Novo Honda Civic é ‘o’ cara!
Versão Touring custa R$ 124.900 e tem motor 1.5 turbo de 173 cv
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Resumo do teste
Honda Civic Touring está em um patamar acima dos sedan médios tradicionais. Sua briga, agora, é com Audi A3 Sedan e outros modelos premium.
- Torque
- 22,4 kgfm a 1700 rpm (E)
- Potência
- 173 cv a 5500 rpm (E)
- Tração
- Dianteira
- Bagagem/carga
- 519 litros
- Câmbio
- CVT

Após uma 9ª geração que praticamente passou desapercebida, trazendo apenas atualizações exigidas pelo mercado àquela altura, como novas tecnologias, motor mais potente e moderno e um bagageiro mais condizente com a proposta, a 10ª geração deste best-seller com ascendência nipônica volta a arrancar elogios. Volta a ser a referência. Volta a ser ‘o’ cara!Particularmente, o Civic marca mais presença ao vivo do que nas fotos que até então tinha visto. A frente está muito mais invocada e com cara de poucos amigos – a esportividade pede este ‘sedutor desvio de caráter’. A barra frontal cromada que une os faróis em Full Leds, rasgando a grade, confere personalidade. Carrega o DNA da marca. As lanternas traseira em formato ‘bumerangue’ encerram o conservadorismo que a 9ª geração infelizmente ostentava. Mas a queda longa e suave da coluna ‘C’ é a individualidade que mais me agrada. Menos sedan e mais fastback? Prefiro dizer menos recatada e mais ousada.


O painel de instrumentos de dois andares que encantou o jovem jornalista que aqui escreve ficou no passado. Dividido em três partes, nas extremidades ostenta os leitores de temperatura e combustível. Já no centro, uma tela em TFT traz conta-giros, velocímetro e informações do computador de bordo, das orientações do GPS, da central de entretenimento e demais dados técnicos do próprio veículo. Todas estas funções podem ser selecionadas por intermédio do volante multifuncional de excelente empunhadura.
Neste novo interior, a tela de sete polegadas da central multimídia salta aos olhos. Já tinha passado da hora de a Honda trazer para o Civic – e fica o recado para incorporar este equipamento ao HR-V, também – um recurso deste. Com tela sensível ao toque, além de todas as funções que hoje são consideradas básicas – som, navegação, telefone, entre outras – é compatível aos sistemas Apple CarPlay e Android Auto. Basta plugar o aparelho na entrada USB e automaticamente o sistema passa a funcionar – no meu caso, o do Google. Além de ter uma navegação mais precisa e explorar o Spotify, a possibilidade de receber e responder mensagens do WhatsApp, sem manusear o smartphone e colocar a segurança em risco. A nítida busca da Honda por um veículo mais premium superou as expetativas. Surpreendente o silêncio interno. Excelente o trabalho de isolamento, especialmente para a versão Touring. As caixas de roda traseiras receberam um revestimento diferenciado – basta passar a mão para perceber – , assim como o assoalho. O para-brisas, nesta versão, é acústico. O barulho do motor também não é sentido. É o tipo de cuidado, de refinamento, muitas vezes negligenciado na hora da compra.
A nítida busca da Honda por um veículo mais premium superou as expetativas. Surpreendente o silêncio interno. Excelente o trabalho de isolamento, especialmente para a versão TouringFalando em medidas, o entre-eixos também cresceu. Agora são 2,70 metros contra 2,66 metros do Civic anterior. O ganho de espaço traseiro é nítido. Não que antes fosse um aperto viajar no banco de trás, mas agora o conforto é superior especialmente para os joelhos. Os pontos negativos ficam para o duto central elevado, algo que as últimas gerações haviam eliminado com um excelente assoalho plano, e a falta de saídas do ar-condicionado, que é de duas zonas (motorista e passageiro dianteiro). Com este aumento de proporções, uma grande desvantagem do modelo foi solucionada: o porta-malas. Antes com 449 litros, agora são 519 litros – na opção Sport manual, a capacidade é de 525 litros. Airbags frontais, laterais e de cortina, assim como ISOFIX para fixação de cadeirinha infantil, são de série. Nesta configuração top, airbag de joelhos para o motorista seria interessante. Entre outros itens de série, destaque para a câmera de ré e os sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. Já na lista das inovações, me chamou a atenção o Lanewatch. Ao dar seta para a direita para uma mudança de faixa ou conversão, a câmera instalada sob o espelho retrovisor externo direito projeta na tela da central multimídia a imagem do ponto-cego. No começo parece estranho, mas com o tempo passei a olhar mais para a tela do que para o espelho – claro que foi necessário o processo de conquista de confiança. Pode ser desligado, também. Mas em São Paulo, onde os corredores são frequentados por motocicletas, é um recurso de segurança útil.


Não confunda ‘conforto’ com ‘insosso’. O Civic está longe de ser sem sabor. Com 22,4 kgf.m de torque máximo – e pleno – entre 1.700 e 5.500 rpm, as acelerações e retomadas são muito boas, mas não chegam a arrancar de mim um sonoro “eita!”A suspensão é uma das partes que mostram a qualidade da construção do Civic. Independente nas quatro rodas, utiliza tipo McPherson na frente e multilink atrás. O refinamento fica por conta da utilização de buchas hidráulicas, comuns em veículos de segmentos superiores. No asfalto, isso significa uma absorção primorosa das imperfeições e uma trepidação quase nula da carroceria. É firme sem ser dura. Confortável sem ser molenga. Não há batidas secas, como nas duas gerações anteriores. E a inclinação da carroceria em frenagens bruscas e em curvas mais acentuadas com o acelerador mais pesado não acontece. Hora de voltar para a Webmotors. Aquela voltinha no quarteirão para matar a curiosidade, acabou virando um longo e agradável passeio. Espero que não tenha um bilhete para eu passar no RH sobre a minha mesa… Revisões O programa de revisões do Civic na versão Touring é diferente. Não acontece a cada 10.000 quilômetros rodados ou 12 meses, mas sim pela qualidade do óleo do motor. Por meio de uma das funções do Smart Display, o motorista será informado do momento que deverá encostar na concessionária para fazer a manutenção preventiva. Isso significa que a primeira revisão, caso o proprietário tenha um uso mais intenso e severo do veículo, possa acontecer, por exemplo, com 8.000 quilômetros. No entanto, caso a utilização seja baixa (rode pouco) e de maneira correta, o serviço deverá ser feito dentro de 12 meses, normalmente.
Revisões
1ª Revisão – 12 meses R$ 172,50 2ª Revisão – 24 meses R$ 269,98 3ª Revisão – 36 meses R$ 599,08 4ª Revisão – 48 meses R$ 735,40 5ª Revisão – 60 meses R$ 307,50 6ª Revisão – 72 meses R$ 750,55 Conclusão Enquanto andava com o Honda, muito me veio à cabeça uma conversa que tive com um amigo do setor automotivo que exaltava o fato de alguns carros terem uma construção extremamente sólida, eficiente e moderna, mas isso não ser levado em conta pelo consumidor. Sequer, muitas vezes, exaltado pela imprensa especializada. No caso do Civic, este fator ficou muito evidente, principalmente comparando com a concorrência. Como automóvel, definitivamente está acima do ‘tradicionais’ rivais e é completamente diferente de suas gerações anteriores. É o melhor do segmento e, sim, está pronto para bater de frente – nesta versão Touring – com novos rivais, em especial o Audi A3 Sedan. Está com um conjunto mecânico refinado, mais espaçoso, ainda melhor acabado e – na minha modestíssima opinião – bonito. Evoluiu 99,9% em relação à 9ª geração. O preço de R$ 124.900 é elevado. E quando pensamos que estamos pagando este valor em um Civic, a cifra fica ainda mais salgada. Concordo. Porém, mais que um valor elevado, acho que a Honda poderia ter pensado em um pacote de equipamentos mais recheado em itens de comodidade. Estou falando de um assistente de estacionamento, controle de cruzeiro adaptativo ou um simples sistema de start-stop para melhorar o consumo de combustível. Hoje, 23 de agosto às 17h, é possível cravar: o novo Honda Civic é ‘o’ cara!Prós
- Conjunto mecânico (câmbio+motor+suspensão) refinado.
- Está maior em todos os sentidos: comprimento, entre-eixos e porta-malas.
Contras
- Ausência de um pacote mais completo de itens de série.
- Preço de R$ 124.900 da versão Touring é pesado.

Ficha Técnica
Comparar veículo- Motor – i-VTEC
- Câmbio CVT
- Tração Dianteira
- Potência 173 cv a 5500 rpm (E)
- Torque 22,4 kgfm a 1700 rpm (E)
- Comprimento 4637 mm
- Largura 1755 mm
- Altura 1433 mm
- Entre-eixos 2700 mm
- Capacidade do tanque de combustível 56 litros
- Capacidade de bagagem/carga 519 litros
- Peso Líquido 1326 kg
- Rodas e Pneus Liga leve, 215/50 R17 (diant.) / 215/50 R17 (tras.)
- Airbags 6 – Dianteiros, laterais dianteiros e de cortina
- Freios ABS com EBD Possui
- Controle de estabilidade Possui
- Controle de tração Possui
- Sensor de chuva Possui
- Faróis Full LED Possui
- Sensor crepuscular (auto) Possui
- Direção com assistência Elétrica
- Direção com ajuste Altura e profundidade
- Número de lugares 5 lugares
- Material principal dos bancos Couro
- Banco do motorista com ajustes elétricos Possui
- Travas elétricas Possui
- Alarme – com acionamento à distância Possui
- Tela Multimídia 7 com GPS Integrado
- Número alto-falantes 4
- Espelhamento com Smartphone Apple CarPlay + Google Android Auto
- Bluetooth Possui
- Comando de Voz Possui
- Garantia total 36 meses
- Garantia de motor e câmbio 36 meses
Pontuação do Especialista
Honda Civic
-
No bolso Preço, itens de série, seguro, revisões, consumo e garantia: o impacto real do veículo no seu orçamento, da compra à manutenção.
8.6/10
-
Tecnologia Multimídia, conectividade, assistentes de direção, câmeras e sensores: avaliamos todos os recursos tecnológicos embarcados no veículo.
9.8/10
-
Vida a bordo Conforto, ergonomia, qualidade dos materiais, espaço interno e porta-malas: como é a experiência real de motorista e passageiros no dia a dia.
9.5/10
-
Desempenho Aceleração, retomadas, frenagem e consumo de combustível ou energia: tudo sobre a performance real do veículo nas estradas e no cotidiano.
9.6/10
-
Opinião do Especialista Pontos fortes, limitações e veredicto final: a análise técnica e imparcial de quem entende de carro sobre custo-benefício e posicionamento no segmento.
9.7/10
Avaliamos cada veículo com base em critérios como consumo de combustível, custo-benefício, tecnologia, inovação em design, segurança, desempenho e muito mais.














































