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Carro elétrico faz mercado chinês voltar a crescer

Maior mercado automotivo do mundo teve instabilidade nos últimos anos, mas graças aos EVs voltou a bombar em 2021

André Deliberato
André Deliberato

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Vamos falar sobre o mercado de automóveis da China. Maior do planeta praticamente na década passada inteira – sempre com crescimentos astronômicos, normalmente maiores que 10% em cada ano -, a economia daquele país passou por alguns perrengues nos últimos três anos, mas voltou a crescer em 2021 graças a um fator determinante: o carro elétrico.

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Linha de produção de automóveis na China mostra funcionários com máscaras trabalhando em uma arquitetura de carro
Coronavírus para a produção de automóveis na ChinaCrédito: Autología México

Segundo dados revelados nas últimas semanas pela Associação de Carros de Passageiros da China, as vendas de carros e comerciais leves na China de 2021 para 2020 cresceram 4,4%, para um total de 20,1 milhões de veículos – para se ter noção, o mercado brasileiro costuma emplacar atualmente cerca de duas milhões de unidades por ano, ou seja, hoje somos 10% do que eles são.

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Salão De Pequim 2016
Coronavírus: Salão De Pequim tem de ser adiado por causa da doençaCrédito: Divulgação

Carro elétrico é fator determinante

O que talvez não esteja destacado nos papéis, mas foi fator determinante para esse crescimento, são as vendas de carros eletrificados (elétricos e híbridos), que representaram cerca de 15% dos registros totais – aproximadamente 2,99 milhões de unidades, portanto. Tesla e marcas chinesas como XPeng, Saic e NIO tiveram recordes de venda.

Isso aconteceu mesmo com a crise dos semicondutores, que afeta todo o mercado mundial de carros no planeta. Para se ter ideia, a Volkswagen (maior marca estrangeira na China) disse que seus emplacamentos caíram quase 15% em 2021 – as da Toyota, por sua vez, subiram 8,2%. A BYD, um dos maiores fabricantes locais de carro elétrico, disse que vendeu 600 mil carros em 2021.

A Tesla, para se ter noção da expansão chinesa, disse emplacou os quase 500 mil carros que saíram de sua fábrica de Xangai – dois terços foram vendidos para a própria China e o outro terço foi exportado para mercados da região. Detalhe: a marca californiana revelou que emplacou 940 mil unidades em 2021, ou seja, mais da metade do seu faturamento saiu de lá.

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Nissan Wallbox Leaf
Carro elétrico na China vai ficar ligeiramente mais caro em 2021Crédito: Divulgação

E vem mais por aí: a expectativa das entidades oficiais chinesas é de crescimento de mais 5% este ano – ou seja, não no mesmo ritmo de 2021, mas certamente no azul nas pranchetas no final do ano.

Isso porque, vale dizer, especialistas acreditam que o segmento de carros à combustão deve permanecer estável ou cair levemente, mas o de EVs deve subir ainda mais – mesmo com o fim do programa de subsídios dado pelo governo chinês, que deve terminar até a chegada de 2023.


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Escrito por André Deliberato

Editor-assistente

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