Teste: Suzuki Swift

WebMotors acelerou versões Sport e Sport R de 142 cv. Preços partem de R$ 74.990


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Mogi Guaçu (SP) - Alguns pratos seduzem apenas pelo aroma, outros pela combinação exótica de determinados ingredientes ou pela força de um único tempero. No entanto, há aqueles que arrebatam paladares pelo equilíbrio de todos os condimentos, como o Suzuki Switf Sport, que chega ao Brasil no fim de setembro com preço inicial de R$ 74.990 – opção topo de linha Sport R custa R$ 81.990.

O WebMotors avaliou ambas a configurações no Autódromo de Velo Città, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, e ficou impressionado – surpreendido talvez defina melhor nossa reação – com a diversão proporcionada pelo hot hatch de design discreto, requinte dentro da média e conjunto mecânico teoricamente comum: motor 1.6 16V aspirado (quatro cilindros a gasolina) de 142 cv de potência  e câmbio manual de seis velocidades (tração dianteira).

VALORES DO MENU

Antes de acelerar, porém, é preciso ressaltar que os ‘cozinheiros’ do marketing da Suzuki exageraram um pouco no sal. O preço do modelo é realmente ‘salgado’. Pelo mesmo valor, o consumidor que procura um hatchback com comportamento mais esportivo tem outras boas opções, como Volkswagen Golf Highline 1.4 TSI (R$ 73.750) ou Fiat Bravo T-Jet (R$ 71.610).

Os acompanhamentos do prato principal até que justificam parte do custo da ‘refeição’. O Swift, que está em sua 5ª geração e já teve, ao longo de sua história, 3,9 milhões de unidades comercializadas em 146 países, traz direção com assistência elétrica, ar-condicionado digital, botão start-stop, seis air bags (frontais, laterais e tipo cortina), rádio CD player com MP3, conexão Bluetooth e entrada USB. A opção R entrega a mais, além de detalhes estéticos externos diferenciados (teto e espelhos retrovisores externos de cor diferente), sensor de estacionamento traseiro. Tecnologia de navegação está disponível como opcional para a configuração topo de linha pelo valor de R$ 4.000.

VISUAL DO PRATO

Agora, deixando os valores do cardápio da Suzuki de lado, vamos degustar o Swift Sport. O design do prato, de cara, não empolga. As linhas são pouco ousadas. Há quem o compare ao Nissan Tiida, não mais comercializado no Brasil e que nunca foi sinônimo de beleza por aqui. A esportividade está nas saias laterais, defletor no teto, rodas de liga leve de 16 polegadas em grafite (pneus Yokohama 195/50 R16) e sistema de escape com saída dupla. Na configuração R as rodas são de 17 polegadas (pneus Pirelli P-Zero 205/45 R17).

Por dentro, a esportividade é pontual. Está presente basicamente nos bancos dianteiros com abas laterais maiores para segurar o corpo do condutor nas curvas. O volante multifuncional tem boa empunhadura e é revestido em couro, assim como os bancos – destaque para as costuras duplas em vermelho. As peças plásticas estão bem encaixadas e os detalhes em aço escovado estão em equilíbrio. Tudo é muito sóbrio, uma característica das marcas nipônicas.

SABOR

Na pista, o Swift se revela. Surpreende positivamente e nos faz salivar. Na versão Sport, primeira que o WebMotors acelera, as arrancadas e retomadas impressionam. Não pelo torque máximo, que é de apenas 17 kgf.m disponível a elevados 4.400 rpm, mas pelo excelente escalonamento da transmissão manual de seis velocidades e, principalmente, pelos ‘magros’ 1.065 kg distribuídos por curtos 3,89 metros de comprimento (2,43 metros de entre-eixos). Nas saídas das curvas, tanto as de alta quanto de baixa velocidade, o Swift tem fôlego para continuar ganhando velocidade.

Os controles eletrônicos de tração e estabilidade – que são de série – não interferem constantemente, permitindo uma condução mais pura, mas atuam sempre que um erro grave é iminente. Os freios também se portam muito bem. Com ABS e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), as frenagens são estáveis (equilibradas) e não apresentam fadiga mesmo após cinco voltas em ritmo intenso de condução.

A suspensão merece elogios – McPherson na dianteira e barra de torção na traseira. O primeiro ponto positivo passa pela altura, que não foi alterada em relação ao modelo comercializado no Japão. O segundo é o refinamento do ajuste, que deixou o conjunto firme para uma pilotagem esportiva. Nas curvas não há inclinações laterais da carroceria, e nas frenagens o efeito ‘mergulho’ (deslocamento da carroceria para frente) é praticamente imperceptível. Como o asfalto do autódromo é um ‘tapete’, não foi possível cravar o comportamento da suspensão nas ruas esburacadas dos grandes centros, mas levando como base a regulagem esportiva, podemos projetar um conforto ligeiramente prejudicado.

UM POUCO MAIS DE PIMENTA

O que esperar da versão R? Nada muito diferente, afinal, o conjunto mecânico é praticamente o mesmo. Bom, não é bem assim…

A primeira diferença são os pneus que ‘calçam’ as rodas de 17 polegadas. O Pirelli P-Zero agarra melhor na pista em relação ao Yokohama e as rodas aro 16. É possível contornar as curvas abusando mais do pedal da direita. No entanto, o que faz toda a diferença, deixando o Suzuki ainda mais ‘apimentado’, é a relação 14% mais curta do câmbio, que oferece engates curtos e precisos. Com esta simples modificação, a versão Sport R fica ainda mais esperta.

CONCLUSÃO

O equilíbrio da receita faz do Swift Sport um prato delicioso. Para um modelo 1.6 16V aspirado (quatro cilindros), o Suzuki surpreende com uma equilibrada pegada esportiva. Mesmo com torque relativamente mais baixo que alguns concorrentes (17 kgf.m a 4.400 rpm), o Suzuki consegue ser ‘encapetado’. Prova disso é que sua aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 8,7 segundos, exatamente o mesmo desempenho do Bravo T-Jet (23 kgf.m a 3.000 rotações) e é apenas 0,3 segundo mais lento que o Golf 1.4 TSI (25 kgf.m a 1.500 giros). O preço, sim, é elevado. Mas não impediu o gostinho de quero mais...

Consulte preços do Suzuki Swift na Tabela Fipe WebMotors.

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