Volvo S80

Topo de linha da marca traz novos motores e preço competitivo


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- A Volvo apresentou ontem à imprensa, em Campinas, seu renovado modelo topo de linha, o S80. Diferentemente da maioria dos fabricantes de luxo, a Volvo pode afirmar com propriedade que essa é a segunda geração do carro. Ela chega com desenho mais leve, esportivo e interessante, além de novos motores. Mas o que a marca aponta como a maior novidade do modelo é um que pesa bastante na decisão de compra: o preço.

Vendido no Brasil em duas versões, o carro custa R$ 265 mil em sua versão de entrada, com motor de seis cilindros em linha. Já a V8, mais sofisticada, custa R$ 299 mil, o que colocaria o S80 como o carro mais “em conta” de sua categoria, se fossem considerados apenas os europeus Audi A6, BMW Série 5 e Mercedes-Benz Classe E, mas há na disputa também os carros da Lexus, apesar de a Toyota não se esforçar muito para vendê-los, oferecendo no país apenas a linha antiga da marca e mantendo os carros em uma área quase escondida de seu site.

Ainda que esteja desatualizado em relação ao modelo vendido nos EUA, o LS 430 tem tração traseira, motor de 281 cv a 5.600 rpm e 42,6 kgm a 3.000 rpm, câmbio de seis marchas e um entreeixos de 2,93 m, o que o tornaria um concorrente de carros maiores, como o BMW Série 7, o Mercedes-Benz Classe S e o Audi A8 o S80 tem 2,84 m de entreeixos. A questão é que seu preço, de R$ 296.294, o que o coloca como concorrente direto do S80, ainda que isso, tecnicamente falando, não seja muito exato.

O Volvo, mesmo assim, tem atrativos a mais sobre o modelo japonês. Além de estar atualizado com o que é vendido no exterior, o S80 também tem motor mais potente, de 315 cv a 5.950 rpm e 44,9 kgm a 3.950 rpm, câmbio automático de seis velocidades e tração nas quatro rodas, além de dispositivos únicos, como um alerta de veículos em pontos cegos do carro, o sistema BLIS, a possibilidade de ajustar a dureza da direção hidráulica e outros, que serão abordados mais adiante. Com essa usina, o carro atinge 260 km/h de máxima, limitação eletrônica 10 km/h superior à que os concorrentes europeus adotam, de 250 km/h.

Na versão com motor de seis cilindros em linha, a potência é de 238 cv a 6.200 rpm e o torque, de 32,6 kgm a 3.200 rpm. A tração, em todo caso, é dianteira, mais adequada aos climas nórdicos que a traseira, quando o motor é dianteiro, e mais segura, o que se ajusta bem à tradição da marca. O câmbio também é de seis marchas, automático, e a velocidade máxima que o carro atinge é de 240 km/h.

Em relação aos alemães, o Volvo realmente oferece uma excelente relação entre custo e benefício. A maior disparidade é em relação ao Audi A6, que custa R$ 338,15 mil na versão V6 e R$ 392,6 mil, na versão V8 4.2, uma diferença, respectivamente, de R$ 73,15 mil e R$ 93,6 mil. Com 218 cv a 6.300 rpm e 29,6 kgm a 3.200 rpm, o Audi é menos potente com o V6 que o Volvo, mas bate o sueco com seu V8, que gera 335 cv a 6.600 rpm e 42,8 kgm a 3.500 rpm.

O porta-malas, de 480 l, no Volvo, também é inferior ao do A6, que se sujeita a levar 546 l de bagagem, mas o entreeixos dos dois sedãs é o mesmo: 2,84 m, o que dá aos dois um espaço interno bastante semelhante.

Com relação aos BMW Série 5, o Volvo concorre com o 530i, que sai por R$ 299 mil, e com o 550i, que custa R$ 387 mil. As diferenças, neste caso, ficam em respectivos R$ 34 mil e R$ 88 mil. A mais que o Volvo, o BMW oferece motores mais potentes 258 cv a 5.900 rpm na versão de seis cilindros, de três litros, e 367 cv a 6.300 rpm no V8 de 4.799 cm³ e mais espaço interno entreeixos de 2,89 m e 520 l de porta-malas. A caixa de câmbio é de seis marchas, como no S80.

No que se refere ao Classe E, o S80 concorre com o E 350 e com o E 500, que custam R$ 303 mil e R$ 380 mil. A diferença de preço é de R$ 38 mil e R$ 81 mil em relação ao modelo seis cilindros e ao V8 do S80. O Mercedes também é mais forte: o V6 de 3,5 litros rende 272 cv a 6.000 rpm e o V8, de 5,5 litros, de 388 cv a 6.000 rpm. Com 2,85 m de entreeixos e 500 l de porta-malas, os Classe E se saem pouca coisa melhor que o Volvo.

Comportado

Estabelecidos os critérios objetivos de compra, o momento da avaliação sempre acaba pesando mais por mexer com a sensibilidade do comprador e com suas impressões ao dirigir. Com a justificativa ser um carro muito caro, com frota pequena, a Volvo limitou o percurso a 8 km com cada versão do S80, muito pouco espaço para testar todos os recursos do sedã e aproveitar suas qualidades, além, é claro, de perceber seus eventuais problemas.

A primeira sensação é a de qualidade de construção, apesar da simplicidade do interior. E não por falta de equipamentos, mas por um jeito meio discreto de ser que todo Volvo carrega e que torna mesmo seus modelos mais sofisticados, como o S80, carros que parecem detestar a ostentação. Em dias como os atuais, essa é uma qualidade a ser considerada. O Volvo chama a atenção, sim, mas por ser um carro muito bonito, uma qualidade recente dos carros da marca.

Para ligá-lo, basta estar com a chave no bolso. O carro “sente” que ela está presente e permite ao condutor dar a partida no carro por meio de um botão no painel. Prova da discrição do S80 é esse botão, preto, pequeno e integrado, diferente dos primeiros sistemas deste tipo, que usavam um botão vermelho, redondo e chamativo.

Andando, o carro se comporta bem, mas não tem a mesma pegada esportiva de um BMW ou de um Audi. Ele troca de marchas com paciência nórdica, sem pressa, o que é bem de acordo com seu perfil de carro de luxo, semelhante ao que os Classe E oferecem. Quem quiser um carro mais arisco terá de optar por um concorrente. Não há, no S80, um programa para trocas de marcha em modo esportivo, apenas as trocas manuais pelo sistema Geartronic, que também apresentam um tempo de resposta mais longo do que seu motor permitiria.

Os motores, aliás, são montados de um modo pouco convencional, mas de acordo com a preocupação da marca com segurança. Tanto o seis-cilindros como o V8 são transversais, algo que é apontado por todas as montadoras do mundo como um fator de proteção aos ocupantes, mas que também economiza um belo espaço no cofre do motor.

Sendo menos potente e menos atrevido que a maioria de seus concorrentes, o S80 tem de recorrer a uma característica que fez a fama da Volvo e é seu norte de desenvolvimento: a segurança. Interessante é que a marca não cuidou dela apenas no conceito que normalmente buscava, o que protege as pessoas em caso de acidente, mas também com relação a “amigos do alheio”.

A chave do S80 é também um comunicador. Se houver alguém no carro e o motorista acionar o sistema de varredura do carro, que conta com um sensor de freqüência cardíaca, a chave acusa a presença do intruso e trava as portas, impedindo que o arrombador escape pela porta, pelo menos; sempre restará um vidro a ser quebrado.

Tudo no Volvo pode ser programado, desde a dureza do volante até os 70 km/h, quando o computador reassume o comando e exige mais força de esterço para evitar acidentes até a distância que o controlador de velocidade deve manter do carro da frente. Esse sistema utiliza uma espécie de radar para manter distância e diminui a velocidade automaticamente, retomando a que foi programada assim que o trânsito abre.

O sistema BLIS é um dos mais valiosos. Ele avisa ao motorista, por meio de um aviso luminoso na coluna A do carro, próxima do retrovisor, sobre a presença de veículos que estejam andando a 20 km/h a menos ou a até 70 km/h a mais que o S80. Isso evita as buzinadas que se toma por não ter visto no retrovisor alguém que se aproximava rápido.

Contra distrações, o S80 tem ainda um sistema que alerta o motorista sobre a aproximação rápida de outro carro, como quando alguma coisa qualquer evita que o motorista veja que o semáforo fechou. O alerta é uma luz vermelha no pára-brisa e um sinal sonoro. Para quem busca segurança, são instrumentos tão úteis que podem superar qualquer expectativa por mais desempenho ou esportividade.

Viagem realizada a convite da Volvo Automóveis


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