Inception: um exercício de futurologia da Peugeot
Montadora francesa usa estratégia dos anos 1980 para projetar o futuro de seus automóveis nos próximos anos
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Mesma potência
O olhar para os próximos anos está em tudo no conceito. Desde a mecânica elétrica, que rende os mesmos 680 cv do Oxia, mas sem emitir nenhuma fumaça, ao sistema de baterias com carregamento por indução. Equipado com esse conjunto, o Inception pode acelerar de zero aos 100 km/h em menos de 3 segundos e alcançar os 800 quilômetros de autonomia com apenas uma carga completa. O tempo de recarga não foi revelado pela Peugeot, mas certamente o modelo terá carregamento ultrarrápido. A marca fala em 150 quilômetros com apenas 15 minutos.
Vidro para todo lado
Mas só isso seria pouco. O Inception também tem bancos que se moldam automaticamente ao porte físico dos seus ocupantes e uma extensa área envidraçada na cabine. A valorização da iluminação externa é um dos costumes antigos da Peugeot, que sempre ofereceu modelos com tetos panorâmicos – e isso foi ampliado no conceito. Nele, quase tudo da linha de cintura do carro para cima tem vidro inteligente, capaz de filtrar a luz solar e reduzir o calor. O material só não está onde seu uso seria praticamente impossível, como nas colunas e partes estruturais. De resto, tudo é vidro. O próprio para-brisa é alongado e avança sobre o capô, gerando uma sensação ainda maior na cabine do veículo.
Ensaio de futuro
O volante do conceito tem display central e formato retangular, mas com pequenos círculos para garantir a melhor pegada por parte do motorista. Logo acima, no lugar de um painel convencional, há outra tela, mas dessa vez circular, onde são mostrados os parâmetros do carro. No visual, é esperado de um conceito o rompimento de alguns padrões, e o Inception faz isso. O modelo tem linhas duras e muitos vincos. Na dianteira, os faróis com LEDs representam a marca das garras do leão e se conectam por pequenos filamentos, que também iluminam a logo da marca.Diferentão
As laterais parecem ter três divisões bem claras. Um friso em preto divide e demarca a ondulação da carroceria da traseira até a dianteira. As portas não têm maçanetas visíveis e a abertura das portas traseiras é do tipo suicida. Já as rodas têm desenho confuso, com quase toda a superfície coberta. A traseira repete as linhas com ângulos retos e visualmente pontudos. As lanternas com LEDs também exploram as três linhas da dianteira, como se fossem arranhões feitos por garras. Ao centro, o nome “Peugeot” aparece iluminado. A assinatura também está na base das colunas “C”.
