Mercado Automotivo 4 min. de leitura

Ford F150 Raptor volta ao Salão do Automóvel de SP

Antes do Salão do Automóvel de São Paulo, o WM1 teve um contato exclusivo com a F150 Raptor no campo de provas da Ford

Marcelo Monegato
Marcelo Monegato

Patrocinado

Se perguntar para 10 apaixonados por picapes qual modelo eles gostariam que fosse vendido oficialmente no Brasil, 11 responderão F-150 Raptor. Por conta disso, a Webmotors viajou até Tatuí, interior de São Paulo, para trazer todos os detalhes desta ‘bruta’, que mais uma vez é atração oficial no Salão do Automóvel de São Paulo, entre os dias 8 e 18 de novembro.

https://www.youtube.com/watch?v=SnmxWT4y-Fw

De cara, a Raptor impressiona pelo porte. É uma F-150! É gigantesca! São 5,89 metros de comprimento, sendo 3,70 metros de distância entre os eixos – 16 centímetros maior que um Fiat 500. De altura é 1,99 metro e de largura, não se assuste, 2,19 metros, com os espelhos retrovisores. Um verdadeiro terro para os motociclistas que andam no corredor. Já a caçamba tem uma capacidade volumétrica de 1.495 litros – mas falamos depois do espaço lá atrás…

RINOCERONTE

Sob o capô desta dianteira doutrinadora está um moderno 3.5 V6 Turbo a gasolina, com injeção direta de combustível, que entrega impressionantes 456 cv de potência máxima e torque descomunal de 70,5 kgf.m – e não poderia ser diferente, afinal, estamos falando de um veículo de trabalho que descarregado pesa 2.582 quilos. A transmissão é de carro de altíssima performance. É um automático de 10 marchas (conversor de torque), exatamente o mesmo que hoje está no Mustang vendido no Brasil e no renovado Chevrolet Camaro que está no Salão.

Raptor 4
Raptor 4

A velocidade máxima não é impressionante: 160 km/h. Já a aceleração de 0 a 100 km/h é de fazer inveja a alguns que se dizem esportivos: 6,1 segundos. O consumo de combustível decepciona, apesar de o Start/Stop estar lá para dar uma amenizada na ‘orgia etílica’, fazendo 4,5 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada.

E para explorar este conjunto mecânico, a Raptor trabalha com seis modos de condução, que podem ser selecionados por meio do grande volante multifuncional. São eles: normal, esporte, chuva/neve, lama/areia, rocha e baja. Nesse último, além do bloqueio mecânico da tração 4×4, as respostas de acelerador, câmbio e turbo são otimizadas para aumentar a capacidade off-road. Entenda ‘capacidade’ como sinônimo de ‘diversão’.

Ford F150 Raptor
Ford F150 Raptor

O ‘motora’ também pode escolher por meio de um seletor o tipo de tração que deseja utilizar. 4×2 (torque nas rodas traseira), 4×4 A (funciona sob demanda, distribuindo a força entre as rodas de acordo com a necessidade), 4×4 (permanente), Reduzida – além da opção de bloquear o diferencial traseiro.

MAMUTE

Acha a Ford Ranger cabine dupla espaçosa? Então vai achar a Raptor de outro mundo! O interior leva cinco pessoas com muito conforto. Sem joelhos raspando no banco dianteiro, cabeças no teto e ombros espremidos para os que viajam no banco traseiro. Ponto positivo para a tomada de 230 volts disponível para aqueles que vão atrás, assim como a tomadinha do ‘acendedor’ de cigarros e duas entradas USB – isso sem contar a saída de ar.

Raptor 3
Raptor 3

Quem viaja na frente parece estar em duas poltronas de casa. É possível ficar horas dirigindo – o problema é que de tão confortáveis, pode gerar um relaxamento elevado. Revestidos em couro, ambos têm aquecimento e resfriamento – aliás, o assento traseiro também tem aquecimento. O banco do motorista tem ajustes elétricos, assim como a coluna de direção (regulagens de altura e profundidade). Apesar de ser ‘GG’, a Raptor veste muito bem quem é tamanho ‘M’ como eu ou mesmo os menorzinhos, tamanho ‘P’. Destale: as pedaleiras têm ajuste elétrico também de altura.

CHEGA AO BRASIL?

A resposta para a pergunta acima é: Não! Esta é a segunda edição que a Raptor está no Salão. É um carro muito complicado de trazer por questões de custo e também operação, especialmente no que se refere ao obrigatório pós-venda. Podemos, no entanto, ter esperança. Afinal, a Ford trouxe por várias edições o Mustang, sempre negou sua importação oficial, mas agora, depois de muito tempo, o pony car está entre nós.


Tags

Marcelo Monegato

Escrito por Marcelo Monegato

Editor-chefe

Mais artigos do autor

Notícias relacionadas