limites através do seu chefe controlador eletrônico de velocidade.

Para o trabalho e para a festa
A proposta do Classe E é clara: oferecer prazer ao dirigir que às vezes falta nos grandes sedãs sem perder o luxo deles. Não é um nicho grande – durante o lançamento a Mercedes-Benz afirmou que venderia de 50 a 70 unidades por ano. Porém, ao término da avaliação, deu pra perceber que a venda do E Coupe é acertada. Não é sempre que se vê um executivo que gosta de acelerar por aí.

Mercedes-Benz E 350 Coupe 2010

Motor Seis cilindros em V, dianteiro, longitudinal, 24 válvulas, 3.498 cm³
Potência 272 cv gasolina a 6.000 rpm
Torque 350 Nm / 35,7 kgfm gasolina a 2.400 rpm
Câmbio Automático, com sete marchas
Tração Traseira
Direção Por pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica
Rodas Dianteiras e traseiras em aro 17” de liga-leve
Pneus Dianteiros e traseiros 235/45 R17
Comprimento 4,70 m
Altura 1,40 m
Largura 1,79 m
Entre-eixos 2,76 m
Porta-malas 450 l
Peso em ordem de marcha 1.645 kg
Tanque 55 l
Suspensão Dianteira e traseira independente, tipo multibraço
Freios Disco ventilado na dianteira e traseira
Preço R$ 288.900


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