Toyota Corolla XEi 2019

Toyota Corolla: "Quem desdenha quer comprar"?

Testamos o Toyota Corolla XEi e corremos atrás dos motivos que fazem do sedã um dos com maior índice de fidelização

    • Desempenho
    • Desempenho
    • 20,7/4800 kgfm/rpm
    • Consumo Gasolina
    • Consumo Gasolina
    • Cidade: 7,2 km/litro
      Estrada: 8,8 km/litro
    • Consumo Álcool
    • Consumo Álcool
    • Cidade: N/A
      Estrada: N/A
    • Porta Malas
    • Porta Malas
    • 470 litros
    • Câmbio
    • Câmbio
    • N/A
8.8

Overview

Toyota Corolla é conhecido pelo bom pós-venda, baixa desvalorização e por ser um dos carros mais pesquisados no site da Webmotors.


  • + Atendimento pós-venda
  • + Itens de segurança
  • + Menor desvalorização
  • - Central multimídia
  • - Conectividade
  • - Preço inicial
 
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“Quem desdenha quer comprar”. Esta é, definitivamente, a melhor frase para definir a relação do Toyota Corolla com a sociedade brasileira. Aqueles que nunca colocaram um na própria garagem criticam e inventam apelidos pejorativos – o mais famoso deles ‘Vovorolla’. No entanto, quem teve um já trocou por um segundo e tem convicção que seu próximo carro será outro Corolla. Quem sabe o XEi, versão intermediária que tive a oportunidade de testar.

Não estamos falando de um carro acessível, realmente. A versão avaliada parte de R$ 105.990, mas dependendo da cor – como no Prata Supernova da unidade avaliada – o preço salta para R$ 107.490. Por este valor, quem gosta de seminovo, pode entrar no site da Webmotors e encontrar algumas boas opções nesta faixa, como um BMW 320i 2016/2016, um Mercedes-Benz C 180 2015/2015, ou até um Audi A3 Sedan 2017/2018. Mas como aqui o papo é zero quilômetro, então vamos voltar ao Toyota...

RAIO X

Por este valor, no entanto, a lista de equipamentos de série acaba sendo interessante em alguns pontos. Um deles, na minha humilde opinião, é segurança. O XEi é equipado com sete airbags de série. Além do duplo frontal como manda a lei, o Corolla traz os laterais, os de cortina e também o de joelhos para o motorista. Tem controles de tração e estabilidade, auxílio de partida em rampa, câmera de ré, cinto de segurança de três pontos para todos os ocupantes, assim como encosto de cabeça. Para quem tem filhos pequenos há dois pontos ISOFIX para fixação da cadeirinha infantil. Os freios são a disco nas quatro rodas, sendo ventilados na dianteira e sólidos na traseira. Há ABS (antitravamento das rodas em frenagens bruscas), EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e também BAS (sistema que complementa a força de frenagem para evitar um acidente). Isso sem falar dos controles de tração e estabilidade.

Já no quesito tecnologia atrelada à comodidade dos ocupantes, o Corolla derrapa – e feio – com uma central multimídia ultrapassada e que não condiz com a proposta do carro, e muito menos com o valor elevado cobrado pela Toyota. É uma central com tela de 7 polegadas sensível ao toque, colorida, com navegação por GPS e até TV Digital. Fica devendo, porém, compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, algo que carros que custam pouco mais da metade do Corolla já têm. A Toyota precisa se mexer. E rápido!

 Interior do Corolla 2019 agora é preto
Legenda: Interior do Corolla 2019 agora é preto
Crédito: Divulgação

EXISTE ADMIRAÇÃO

O Corolla não te conquista no primeiro olhar ou em um rápido test drive. É no dia a dia. Os bancos têm excelente revestimento em couro e ajuste manual de altura. Ponto positivo para o acabamento em preto, colocando um fim no tom claro anterior, que deixava os pais aflitos quando a criançada entrava comendo aquele chocolate derretido. Já a coluna de direção tem regulagens, manuais também, de altura e profundidade. O Toyota é um carro que consegue agradar desde os mais baixos aos mais altos, daqueles que gostam de uma posição mais baixa ao volante àqueles que preferem estar mais alto para ver tudo o que acontece à frente.

A chave não precisa sair do bolso nem mesmo para entrar. Com sensores, basta encosta na maçaneta e o Corolla destrava. Para ligar o motor, a mesma coisa. Aperte o botão Start-Stop e o Toyota está pronto. Só não esqueça de tirar a chave do bolso quando colocar a calça no cesto de roupas sujas...

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Legenda: Toyota Corolla XEi 2019
Crédito: Divulgação

O Corolla é muito silencioso. O revestimento acústico é bom, impedindo que o som do motor ou dos pneus no asfalto invadam a cabine. Aliás, o acabamento do Corolla é sóbrio em termos de qualidade. E isso é bom. Não existe materiais acima da média com relação a requinte, mas todas as peças estão muito bem encaixadas – mostrando cuidado na montagem – e são agradáveis ao toque.

Nesta versão XEi, o Corolla é equipado com o já conhecido motor 2.0 16V Flex de quatro cilindros em linha (aspirado), que desenvolve até 153 cv de potência máxima e 20,7 kgf.m de torque, quando abastecido com etanol. É um propulsor antigo, de comportamento somente ‘ok’ e que fica devendo em tecnologia em relação a alguns de seus principais concorrentes, como Chevrolet Cruze, Volkswagen Jetta e a versão topo de linha do Honda Civic, que já vêm com tecnologia turbo, que ajuda na performance e na economia de combustível.

A transmissão é automática tipo CVT (continuamente variável), mas que simula a troca de até sete marchas. São as chamadas marchas virtuais. Este câmbio possibilita trocas manuais pelas aletas atrás do volante ou pela própria alavanca. Opções de diversão esporádica.

 Toyota Corolla XEi é a versão mais vendida do sedã
Legenda: Toyota Corolla XEi é a versão mais vendida do sedã
Crédito: Divulgação

O casamento destes dois elementos – motor e câmbio – é ‘ok’ no Corolla. Trata-se de um carro com acelerações e retomadas satisfatórias, mas longe de entregar uma esportividade que está presente naturalmente nos sedãs turbinados – nem mesmo quando acionado o botão ‘Sport’, que promove apenas transições de marchas em rotações mais elevadas. Em uma tocada suave de segunda a sexta levando as crianças para a escola, o CVT não transmite sensação de primeira marcha eterna, algo que só acontece quando se ‘soca’ o pé no acelerador. Ponto positivo para o fato de ao rodar a 120 km/h o ponteiro do conta-giros descansar próximo aos 2.000 rpm.

A suspensão trabalha bem também, e tem um nítido foco no conforto. No entanto, o Corolla não é molenga como os sedãs médios de antigamente e não apresenta batidas secas. A dianteira trabalha com sistema independente e filosofia McPherson, e a traseira ataca de eixo de torção. A carroceria também oscila muito pouco em frenagens bruscas e em curvas acentuadas com velocidade acima da média.

A direção elétrica é confortável – leve, como deve ser – e nada anestesiada. O volante multifuncional tem boa empunhadura, permitindo acessar tanto as informações do computador de bordo quanto algumas funções da central de entretenimento, como aumentar o volume, trocar as estações do rádio e fazer chamadas via smartphone pareado com o sistema. O ar-condicionado digital é de apenas uma zona, mas atende às necessidades. Poderia apenas ter uma saída no banco traseiro para melhorar o clima de quem viaja lá atrás. Ah, uma entrada USB também seria útil para carregar o smartphone do passageiro.

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Legenda: Porta-malas tem capacidade para 470 litros
Crédito: Comparativo Honda Civic Toyota Corolla

O espaço é agradável, colocando o Corolla como uma das referências do segmento. São 2,70 metros de distância entre os eixos que permitem abrigar bem as pernas de pessoas com estatura mediana. Se a galera – motorista e passageiros – passar de 1,80 metro, as coisas começam a ficar um pouco apertadas, especialmente para as cabeças no teto e joelhos no encosto dos bancos dianteiros. Ponto positivo, aliás, para o encosto de braço no banco central com dois porta-copos.

O porta-malas tem capacidade para 470 litros. É um bom espaço para levar a bagagem da família, mas poderia ser melhor, já que alguns de seus principais concorrentes – como o arquirrival Honda Civic – passam dos 500 litros de capacidade.

CUSTOS

O Corolla XEi tem revisões com preços fixos. As seis primeiras manutenções – feitas a cada 10.000 km ou 12 meses, aquilo que acontecer primeiro – saem por R$ 3.275,49. Não é o valor mais em conta da categoria, mas está em sintonia com os principais players. O diferencial é a reconhecida qualidade do atendimento pós-venda da Toyota. É aquela velha história: paga-se um pouco mais para o mínimo de dor de cabeça.

Outro ponto importante para quem compra um carro focado em não perder muito dinheiro no momento da revenda, é que o Corolla é um dos carros que menos desvaloriza nos três primeiros anos e está entre os modelos mais procurados no estoque de seminovos da Webmotors.

Já com relação ao custo do seguro médio, de acordo com cotação realizada junto ao Autocompara para o perfil de um homem entre 35 e 40 anos, ficou em R$ 5.465. Já a apólice da franquia deve preço médio de R$ 4.540.

VALE A COMPRA?

Falando de sedãs médios 0km que atendam bem à família, a resposta é sim! Apesar do valor elevado realmente – R$ 105.990 é muito alto (mas qual carro novo não tem preço ‘salgado’?) –, o Corolla é uma compra sem dor de cabeça. Racional. É um bom veículo, que não entrega uma baita performance, pois nem é essa sua proposta, mas atende bem à todas as necessidades de seu público alvo, com destaque para o reconhecido atendimento pós-venda e baixa desvalorização.  Não por acaso, quem tem um Corolla troca em outro Corolla.

Ancora: Conclusão Score

 

  • No Bolso8.6
  • Tecnologia8.5
  • Vida a bordo8.9
  • Desempenho8.9
  • Opinião do repórter8.9
  • + Atendimento pós-venda
  • + Itens de segurança
  • + Menor desvalorização
  • - Central multimídia
  • - Conectividade
  • - Preço inicial
 
8.8

  • Marcelo Monegato
  • Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas.
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