O canal de notícias da Webmotors

VW Voyage e Gol, com câmbio robotizado, também cabeceiam

Ironia com o que os câmbios de outras marcas fazem vira telhado de vidro para o carro mais vendido do Brasil

por Gustavo Henrique Ruffo

Brasília, DF - Bem diz o ditado: “Quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado alheio”. A Volkswagen, quando lançou o câmbio I-Motion no Polo, ironizou os intervalos de troca dos concorrentes mostrando que o Polo supostamente não teria os mesmos solavancos. Pode ser que o Polo realmente não os apresente, algo que ainda estamos por conferir, mas o Gol e o Voyage equipados com o sistema são muito parecidos com os Fiat Dualogic e com os Chevrolet Easytronic: o momento de troca de marchas é bastante perceptível.
Não que isso seja necessariamente ruim, inclusive porque, com o sistema, o VW Gol passou a ser o carro mais barato do Brasil a oferecer esse conforto: sai por R$ 34.605. É um valor que deve agradar a quem procura por um veículo mais em conta, mas que também dispense as trocas de marcha.
Tem quem ame e quem odeie os câmbios automatizados. E não é difícil de acostumar aos tempos de troca que eles apresentam, semelhantes aos que temos em um carro com embreagem, mas a diferença é que muitos motoristas sentem ter “mais controle” quando o tempo de desacoplamento acontece simultaneamente ao pisão no pedal do desembreio. Enfim, gosto é gosto.
Fato é que o sistema oferece conforto nas grandes cidades e poupa bastante trabalho aos condutores, especialmente aos profissionais, como taxistas. Também não tem manutenção cara: ela é semelhante à de um câmbio comum. O que assusta é o preço que os sistemas vêm atingindo: de R$ 900, que era quanto os fornecedores estimavam que ele custaria, a R$ 2.476, que é quanto a Volkswagen resolveu cobrar pela I-Motion no Gol. É metade do preço de um automático convencional, mas ainda é caro.
Como não há novidades em relação ao Gol e ao Voyage, podemos partir direto para a avaliação dos carros com o câmbio automatizado, que realizamos no lançamento do Fox, em Brasília, no início dessa semana. Saiba como o sedã e o hatch andam sem a necessidade do pedal de embreagem.
Ao volante do Gol I-Motion
Foi pena o Gol e o Voyage terem sido afetados por problemas de trincas no para-brisa e por falhas na lubrificação de seus motores. Isso porque esse é um dos melhores modelos do Gol e do Voyage que já foram fabricados. Desenho bem acertado, modernidade, baixo consumo de combustível e a fama de confiabilidade mecânica o tornavam uma das melhores opções do mercado atual no segmento de veículos pequenos.
A boa impressão que o novo Gol causa começa na posição de dirigir, mais baixa que no Fox. Ela convida a uma condução mais esportiva, estimulada pelo bom desempenho do motor 1,6-litro, o único que pode receber o câmbio I-Motion, por enquanto.
Dentro do carro, a regulagem de altura do banco do motorista e de altura e profundidade do volante permitem encontrar a melhor posição de dirigir com facilidade. A ergonomia dos comandos também é muito boa: os dos vidros dianteiros ficam na porta do motorista e os dos vidros traseiros, no painel. Os quatro poderiam ficar na porta, mas essa solução foi uma tentativa da marca de manter a identidade entre o Gol atual e o anterior, derivado da plataforma AB9. Na próxima geração ele pode abandonar essa configuração.
Com o carro em movimento, o desengate é sentido desde as primeiras marchas. Da primeira para a segunda, o motor cresce de giro até o momento em que o carro parece ficar desengatado. Esse momento projeta o corpo dos ocupantes para a frente, mas só até entrar a segunda marcha, que é quando o motor volta a puxar o carro para a frente e a empurrar o corpo dos ocupantes para trás. É o tal “cabeceio” que a propaganda da VW ironizava. E que acontece também em seu hatch.
De resto, o carro freia bem, com assistência na medida certa. Nem muito exagero a qualquer encostada no pedal nem aquela sensação de freios borrachudos, que custam a parar o veículo. Nas curvas, ele também mostra uma veia mais esportiva, ainda que nem de longe semelhante à de carros muito potentes. É um carro bom de dirigir, se for preciso resumir. E, com câmbio automatizado, bem mais confortável.
FICHA TÉCNICA – VW Gol I-Motion
MOTORQuatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, refrigeração a água, 1.598 cm³
POTÊNCIA 104 cv álcool e 101 cv gasolina a 5.250 rpm
TORQUE153 Nm álcool e 151 Nm gasolina a 2.500 rpm
CÂMBIOManual automatizado I-Motion de cinco velocidades
TRAÇÃO Dianteira
DIREÇÃOPor pinhão e cremalheira, com opção de assistência hidráulica
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 14”, com opção de roda de aço ou de liga-leve de aro 15”
PNEUS Dianteiros e traseiros 175/70 R14, com opção de pneus 195/55 R15
COMPRIMENTO 3,90 m
ALTURA 1,46 m
LARGURA 1,66 m
ENTREEIXOS 2,47 m
PORTA-MALAS285 l
PESO em ordem de marcha971 kg
TANQUE55 l
SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com eixo de torção
FREIOS Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira
CORESBranco cristal, cinza Vulcan, Preto Ninja, Prata Light, Vermelho Flash, Cinza Urano e Vermelho Radiante
PREÇOSR$ 34.605 mil 1.6 I-Motion e R$ 38.695 1.6 Power I-Motion

Ao volante do Voyage I-Motion
A versão sedã do Gol, com câmbio automatizado, poderia parecer mais lenta ou pior de comportamento. Mas não é isso que acontece. Os “cabeceios” que a transmissão estimula nos ocupantes não são nem maiores nem menores que no hatch, algo que pode ser creditado à pouca diferença de peso entre os dois: apenas 24 kg.
O que o Voyage traz de vantagem é o porta-malas mais generoso. De desvantagem, um comportamento menos neutro em curvas, com tendência a sair de traseira se for muito forçado. Para quem precisa de um sedã e quer o conforto de trocas automatizadas, o Voyage oferece isso a R$ 37,09 mil, valor também mais baixo que o de seus concorrentes diretos. O Peugeot 207 Passion, automático, não sai por menos do que R$ 47,7 mil.
FICHA TÉCNICA – VW Voyage
MOTORQuatro tempos, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro, refrigeração a água, a gasolina, 1.598 cm³
POTÊNCIA101 cv gasolina e 104 cv álcool a 5.250 rpm
TORQUE151 Nm gasolina e 153 Nm álcool a 4.500 rpm
CÂMBIOManual automatizado I-Motion de cinco velocidades
TRAÇÃODianteira
DIREÇÃO Por pinhão e cremalheira; hidráulica
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 15”,de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros 195/55 R15
COMPRIMENTO 4,23 m
ALTURA 1,46 m
LARGURA 1,66 m
ENTREEIXOS 2,47 m
PORTA-MALAS 480 l
PESO em ordem de marcha 995 kg
TANQUE55 l
SUSPENSÃO Dianteira Independente , tipo McPherson,; traseira Interdependente, com braços longitudinais
FREIOS Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira
CORESBranco, preto, prata, cinza, vermelho e azul
PREÇO R$ 37,09 mil 1.6 I-Motion, R$ 39,62 mil 1.6 Trend I-Motion, R$ 41.265 1.6 Comfortline I-Motion

Gustavo Henrique Ruffo viajou a Brasília a convite da Volkswagen.
_________________
_________________
Gosta de compactos e de seus sedãs?
Então veja aqui no WebMotors as melhores ofertas para esse segmento:
Volkswagen Gol 1.0
Fiat Palio
Fiat Mille
Ford Fiesta
Chevrolet Celta
Fiat Siena
Renault Logan
Chevrolet Prisma
Renault Clio Sedan
Volkswagen Polo ClassicFord Fiesta Sedan
Chevrolet Classic
Leia também:
Kia Cerato só não ameaça Honda Civic porque é importado
smart fortwo dá show de praticidade e disposição
Renault Symbol mostra que há preço baixo entre os bem-equipados
VW Jetta Variant tem um senhor motor, mas o câmbio...
Mercedes-Benz CLC 200 K se dá bem na cidade e na estrada

Comentários

Carregar mais

Notícias Relacionadas