O Fluence GT é o primeiro automóvel turboalimentado a ser comercializado pela marca francesa no Brasil. Ele está equipado com motor 2,0L 16V capaz de entregar 180 cavalos de potência máxima. Trata-se do mesmo bloco que equipa o Mégane GT na Europa.
Para dar visual esportivo ao modelo, a Renault o equipou com spoiler integrado ao para-choque dianteiro, saias laterais, faróis de neblina com detalhes cromados e faróis de xenon. Na traseira foi instalado o aerofólio na tampa do porta-malas. Além disso, ele conta com rodas de 17 polegadas de diâmetro e design exclusivo para a versão. São oferecidas três opções de cores: preta, branca e vermelha.
No interior, o modelo diferencia-se pelo conta-giros analógico e velocímetro, marcadores de nível de combustível e de líquido de arrefecimento digitais, além de bancos esportivos com costuras vermelhas. Mesmo detalhe aplicado no volante de três raios revestido em couro. Completando a lista de aparatos esportivos, estão as pedaleiras em alumínio.
O Fluence GT conta com o mesmo pacote de equipamentos da versão Privilège, acrescido de teto solar e dos farois de xenon. A lista ainda inclui ar-condicionado digital dual zone, sistema de multimídia com navegador GPS e rádio CD Player MP3 de 140W com conexões USB/iPod, Bluetooth e Auxiliar.
Primeiras impressões
O grande barato do Fluence GT está sob o capô: seu bloco 2,0L, a gasolina, turboalimentado. Ele recebeu uma série de mudanças. Pistões, bielas, virabrequim e bronzinas foram reforçados. O sistema de arrefecimento do bloco do motor teve de ser melhorado, assim como a admissão de ar, para aprimorar o enchimento do motor.
O WebMotors testou o sedã em dois locais bem distintos: na estrada e na pista. Desta forma foi possível comprovar a “pegada” esportiva do modelo, desde a posição de dirigir até a primeira vez que o acelerador foi acionado. O Fluence GT tem torque máximo de 30,6 kgfm, que aparece logo aos 2.250 rpm. E graças ao turbo “twin scroll”, 80% da força já está disponível quando o ponteiro atinge os 1.500 giros. Isso oferece ao motorista uma condução bastante divertida, já que a aceleração e as retomadas são bem rápidas. Segundo a Renault, o Fluence GT atinge 220 km/h de velocidade final e precisa de apenas 8 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h.
O sedã também conta com nova caixa de câmbio de seis marchas, com um diferencial de relação mais longo. Tudo isso pensando no melhor aproveitamento do torque. É por causa dessa força que a Renault teve de utilizar um disco de embreagem de 240 mm. Para a estrada a sexta marcha vem a calhar, já que faz o motor trabalhar em regimes de menores rotações, otimizando o consumo de combustível.
O Fluence GT é equipado com suspensão independente na dianteira, do tipo MacPherson; na traseira, o conjunto é semi-independente, com eixo de torção. Todo o sistema, incluindo os amortecedores hidráulicos telescópicos e as molas helicoidais, é específico da versão GT. A calibragem, contudo, poderia ter sido mais focada para a esportividade. Ou seja, mais “dura”. A Renault optou pelo meio termo para que o carro não perdesse o conforto na cidade.
Mercado
Custando R$ 79.370, o Fluence GT vem para a briga com o Peugeot 408 THP e o Volkswagen Jetta Highline. O rival francês sai por R$ 74.900 e tem motor menos potente. Já o sedã alemão pode chegar aos R$ 87.820, mas tem motor mais poderoso, de 200 cv. A Renault espera comercializar cerca de 70 unidades do GT por mês. Tal volume representa 5% do mix de vendas do Fluence. Em outubro o sedã emplacou 1.209 unidades, segundo a Fenabrave (Fcaptionação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
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