Teste: XC 70

Perua Volvo é um carrão valente, mas chique e delicado


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A perua Volvo XC 70 é daqueles carros que levam você para o mundo da fantasia: com os vidros fechados, climatização regulada e um bom disco no aparelho de CD com 12 auto-falantes 130 wats e subwoofer, você esquece que à sua volta o trânsito pega fogo, que a cidade está um inferno e que a sinfonia irritante das buzinas das motocicletas soam entre as faixas de rolamento.

Perniciosas, as motos conseguem tirar do sério até quem está confortavelmente instalado no banco com ajustes elétricos da perua Volvo. Com o sensor de estacionamento ligado dianteiro e traseiro é impossível ouvir rádio numa avenida como a 23 de Maio, em São Paulo: a moto passa esbarrando no pára-choque e aciona o sinal sonoro, que interrompe o som do rádio para chamar a atenção do motorista. Um pequeno botão no console nos livra do sistema e, portanto, da interrupção da música ou notícia, provocada pela aproximação do motoqueiro. Mas nesse caso perdemos o sensor de estacionamento, o que pode provocar uma ralada no carro ou um pequeno acidente. O sistema é automaticamente acionado toda vez que o motorista dá na partida. A propósito, não é preciso girar a chave para fazer o carro funcionar, mas apenas apertar o botão no painel.

Esse não é o único toque de delicadeza desse carrão de 4,84 metros de comprimento, com espaço de rei no banco traseiro: o freio de estacionamento, elétrico, também revela a leveza com que o carro foi construído, com o objetivo de oferecer ao seu usuário o mínimo de esforço para acionar qualquer botão: um leve toque com o dedo para frente no botão do freio trava as quatro rodas; ao acionar o botão em sentido contrário o freio é liberado.

O porta-malas, grande e de fácil acesso, abre com o comando elétrico na chave e fecha com um leve toque num botão no interior da tampa traseira. Tudo para facilitar o entra e sai de bagagem e evitar sujar as mãos caso o carro esteja empoeirado.

O sistema de ar-condicionado é um capítulo à parte. Nesse carro, todos os passageiros são beneficiados com o conforto da climatização. As áreas determinadas de emissão de ar, quente ou frio, são efetivamente atendidas. O ar chega exatamente onde o sistema indica: na cabeça, no peito ou nos pés dos ocupantes, da frente e de trás. Os da frente são privilegiados: exalam dos bancos ar quente ou gelado, na bunda e nas costas, à escolha do freguês.
Os espelhos retrovisores externos, com piscas acoplados, são recolhidos quando o carro é desligado, o que aumenta a segurança. No interno, um indicador digital revela a direção que estamos indo: Norte, Sul, Leste ou Oeste. As crianças gostaram da brincadeira: cada vez que mudava a direção era uma farra. Mas, cá entre nós: se eu não me perder com o carro na Floresta Amazônica, não vejo utilidade nessa informação.

Perua é um tipo de carro que agrada boa parcela do público feminino, mas a mulher, que tem menor estatura que o homem, tem dificuldade de dirigir o V 70, pois apesar dos grandes recursos de acionamento elétrico, o banco do motorista não tem regulagem de altura. É preciso esticar a cabeça para suplantar o painel e enxergar a frente do carro.

O desenho da perua XC 70 é forte, a grade dianteira dá um ar destemido e o tamanho e o peso do carro garantem ao motorista esse poder que muita gente busca no trânsito. Mas, mais do que isso, ele oferece conforto incomum aos seus ocupantes.

O motorzão de 238 cavalos, um 3.2 de seis cilindros, garante a potência necessária para qualquer situação de condução. Estilo crossover, o XC 70 enfrenta com a mesma categoria uma rodovia de primeira e uma estrada de terra esburacada, beneficiado pela tração permanente nas quatro rodas. O carro tem até sistema automático de freio motor, que é acionado em caso de direção perigosa, em descidas íngremes.

No teste, não medi o gasto de combustível, mas a impressão é de que o carro é um beberrão. E o preço do carro também é pra quem não tem muito problema de dinheiro: R$ 200 mil!

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