Toyota RAV4 Top

Toyota RAV4 capenga para acompanhar a concorrência

SUV destaca-se por tamanho e itens de segurança, mas sofre com mecânica sem fôlego e falta de equipamentos

    • Desempenho
    • Desempenho
    • 19,1/3600 kgfm/rpm
    • Consumo Gasolina
    • Consumo Gasolina
    • Cidade: 9,5 km/litro
      Estrada: 10,9 km/litro
    • Consumo Álcool
    • Consumo Álcool
    • Cidade: N/A
      Estrada: N/A
    • Porta Malas
    • Porta Malas
    • 547 litros
    • Câmbio
    • Câmbio
    • N/A
8.7

Overview

Espaço e segurança são pontos altos, mas isso está longe de ser o bastante em uma categoria com Equinox e Compass. Faltam motor e equipamentos ao RAV4


  • + Segurança
  • + Espaço interno
  • + Acabamento interno
  • - Desempenho
  • - Equipamentos de série
  • - Conectividade
 
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O que é um carro top para você? Aquele que é gostoso de dirigir ou que tem espaço de sobra para a família? Ou seria um modelo repleto de tecnologia e com bom custo-benefício? Bom, pelo menos no nome, o Toyota RAV4 é Top. É assim que a versão topo de linha do SUV é batizada. Mas será que ela tem atributos suficientes para receber tal alcunha?

A resposta não é muito animadora tendo como ponto de partida o motor 2.0 16V. Ele tem a mesma propriedade do propulsor 2.0 do Corolla, porém, bebe só gasolina e é menos potente. São desenvolvidos 145 cv a 6.200 rpm, contra 154 cv do sedã. O torque também é inferior, numa relação de 19,1 kgf.m a 3.600 rpm, ante 20,7 kgf.m.

Tais números impõem bastante relevância na prática. O RAV4 é preguiçoso quando o condutor deseja maior explosão para realizar ultrapassagens ou retomadas na estrada. Não só porque o motor é insuficiente para tirar da inércia os 1.525 quilos do SUV, mas também por conta do perfil da transmissão. Ela é do tipo CVT, que simula sete velocidades, e não tem a agilidade como predicado.

Pode ser gerenciada manualmente apenas por meio da manopla de câmbio, uma vez que não há aletas atrás do volante. Isso não pode ser considerada uma falha do modelo, dado que a esportividade não é seu forte.

 SUV tem 4,60m de comprimento
Legenda: SUV tem 4,60m de comprimento
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

É nítido, inclusive, que o ajuste do conjunto mecânico tem como foco o conforto. Mas o problema é que a parceria entre motor e câmbio está longe do entrosamento, o que prejudica uma viagem de trajeto longo. É como se o modelo não pudesse fluir a plenos pulmões. O máximo que ele consegue entregar é um desempenho suave quando é possível empregar uma mesma velocidade por bastante tempo. Mas quando o tráfego intenso obriga o motorista a fazer retomadas, o bichão demora para recuperar o fôlego.

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Outro problema do conjunto mecânico descompensado é o consumo de combustível. De acordo com o Inmetro, o desempenho do SUV na cidade é de 9,5 km/l. Já na estrada, o número sobe para 10,9 km/l. Os dados significam nota “B” no índice do instituto.

Um alento é que a Toyota já implantou motorização mais moderna ao RAV4 no exterior. Há até opção híbrida, que traciona uma carroceria de design mais moderno por dentro e por fora. O problema é que não há previsão para que esta versão chegue ao Brasil.

Também depõe contra o perfil do RAV4 nas rodovias o acerto da suspensão. Ela tem sistema McPherson na parte dianteira, e braços triangulares (double wishbone), no eixo traseiro. Isso significa que a escolha para a extremidade traseira não é das mais modernas, sendo que o carro parece rolar mais do que o normal. Fora isso, a carroceria torciona com gosto em curvas de alta velocidade.

Tudo isso nos levar a crer que a aptidão do SUV de tração dianteira é para o perímetro urbano. Isso porque as críticas feitas quanto ao comportamento dele na estrada tornam-se irrisórias em ruas e avenidas. A suspensão é macia na rolagem sobre lombadas e o conjunto mecânico não sofre muito para superar ladeiras.

Muitos podem achar que o RAV4 é até molenga, mas não dá para fazer muito milagre diante de um modelo de centro de gravidade alto e 4,60 metros de comprimento. Aliás, todas as medidas do SUV são fartas. Ele dispõe ainda de 1,84 m de largura, 1,71 m de altura e 2,66 m de entre-eixos e 470 litros de porta-malas.

Os números garantem posição alta de guiar (algo tão desejado para os fãs e utilitários) e espaço suficiente para carregar três adultos de maneira confortável. É possível ajustar a posição do encosto dos bancos traseiros e o túnel central é semiplano, o que oferece boas condições de viagem para quem vai no meio.

Somam-se a isso o encosto de cabeça para todos os ocupantes e os ajustes de fixação para cadeirinhas Isofix. Outros itens que garantem destaque ao item segurança no RAV4 são controles de tração e estabilidade, assistente de subida e sete airbags (frontais, laterais de cortina e de joelho, para o motorista). Não é por acaso que o Toyota faturou cinco estrelas na proteção de adultos, e quatro, em relação a crianças, nos testes de impacto do Latin Ncap.

Por outro lado, o SUV poderia ter mais sistemas de segurança ativa, como assistente de ponto cego, frenagem automática na iminência de acidente, além de leitura das faixas de rolamento. Esses itens parecem avançados, mas já são realidade em utilitários menores.

Cabe ao RAV4 apenas itens triviais e mais do que obrigatórios para um modelo de R$ 144.990. São eles ar-condicionado automático de duas zonas, banco do motorista com ajuste elétrico (distância, inclinação, altura e lombar), computador de bordo com sete funções, partida por botão, abertura das portas por toque na maçaneta, faróis de LED e rodas de liga leve de 17 polegadas.

 Interior tem diversos elementos revestidos em couro
Legenda: Interior tem diversos elementos revestidos em couro
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Também é de série a central multimídia de sete polegadas sensível ao toque. A interface parece com as de telas independentes e baratas e não tem pareamento com Android Auto e Apple CarPlay. O máximo que ela entrega é entrada USB e auxiliar para iPod, além de entrada para DVD.

O ponto positivo é o design moderno da central, que agrega bom gosto ao acabamento repleto de materiais de ótima qualidade, incluindo couro no painel. O encaixe entre as peças é primoroso e o isolamento acústico permite ouvir apenas os ruídos de rolamento do pneu. Até os barulhos de vento são bem abstraídos.

Mas será que os atributos de segurança, espaço e conforto são suficientes fazer do RAV4 seja uma compra considerável? Bem, a categoria oferece diversas opções para todos os gostos. Para quem gosta precisa de ainda mais espaço e não abre mão do prazer ao dirigir, temos o Chevrolet Equinox e seu motor turbo de 262 cv (quase 100 cv a mais em relação ao Toyota), que pede R$ 142.990. Outra alternativa com boa dirigibilidade é o Hyundai New Tucson, que pede R$ 137.990. Por fim, temos ainda o ícone em custo-benefício Jeep Compass na versão Limited, que tem tabela de R$ 139.990.

 Modelo tem design mais moderno nesta geração
Legenda: Modelo tem design mais moderno nesta geração
Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Isto é, há vários concorrentes que entregam melhores soluções em diferentes quesitos, enquanto o RAV4 não se sobressai em nada. No pós-venda, por exemplo, a situação é a mesma. Os valores de revisões periódicas estão dentro do praticado na categoria, num total de seis serviços a R$ 4.211.

O mesmo pode ser dito em relação ao seguro. Encontramos apólice de R$ 3.659,79 no Auto Compara, levando em consideração perfil de homem casado, com 45 anos, residente em apartamento na Zona Sul de São Paulo (SP), e que tem garagem na residência e no trabalho.

Todos esses fatores nos mostram que o Toyota RAV4 tem poucos elementos para merecer um lugar na sua garagem. Nos quesitos em que ele vai bem, os rivais também vão. Nas searas em que ele vai mal, fica bem atrás dos concorrentes. Isso pode ser atribuído à idade da geração do carro. Ele foi lançado em 2012 e capenga para acompanhar adversários modernos e com pouco tempo de mercado. Portanto, a não ser que você não abra mão da confiabilidade da marca Toyota de jeito nenhum, procure opções na concorrência.

Ancora: Conclusão Score

 

  • No Bolso8.3
  • Tecnologia8.5
  • Vida a bordo9.7
  • Desempenho8.2
  • Opinião do repórter8.3
  • + Segurança
  • + Espaço interno
  • + Acabamento interno
  • - Desempenho
  • - Equipamentos de série
  • - Conectividade
 
8.7

  • Lukas Kenji
  • Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.
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