Toyota SW4 SRX descola da Hilux mas cobra caro

Concorrência variada pode ameaçar o reinado do SUV da Toyota


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Esqueça aquela “cara” de Hilux, a nova SW4 quer se distanciar cada vez mais da irmã com caçamba, com a qual compartilhou o focinho desde 1990, ano de sua chegada ao Brasil. Na última reestilização, em 2011, o nome Hilux já havia sido abandonado, mas só agora o SUV descolou de vez da picape. Fabricado na planta de Zárate, na Argentina, o utilitário esportivo é oferecido no Brasil com dois tipos de motorização: 4.0 V6 a gasolina, de 238 cv e torque de 38,3 kgf.m e a já conhecida 2.8 turbodiesel, de 177 cv e 45,9 kgf.m, que nos fez companhia por uma semana inteira. Esta versão deve ser responsável por grande parte das vendas até chegar a flex, prevista para o meio do ano.

Há opção de sete lugares, mas a unidade avaliada tinha apenas 5, o que baixa um pouco o preço salgado caso você não precise carregar a família toda. Nesta configuração, ele custa R$ 224.400 e com a terceira fileira de bancos, o valor sobe para R$ 229.500. Para justificar o preço alto, a Toyota oferece o modelo apenas na versão top de linha SRX, independente da motorização. Todavia, será que vale mesmo o investimento? É isso que vamos te ajudar a descobrir.

 

O primeiro ponto é você gostar do novo visual do SUV. E desta vez, a Toyota deixou o conservadorismo de lado e arrojou mesmo no design. O que chama a atenção na dianteira é a grade cromada e os faróis de xenon com tecnologia bi-led, que remetem claramente aos carros da Lexus, marca de luxo do grupo Toyota.

 

A lateral, que sempre foi monónota, ganhou linhas marcantes, um “degrau” a partir da coluna C e um filete cromado que envolve o carro de retrovisor a retrovisor. Na traseira, o maior destaque vai para as lanternas afiladas e uma barra também cromada, mais espessa. Exagero? Tem quem goste. Eu, particularmente, dispenso tanto brilho. 

 

 

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Por dentro, o SW4 está bem mais refinado - outro ponto que o afasta da Hilux. Há revestimento em couro marrom e preto, acabamento em aço escovado e imitando madeira. Mesmo com todos esses materiais, ainda há plástico duro nas portas. O volante é revestido em couro e traz botões de rádio, telefone e piloto automático. Dentre os confortos estão a partida sem chave, bancos em couro, ar-condicionado digital e central multimídia de 7 polegadas com tela touch que inclui GPS, TV Digital, câmera de ré e, pasmem, entrada para CD/DVD. No painel há um compartimento refrigerado que cabe uma garrafinha de água. Não gela, apenas refresca!

 

Já os que vão na segunda fileira de bancos contam com saída exclusiva do ar-condicionado, o banco bipartido reclina e traz apoio de braços com porta-copos. O espaço atrás acomoda facilmente três adultos mesmo com o duto central elevado -  são 2,74 m de entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 620 litros de bagagem e sua abertura é eletrica com função de ajuste de altura. Na versão com 7 lugares, os bancos ocupam parte do espaço de carga, mesmo retraídos. 

 

 

Mecânica

 

Se no visual o SW4 quer ficar longe da Hilux, na parte mecânica o SUV não esconde as origens. O motor 3.0 turbodiesel, assim como na Hilux, foi substituído pelo 2.8 turbodiesel que é 6 cv mais potente que o antecessor. Ele gera 177 cv a 3.400 rpm e 45,9 kgf.m de torque entre 1.600 a 2.400 rpm. O motorista pode optar pelo modo Eco, Normal e Power. A Toyota não divulga dados de consumo, porém, durante nosso teste fizemos uma média de 12 km/l no modo Eco. O câmbio é automático sequencial de seis velocidades com opções de troca pela borboleta. O desempenho não impressiona, mas o propulsor dá conta perfeitamente de empurrar os 2.060 kg do SUV com vigor. 

 

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Um ponto que vale ser mencionado é o ruído, que mesmo com as melhorias que a montadora realizou na acústica, ainda invade a cabine quando exigimos mais do carro. A direção é hidráulica e, novamente como a irmã Hilux, é necessário dar diversas voltas na direção para manobrar. Os freios a disco ventilados nas quatro rodas mostraram-se mais eficientes que os da geração anterior e as suspensões – McPerson na dianteira e multibraços na traseira com barra estabilizadora – foram recalibradas, o que melhorou a estabilidade e minimizou o rolamento da carroceria. Mesmo equipada com ESP, melhor não entrar com vontade nas curvas já que o SW4 tem o centro de gravidade elevado.  

 

Em terrenos casca grossa o SW4 não faz feio. Para a nova geração, ele recebeu assistentes importantes, além da tração 4x4 com reduzida (com seletor por botão no painel) e bloqueio do diferencial, há auxiliar de subidas e descidas e controle de estabilidade e tração. 

 

 

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Alegria que deve durar pouco

 

A SW4 foi lançada em fevereiro, mês que saiu de 530 emplacamentos para impressionantes 1.294. Números não mentem, o que denota que ela agradou. No mês de abril, fechou com 947 emplacamentos, uma ótima marca também. Todavia, a alegria deve durar pouco. Entre seus concorrentes estão o Kia Sorento, Hyundai Santa Fe, Pajero Full e Discovery Sport. Mas neste mês seu principal rival chegou ao mercado renovado, sofisticado e mais barato. Estou falando da nova Chevrolet Trailblazer, que equipada com motor 2.8 turbodiesel de 200 cv na versão top de linha LTZ custa R$ 189.990. Com os R$ 34.410 que sobram é possível investir em um compacto popular. Respondendo aquela pergunta do início deste texto, entendo que a Toyota é uma marca bem quista no mercado, mas vai ser necessário muito amor à marca para o comprador fechar os olhos para a rival da Chevrolet. 

 

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      • Karina Simões
      • Sempre preferiu carrinhos a bonecas. Seu primeiro brinquedo motorizado foi um Jeep Willys 1951, que dirige até hoje.
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