Uma voltinha nesse Nissan silencioso e não poluente

Andamos no novo elétrico da marca japonesa: em testes no Brasil, o NV 200 será apresentado ao mundo em Genebra, no mês que vem


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Foi uma pequena voltinha no estacionamento do estádio do Maracanã, no Rio, só pra sentir a diferença entre um carro com motor à combustão e um elétrico. O NV 200 é a nova opção de mobilidade sustentável da Nissan, um utilitário que está sendo testado em vários países, num programa que inclui Japão, Inglaterra e Cingapura e agora também Estados Unidos. 

 

No Brasil o NV 200 integrou a frota Fedex no Rio de Janeiro por quatro semanas, entregando documentos e encomendas e andando menos de 100 km por dia. Assim, o veículo atendeu plenamente a necessidade da empresa, que precisa de carros para o transporte urbano e não tem necessidade de percorrer longas distâncias. A autonomia do NV 200 é de 160 km, obtida com uma carga completa da bateria e o carro é feito justamente para operações urbanas, onde a necessidade de reduzir as emissões de poluentes é imperiosa.

 

Cada NV 200 deixa de emitir 3,5 toneladas de CO2 por ano, comparado com o mesmo carro à gasolina. Esses números são ainda mais significativos quando multiplicados pelo número de carros de empresas frotistas, segmento que deverá ser o foco do carro elétrico. Se a Fedex substituísse apenas 100 dos seus carros à combustão por carros elétricos estaria contribuindo com a redução de emissões de 1.700 toneladas de CO2 num prazo de cinco anos.

 

A vantagem do carro elétrico do ponto de vista ambiental é inquestionável. E se você está preocupado que o carro elétrico pode acabar com o motor à combustão, relaxe. Há espaço para ou dois tipos de veículos no mundo (além de outros). Se a sua preocupação for com o desempenho, saiba que o motor elétrico tem um torque muito maior do que o motor à combustão, com a vantagem de obter toda a força instantaneamente: você dá a primeira acelerada e já obtém o torque total.

 

Além disso, o carro tem a aceleração suave, ruído zero (você só ouve o contato dos pneus no asfalto e o barulho do vento). E pra completar, tem menor custo de manutenção.

 

Mas se é tão bom, por que ele já não é realidade no mercado? Por causa do preço. O desenvolvimento de baterias cada vez menores e mais eficientes tem um alto custo se não houver subsídio dos governos - dizem os fabricantes - o carro elétrico será inviável comercialmente. A Nissan acha que a indústria precisa de um subsídio de pelo menos cinco anos, prazo em que o carro elétrico poderá se tornar viável para o consumidor comum e assim, fazer com que as montadoras obtenham uma escala de produção que dispense os subsídios.


Hoje o carro elétrico no Brasil não é enquadrado em nenhuma categoria de veículos para efeito de taxação. Ele está na lista "outros", o que o qualifica a recolher a maior carga tributária entre os veículos automotores. A Anfavea, a associação dos fabricantes, está em discussão com o governo para enquadrar os carros elétricos numa categoria especial. Espera-se uma definição ainda este ano.

 

O NV 200 tem três tipos de carregamento da bateria. O primeiro é através da tomada de força comum, de 110 volts: é a forma mais demorada, leva 22 horas para obter a carga total, mas é muito usada: boa parte dos consumidores estadunidenses usa esse tipo de carregamento, que dispensa qualquer outro gasto, pois a energia é obtida na própria casa ou escritório da pessoa. 

 

A segunda forma de carregamento é por uma tomada de força de 220 volts monofásica, sistema que foi usado pela Fedex. Nesse caso, a bateria é carregada em quatro horas. 

 

A terceira forma é o uso de postos públicos de carregamento, já existentes em alguns países da Europa, como Portugal. São postos que carregam em alta voltagem, em 30 minutos.

 

O NV 200 será apresentado oficialmente no mês que vem, no Salão de Genebra, na Suíça, será produzido em Barcelona, na mesma fábrica onde é feito o NV com motor a gasolina.

 

É o segundo carro elétrico que a Nissan coloca no mercado mundial. O primeiro, o Leaf, já vendeu 112 mil unidades em vários paises e roda no Brasil num projeto junto a taxistas em São Paulo há dois anos e no Rio de janeiro desde o ano passado.

 

Estudos indicam que o impacto sobre o consumo de energia elétrica resultante de uma frota circulante no País de 60 mil carros será insignificante: 0,33% sobre o consumo atual.

A meta da Nissan é tornar-se líder mundial no segmento de carros elétricos.

 

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