– O Audi TTS não tem partida do motor através de um botão. Também não espere navegador GPS e entrada USB padrão*. Na verdade, os retrovisores elétricos sequer se fecham automaticamente após trancar o carro. Então, porque raios investir quase R$ 282 mil em um cupê que não tem luxos oferecidos até pelo Peugeot 408? Bem, a resposta pode ser dada em números.
O primeiro deles é 5,2 s, que é o tempo que o TTS demora para acelerar de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima, aliás, é de 250 km/h, limitada eletronicamente. O desempenho estonteante é proporcionado pelos numerais 272 cavalos e 4 – ou melhor, quattro, que é a famosa tração integral da Audi.
Diferença sonora
O processo de anabolização do TT foi da grade do radiador redimensionada e alojada em novos para-choques ao aerofólio traseiro acionado automaticamente a partir dos 120 km/h. Por fora a versão esportiva quase passa despercebida por aqueles que conhecem o famoso cupê da marca. Mas um estampido seco mostra que sob o enorme capô de alumínio há algo mais.
Graças a um gerenciamento especial da injeção eletrônica, o motor 2,0L turbo provoca uma espécie de estouro a cada mudança de marcha. Não é aquele ruído típico de motores a ar desregulados e de motos 125 cc preparadas. O som é discreto, apenas para lembrar o motorista do que o TTS é capaz. Cronômetro no computador de bordo e um ótimo controle de largada também estão disponíveis para aqueles momentos em que você só quer acelerar.
Com potência, tração e estabilidade de sobra, é de se esperar que o TTS faça bonito em grandes rodovias. Na verdade, viajar com ele é manter a seta da esquerda acionada. Mas é em estradas sinuosas que o pequeno alemão diverte mais. Desconfortavelmente dura na cidade, a suspensão faz com que o esportivo praticamente não se incline nas curvas – e pode melhorar ainda mais ao toque de um botão.
Atração magnética
Acionado no console central, o Magnetic Ride enrijece os amortecedores instantaneamente usando um eletroímã para engrossar o óleo com partículas de metal. Associado ao enorme jogo de rodas de 18 polegadas e pneus de perfil baixo, o sistema otimiza o desempenho da tração nas quatro rodas e dá férias ao controle de estabilidade, que não é acionado mesmo em curvas fechadas.
O dispositivo, claro, não deve ser usado na cidade – a não ser que você não tenha dó da sua coluna. Na verdade, o TTS inteiro parece não se adequar na cidade. Por ter baixa cilindrada para um esportivo, o motor tem pouco torque antes do turbo ganhar pressão a partir dos 2.500 rpm e pede cuidado extra com o acelerador a fim de evitar arrancadas não programadas. A posição de dirigir baixa exige cuidado nas manobras, até porque só há sensor de estacionamento na traseira.
A única exceção fica pelo consumo de 6,6 km/l, condizente pela proposta do carro e pelo combustível Premium que ele requer. Sobre o espaço nos bancos traseiro, bem, é um bom lugar para se colocar malas, e só. Nada mais justo, porque o compartimento de bagagens é o suficiente para roupas de dois passageiros.
Sem acessórios essenciais para um carro deste preço, inadequado para a cidade. Enfim, no que o TTS é bom? Bem, exatamente onde ele precisa ser. Com aceleração, frenagem e estabilidade de surpreender até os mais escolados, este Audi é o degrau ideal para quem gosta do TT, mas achava que 211 cv não bastavam. Se alguém criticar isso, leve o indivíduo para um passeio na serra no banco de trás do TTS. Ele irá mudar de ideia.
Confira a nossa avaliação em vídeo:
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FICHA TÉCNICA – Audi TTS



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