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Anfavea: 215 mil veículos produzidos em novembro

Pelo sétimo mês consecutivo, as fábricas de automóveis conseguiram manter a produção acima das 200 mil unidades

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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Apesar dos pesares, a indústria automobilística teve motivos para comemorar os resultados de novembro. Segundo um balanço divulgado nesta quarta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), o setor fechou o mês com a produção de 215,8 mil automóveis e veículos comerciais.

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Produção da fábrica da Hyundai, em Piracicaba (SP), é uma das afetadas pela falta de componentes eletrônicos
Produção da fábrica da Hyundai, em Piracicaba (SP), é uma das afetadas pela falta de componentes eletrônicosCrédito: Divulgação

Novembro foi o sétimo mês consecutivo em que o setor conseguiu manter a produção acima das 200 mil unidades, mesmo com a persistência da crise dos chips e a falta de componentes e de matérias-primas para a produção. Em relação a outubro, o crescimento foi de 4,7%. Já na comparação com novembro de 2021, o avanço foi de 4,9%.

Esse resultado permitiu manter estável o estoque de veículos zero-quilômetro. Em outubro, o número de automóveis e veículos comerciais nas concessionárias e pátios podia atender a até 28 dias de vendas. Essa marca subiu para 29 dias no mês de novembro.

Apesar do resultado considerado adequado pela Anfavea, o volume ainda está abaixo dos patamares pré-pandemia. Em fevereiro de 2020, por exemplo, o estoque era equivalente a 37 dias de vendas.

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Fábrica Fiat Betim
Fábrica Fiat Betim

Desafios para 2023

No acumulado de janeiro a novembro, a produção de 2022 superou o resultado do mesmo período de 2021 em 6,9%. Tanto que a expectativa da Anfavea é bater a marca de 2,248 milhões de unidades do ano passado já na sexta-feira dia 9 de dezembro.

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, acredita que a produção ainda deve ser o principal desafio do setor. Mas o fator disponibilidade de crédito já acende uma luz de alerta nos fabricantes.

– O mercado com a composição de 70% de vendas à vista e 30% à prazo acende um alerta para os próximos anos. Naturalmente, isso pode impactar de forma mais sensível a partir de 2024 – explicou ele.


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Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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