VW Passat TS

Esportivo de verdade


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- No início dos anos 70, a Volkswagen era conhecida no Brasil como fabricante de veículos refrigerados a ar e com tração traseira, dominando uma grande parcela do mercado nacional com modelos como o Fusca e a Brasília.

O lançamento do Passat em 1974 iniciou uma nova era para a empresa, marcando a entrada dos veículos com motor dianteiro e refrigerados a água – tecnologia que foi trazida da Audi, adquirida pouco tempo antes pela VW. Interessante é que essas características eram criticadas pela própria Volkswagen em seus anúncios publicitários até então.

Apesar de uma certa rejeição inicial, o Passat foi aceito e se tornou um sucesso de venda em sua época. Dois anos após seu lançamento surgiu o modelo que sacudiu o país: Touring Sport, ou simplesmente TS, duas letras que significavam esportividade, arrojo e juventude. O carro contava então com motor 4 cilindros 1,6-litro de 80 cavalos líquidos e rapidamente se tornou o sonho de consumo de uma geração inteira. Mesmo parado conseguia chamar atenção.

O Passat TS inaugurou um novo conceito de esportividade, pois na época os carros de maior cilindrada dominavam esse nicho de mercado. Era leve e ágil e não fazia feio para seus concorrentes. A carroceria fastback tinha boa visibilidade, com vidros verdes opcionais. A frente imponente com quatro faróis pedia passagem e já indicava o espírito esportivo do modelo. Os bancos com encosto de cabeça, faixas pretas laterais e volante de três raios fechavam o pacote. O painel merece um comentário à parte: completo, com conta-giros ao centro que indicava o momento certa para a troca de marchas, além do console que contava com relógio, vacuômetro e voltímetro, até hoje sem paralelo nos carros nacionais. Nas pistas - de terra ou asfalto - o TS também não fez feio, vencendo em todas as categorias das quais participou.

O esportivo teve poucas modificações nos anos seguintes, sendo a mais significativa apresentada no Salão do Automóvel de 1978, com uma nova frente, mais pacata, e que, segundo os puristas da marca, tirou um pouco da imponência do carro. O novo painel trazia poucas mudanças, entre elas o volante de menor diâmetro, que fez sucesso em outros modelos da Volkswagen como o Gol GT, além de uma faixa na lateral e logotipos que o identificavam.

A saga do TS se estendeu até 1983, quando ocorreu uma nova reestilização - ocasionada pelo mercado que apresentava novos concorrentes - e também pela uniformização do motor 1,6-litro, que se tornou opcional em toda a linha e não mais exclusiva do modelo. Surgiu o GTS Pointer, que faria história própria nos anos 80 e sairia de linha anos mais tarde.

O Passat TS foi um símbolo de sua época e tem seu lugar garantido na história dos automóveis no Brasil, não só pelas linhas e opcionais que apresentava, mas porque representa uma geração de verdadeiros esportivos, de corpo e alma, que há muito não vemos por aqui.

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* Renato Bellote, 27 anos, é bacharel em Direito e assina seis colunas sobre antigomobilismo na internet. O autor tem textos publicados em doze países de língua espanhola e é correspondente do site português Lusomotores

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