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Novo Volvo S60 esbanja charme, equilíbrio e tecnologia embarcada

Em termos de estilo, tanto por dentro como por fora, não restam dúvidas de que é um digno representante da marca sueca

António de Sousa Pereira
António de Sousa Pereira

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– Sem grandes rodeios e fazendo jus ao pragmatismo e simplicidade da filosofia nórdica, a Volvo define de modo claro a sua mais recente criação: o novo S60 é essencial para o seu futuro. O sedã chega com a promessa de ser um dos automóveis mais seguros do mercado e, de forma inequívoca, como o modelo mais dinâmico da história da montadora sueca. Em termos de estilo, tanto por dentro como por fora, não restam dúvidas de que é um digno representante da marca. Respeita a nova tendência de design da Volvo, com uma aparência distinta e dinâmica e, justiça seja feita, bem mais interessante ao vivo do que em fotografias.

Para alcançar a ambiciosa meta de vendas de 90 mil unidades anuais – distribuídas, em partes iguais, pelos mercados europeu, americano e asiático –, e poder enfrentar uma concorrência feroz, o novo S60 aposta claramente num desempenho invulgar para um modelo da marca sueca. Dispõe de uma direção mais direta, e de molas, amortecedores e apoios de suspensão em poliuretano – mais resistente à deformação sob aceleração lateral – e mais rígidos do que qualquer outro Volvo. Aliás, apesar de existirem dois tipos de calibragem da suspensão da plataforma derivada do Ford Mondeo – mais confortável e mais esportiva –, na Europa a Volvo optou por amortecedores mais firmes, configuração que em outros mercados é oferecida como opcional.

Na parte de dispositivos de segurança, o controle eletrônico de estabilidade ganhou um novo sensor de ângulo de rolamento da carroceria, que permite detectar mais cedo a tendência para derrapagem. Quanto aos motores, inicialmente o S60 vai contar com quatro unidades, todas sobrealimentadas. Duas delas são diesel, com cinco cilindros em linha: D3 2.0 litros e 163 cv e D5 2.4 litros com 205 cv. As outras opções são a gasolina: 2.0 litros com injeção direta e 203 cv; e T6 de seis cilindros, 3.0 litros e 304 cv. A última motorização trabalha com o sistema de tração integral AWD.

Mais tarde serão lançadas as unidades 2.0 de 240 cv – T5 –, 1.6 de 180 cv – T4 – e 1.6 de 115 cv – versão DRIVe. Com exceção da versão T6, todas as configurações do novo S60 contam com câmbio manual de seis velocidades. Os modelos a gasolina podem dispor, como opcional, da nova transmissão robotizada de dupla embreagem com seis relações. Somente as derivações movidas a diesel usam a caixa automática convencional, com seis velocidades.

Para vingar num dos mais exigentes e competitivos segmentos do mercado, o novo S60 conta com mais do que um invejável conjunto de atributos técnicos. Todas as versões contam com itens como sistema City Safety – que alerta e até freia o carro até 30 km/h na iminência de uma colisão frontal –, airbags frontais, laterais e do tipo cortina, ar-condicionado automático, controle de cruzeiro, volante multifuncional revestido em couro, computador de bordo e rodas de liga leve aro 16.

Conforme a configuração, o sedã ainda recebe aplicações no habitáculo em alumínio, sensores de chuva e de obstáculos traseiros, espelhos rebatíveis eletricamente, rodas aro 17, sistema de som de alta definição, Bluetooth, faróis bixênon autodirecionais e banco do motorista com ajustes elétricos e com memória.

Isso sem contar o sistema de detecção de pedestres, que funciona até velocidades de 30 km/h. Um sensor percebe um pedestre à frente e outro sistema monitora o comportamento do motorista. Se ele não reagir, o dispositivo emite avisos sonoros e visuais e pode até parar o carro. O S60 começa em 36.990 euros – o equivalente a R$ 81 mil – na versão D3. Chega a 41.745 euros – mais de R$ 91 mil – na 2.0T e a 53.480 euros – aproximadamente R$ 117 mil – na versão D5. A variante T6 custa 63.255 euros – cerca de R$ 163 mil.

Primeiras impressões – Além da fama

Sintra/Portugal – Muitas vezes se questiona se o peso do nome Volvo no domínio da segurança tem a desejada correspondência prática ou se trata apenas de um bom aproveitamento do marketing de uma tradição que já não é o que era. No caso do S60, a dúvida dificilmente fará qualquer sentido: além de sistemas mais ou menos comuns, mas já utilizados por outros modelos – airbags, cintos com pré-tensionadores e limitadores de força, controle de estabilidade, diferencial autoblocante eletrônico, controle de cruzeiro adaptativo com função de frenagem, alerta de cansaço do motorista, sensor de ponto cego, entre outros –, o modelo dispõe de dois dispositivos exclusivos do fabricante sueco: o City Safety, já conhecido do XC60, que evita ou minimiza as colisões traseiras abaixo dos 30 km/h.

Já o detector de pedestres estreia no sedã. Neste caso, e graças à combinação de um dispositivo desenvolvido pela própria Volvo com um sistema de câmaras que reproduz as funções do olho humano, com o veículo a até 35 km/h, o sistema consegue detectar a presença de pedestres à frente do veículo e monitorar o comportamento do condutor perante o veículo. Assim, quando as eventuais pessoas são detectadas e o motorista não reage, o sistema começa a emitir um aviso sonoro e outro visual – projetado no para-brisas –, chegando mesmo a frear e até parar o carro, caso o pedestre permaneça na mesma posição e o condutor continue sem intervir. O sistema foi testado obviamente em condições totalmente controladas e o resultado é impressionante.

No desempenho, os quilômetros percorridos com as várias versões do novo S60, em estradas que já serviram ao Rali de Portugal, deixaram as melhores impressões e confirmaram todos os elogios dispensados a este modelo pelo seu fabricante. A direção direta, a traseira ágil e a suspensão dianteira muito precisa e fiel fazem deste o Volvo mais divertido e emocionante de conduzir de todos os tempos. Capaz até de deixar a concorrência em alerta.

O habitáculo prima por um elevado nível de qualidade geral e, graças a uma carroceria com dimensões dentro da média do segmento – 4,63 metros de comprimento e 2,78 m de distância entre eixos –, disponibiliza um espaço para passageiros e bagagens dentro do previsto para um modelo desta categoria. Mesmo na traseira, onde o acesso aos respectivos bancos pudesse ser melhor. Na tecnologia embarcada, há uma infinidade de mordomias habituais em termos de navegação, comunicação ou multimídia.

Os motores a diesel, podem não ser os mais refinados do mercado. Mas continuam a impressionar pelo seu elevado rendimento e generosa capacidade de resposta numa ampla faixa de giros, contribuindo de forma decisiva para a boa experiência de condução. Já as unidades a gasolina, mais sofisticadas, também são capazes de garantir performances mais instigantes. Seja como for, sem dúvida o novo S60 tem tudo para dar certo.

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António de Sousa Pereira

Escrito por António de Sousa Pereira

Repórter, WM1

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