E as especificações do novo modelo da GM foram feitas de olho na nova safra de concorrentes: motor 1,8L 16V de 144 cv, câmbio manual ou automático de seis marchas, quatro airbags, controle de tração.... Tudo de série. Claro, se você quiser recursos como navegador GPS e chave keyless, precisa desembolsar mais do que os R$ 67.900 cobrados pelo Cruze LT de entrada. Um modelo LTZ, completo, igual ao avaliado pelo WebMotors tem preço sugerido de R$ 79.890. O valor inclui a pintura metálica R$ 990, já que só há o branco como opção sólida.
Olhos puxados Visualmente a diferença entre as versões se resume ao desenho diferente das rodas de 17 polegadas, apliques cromados na carroceria e sensor de estacionamento, presente só LTZ. De resto, ambos abusam de um estilo meio oriental de ser, com os grandes faróis “puxados” para as laterais e carroceria repleta de fortes vincos. O mesmo se repete no interior, que apesar de repetir a simulação de “dois cockpits” presente no Agile, não escapa de retas e quinas típicas de um sul-coreano.
O resultado é agradável aos olhos, mas causa certo estranhamento. Isso porque o Cruze foi projetado pelo braço asiático da GM, a antiga Daewoo. E a estrutura para sustentar e empurrar tudo isso foi projetada por outra parte da GM, a Opel. A meta do grupo era criar um carro que fosse uma revolução, e não uma evolução. Quer saber qual foi o resultado?
Pequenos detalhes Já adianto que, em comparação com o descontinuado Vectra, o Cruze dá show. Além do design moderno, o modelo é mais potente e espaçoso. Aqui vale uma curiosidade: o ganho para os passageiros não veio do entre-eixos de 2,69 m, que é 1 cm menor do que no Vectra. A solução dos engenheiros veio na posição dos bancos traseiros, mais recuados e com o encosto mais inclinado. Engenhoso, mas penaliza o porta-malas, com capacidade de modestos 450 litros – contra 526 l do Vectra.
Embutido no painel, o GPS patina em duas características: apesar de grande, a tela de cristal líquido não é sensível ao toque. E, para piorar a maratona de colocar um endereço usando os botões como ocorre no Fiat Bravo, o software obriga o uso de acentos e cedilhas. Ou seja, se você procura algo na capital paulista, nem tente digitar “Sao Paulo”, pois ele não irá identificar o local.
Um detalhe interessante do Cruze fica por conta do câmbio automático com sensor de inclinação. Capaz de identificar se o carro está em uma subida ou uma descida, ele reduz uma ou duas marchas nesse tipo de situação, melhorando o freio-motor e dando mais fôlego ao quatro-cilindros da família Ecotec.
Apesar de aparentemente simples, a solução deixa o Cruze ainda mais prazeroso de se guiar. Com suspensão mais firme e direção direta, o modelo dá um banho de dirigibilidade no seu antecessor. Não ache que o controle de estabilidade ficará sempre inativo, mas sem dúvida ele teria mais trabalho no Vectra. A única coisa a melhorar nesse quesito é que o bom trem de força poderia trabalhar mais silenciosamente. Mesmo com os vidros fechados a invasão do ruído na cabine é percebida até pelos passageiros mais desligados.
A acabamento, outro ponto fraco do Vectra, melhorou muito e praticamente não há rebarbas. O porém é que, quando elas existem, ficam nos piores lugares possíveis. Toda a satisfação de poder abrir o carro sem tirar a chave do bolso acaba ao acionar o botão de partida, pois a borda de seu compartimento revela imperfeições. Tudo isso, claro, pode ser relevado perante a longa lista de virtudes do Cruze. Isso até chegarmos em um ponto que está longe de ser um detalhe...
Problema de família A primeira medição de consumo urbano medido pelo WebMotors assustou: meros 4,8 km/l com etanol e ar-condicionado ligado em 50% do tempo. Repetimos a medição, com um novo motorista, e obtivemos o índice de 5,2 km/l. Claro, há muitos sedãs e até hatches por aí tão ou mais beberrões. Mas isso não justifica a sede do Cruze – ainda mais se considerarmos seu moderno conjunto mecânico.
Talvez seja a herança do sedento Família II usado até então pela GM, ou o excesso de pressão fez com que o Cruze tenha descarregado seu estresse no álcool. De qualquer maneira, esse é um ponto que precisa ser observado e sanado logo pela GM, sob o risco do bom Cruze padecer da fama de gastão de seu antecessor.
Seguro O valor da apólice do seguro do novo Chevrolet Cruze LTZ cotado pelo WebMotors através do Santander Corretora de Seguros ficou na média de R$ 4.300, com franquia de R$ 2.993,00. O perfil utilizado foi de um homem, acima de 40 anos, com garagem fechada em casa e no trabalho e residente na Zona Norte de São Paulo.
Confira nossa avaliação em vídeo:
Ficha Técnica: Chevrolet Cruze LTZ 2012
| Motor | Quatro cilindros em linha, dianteiro, transversal, 16 válvulas, 1.796 cm³ |
| Potência | 144 cv etanol / 140 cv gasolina a 6.300 rpm |
| Torque | 185 Nm / 18,9 kgfm etanol - 175 Nm / 17,8 kgfm gasolina a 3.800 rpm |
| Câmbio | Automático, com seis marchas |
| Tração | Dianteira |
| Direção | Por pinhão e cremalheira, com assistência elétrica |
| Rodas | Dianteiras e traseiras em aro 17” de liga-leve |
| Pneus | Dianteiros e traseiros 225/50 R17 |
| Comprimento | 4,60 m |
| Altura | 1,47 m |
| Largura | 1,79 m |
| Entre-eixos | 2,68 m |
| Porta-malas | 450 l |
| Peso em ordem de marcha | 1.436 kg |
| Tanque | 60 l |
| Suspensão | Dianteira independente, tipo McPherson; traseira dependente, tipo barra de torção |
| Freios | Disco ventilado na dianteira e disco sólido na traseira |
| Preço | R$ 78.900 |
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