Volkswagen Golf Gte azul em movimento na rua

VW Golf GTE vale apenas para golfeiros fanáticos

Híbrido de R$ 200 mil se vale de um nome forte, mas perde competitividade perante modelos mais baratos

    • Desempenho
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    • 25,5/1500 kgfm/rpm
    • Consumo Gasolina
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      Estrada: N/A
    • Consumo Álcool
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    • Porta Malas
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    • 338 litros
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O Golf pertence a um clube de carros especiais, onde circulam modelos como Kombi, Opala e Fusca - para ficar em poucos nomes. Por serem cativantes e emblemáticos, causam furor ao passo de qualquer mudança. Ainda na ativa, o hatch ficou mais cabeça aberta. Aderiu à propulsão híbrida e pôs em xeque o status de carro esportivo.

De antemão, vale adiantar que este receio pode cair por terra. O Golf GTE é um Golf como outro qualquer: ágil, na mão, firme e gostoso de dirigir. O impasse aqui está no preço. Será que vale o investimento de R$ 199.990?

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Legenda: VW Golf GTE não deve nada em comportamento dinâmico à versão GTI. Com exceção do preço...
Crédito: Divulgação

Para quem é golfeiro de carteirinha, um bom argumento é a tiragem limitada a 100 unidades. Também é relevante o fato desta ser a última linhagem da sétima geração do modelo no País – o Golf Mk7 não está mais à venda, nem na topo de linha GTI, última a se aposentar por aqui. E o Mk8 ainda não tem previsão de chegar ao Brasil.

Outro ponto a favor do VW Golf GTE mora justamente em sua característica principal: a motorização híbrida. Ela une a potência do 1.4 TSI de 150 cv com os 102 cv do propulsor elétrico, o que proporciona potência combinada de 204 cv (lembrando que a potência total não necessariamente se dá pela soma da cavalaria de cada motor).

Para aguentar o aumento considerável de vigor, a Volkswagen desenvolveu uma transmissão específica para o modelo. Ela é automática de dupla embreagem e seis velocidades.

Experiências distintas

Na prática, existem quatro maneiras de gerenciar a dinâmica do carro. A mais equilibrada é a híbrida, que procura dosar a força dos dois motores de acordo com a necessidade.

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Legenda: Detalhes em azul na grade do VW Golf GTE servem para referendar a linha eletrificada da marca
Crédito: Divulgação

Existe ainda o e-mode, que usa somente a tração elétrica. Neste modo, a autonomia é de 50 quilômetros, enquanto a velocidade máxima é de 130 km/h. Também é possível guiar o carro de modo que a força do motor a combustão gere energia para as baterias.

Por fim, há o modo de direção que leva o nome da versão, GTE. Aqui, a proposta é utilizar todo o poder de ambos os motores, com foco no desempenho.

Se você duvida que o GTE pode chegar aos pés do GTI, vamos aos números: o modelo esportivo cumpre a distância de 0 a 100 km/h em 7 segundos, enquanto o híbrido é apenas seis décimos de segundo mais lento.

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Legenda: Suspensão firme e câmbio ágil ajudam na performance do VW Golf GTE
Crédito: Divulgação

Mas, na prática, qual é a real sensação de guiar o Golf Híbrido? Bem, digamos que é um Golf como todos nós conhecemos, só que come quieto. O hatch se aproveita da tração elétrica para entregar torque instantâneo. A transmissão é extremamente competente e a suspensão é firme como de costume.

Inclusive, aqui vale dizer que o sistema traseiro não é independente como no restante da gama. O ajuste é de eixo de torção para conseguir se adequar ao posicionamento das baterias. Isso acabou interferindo também no tamanho do tanque de combustível (40 litros) e do porta-malas (272 l), que são menores.

Veja o nosso vídeo com o VW Golf GTE

 

Ressalta-se que o Golf GTE é um híbrido do tipo plug-in, portanto, é possível recarregar as baterias pela tomada. Segundo a Volks, a recarga completa dura aproximadamente

de duas a quatro horas em redes domésticas ou estações públicas a 220 volts.

Levando em consideração o preço do kilowatt/hora em São Paulo, digamos que dá para “encher o tanque” gastando R$ 5,18.

Poucos diferenciais

Para encerrar as considerações dinâmicas, não dá para dizer que o visual do modelo é um argumento de venda. Embora seja equipado com os marcantes LEDs de uso diurno, em formato de “C”, as rodas de 16 polegadas de design exclusivo são polêmicas. Elas são calçadas com pneus de baixa resistência ao rolamento.

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Legenda: Rrecarga completa dura aproximadamente de duas a quatro horas em redes domésticas
Crédito: Divulgação

Por dentro, o charme fica nos bancos com o tradicional tecido xadrez do GTI, mas com predominância em azul, cor que a VW usa para identificar modelos eletrificados. O mesmo tom está presente nas luzes de ambiente.

O painel de instrumentos digital é outra referência ao GTI. No lado esquerdo ficam expostas todas as informações relativas ao funcionamento do sistema híbrido.

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Legenda: Banco xadrez é referência direta ao Golf GTI. Multimídia mostra funcionamento do conjunto híbrido
Crédito: Segundo a Volks, a recarga completa dura aproximadamente de duas a quatro horas em redes domésticas ou estações públicas a 220 volts.

Já em relação a equipamentos, temos um contraste. O Golf GTE carrega o desejado freio de mão de acionamento elétrico (que era ausência nos exemplares mexicanos e brasileiros). Porém, deve partida por botão. Sim, a chave é a clássica de estilo canivete.

Vale a pena?

Por essas e outras, não dá para dizer que vale a pena investir R$ 200 mil no Golf Híbrido – a não ser que você seja um golfanático endinheirado. Embora seja um carro seguro e tecnológico, está tabelado em uma faixa de preço acima de vários outros híbridos disponíveis no mercado.

Se a seara for do custo-benefício, opções mais em conta são o novo Toyota Corolla (parte de R$ 128.900), o Ford Fusion (R$ 182.990) e o Toyota RAV4 (começa em R$ 176.900), que são todos muito bem equipados.

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Legenda: VW Golf GTE é o primeiro carro eletrificado da marca alemã no mercado brasileiro
Crédito: Segundo a Volks, a recarga completa dura aproximadamente de duas a quatro horas em redes domésticas ou estações públicas a 220 volts.

Mas se você quer partir para uma experiência elétrica ainda mais intensa, outra pedida é o Chevrolet Bolt (R$ 175 mil). O modelo 100% elétrico também vai bem no quesito desempenho, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos.

É preciso frisar, no entanto, que o Golf GTE é apenas o primeiro aceno da Volkswagen à eletrificação no Brasil. A marca está investindo pesado em modelos híbridos ou elétricos na Europa, o que nos leva a crer que opções mais acessíveis devem ser importadas para cá em um futuro não muito distante.

 

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  • Lukas Kenji
  • Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.
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