Fiat Argo 1.3 CVT: agora sim, um câmbio automático
A marca italiana finalmente acerta ao combinar o bom motor 1.3 Firefly com uma transmissão automática do tipo CVT
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O Fiat Argo Drive CVT
Por fora
Lançado em 2017, o Fiat Argo passou no ano passado por uma leve reestilização, quando incorporou uma nova grade frontal e para-choque redesenhado. Mesmo com essas mudanças, o Argo segue com dimensões e estilo mais próximos das dos hatches compactos dos anos 2010 do que dos modelos mais recentes – e maiores – da categoria. Um carro de linhas minimalistas, feitas para agradar ao maior número possível de pessoas.

Por dentro
Com a mesma cara desde 2017, o Argo Drive CVT se diferencia dos carros com câmbio manual apenas pela alavanca do câmbio CVT. Por dentro, o hatch da Fiat segue o estilo do exterior, com linhas harmoniosas e materiais simples, embora a variação nas cores e texturas ajude a tornar o ambiente na cabine mais rico.

Equipamentos
Em seu pacote básico de equipamentos, o Argo Drive CVT tem ar-condicionado, vidros dianteiros e travas elétricas, direção elétrica, multimídia com tela de sete polegadas, controles eletrônicos de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas, alarme e até controlador automático de velocidade de cruzeiro. O único pacote de opcionais é o S-Design, que por R$ 3.990 adiciona, além dos elementos estéticos que já citamos, uma recheada seleção de equipamentos: faróis de neblina, vidros traseiros elétricos, retrovisores elétricos com função tilt-down, sensor de estacionamento, chave presencial e ar-condicionado automático. Com um pacote interessante de equipamentos mesmo em sua configuração mais básica, o Argo Drive CVT só escorrega mesmo na oferta de airbags. Oferece apenas os frontais obrigatórios, enquanto vários concorrentes mais acessíveis chegam a ter pelo menos as bolsas infláveis laterais.Ao volante
Assim como o Cronos CVT que já testamos aqui na Webmotors, o Argo com o câmbio automático é um daqueles carros feitos para atender aos que curtem um rodar mais confortável do que esportivo, com uma direção leve e a suspensão macia. O motor 1.3 de quatro cilindros, que desenvolve 107 cv a 6.250 rpm e 13,7 kgf.m a 4.000 rpm (números com etanol) agrada pelo rendimento em baixas rotações e faz um belo casamento com o câmbio CVT, que graças a essa característica do motor Firefly consegue entregar um funcionamento suave e silencioso. Vale ressaltar que, com esse novo conjunto mecânico, o Argo se mostra bem superior ao carro com o câmbio automatizado GSR (oferecido até a linha 2020) e melhor até do que o hatch com motor 1.8 e a transmissão automática convencional de seis marchas (presente até a linha 2021), que não se destacava nem pelo desempenho, nem pelo consumo. Falando em rendimento, o Argo CVT até tem um modo Sport de condução, que deixa o acelerador bem mais sensível. Mas dá para aproveitar bem mais o bom fôlego do motor usando o modo manual do câmbio. O Argo Drive CVT acelera de zero a 100 km/h em 11,2 segundos e vai a 174 km/h. São números razoáveis para a categoria. Já em consumo, o hatch registra médias (com gasolina) de 12,6 km/l (cidade) e 13,9 km/l (estrada). Ainda que sem levar o título de mais econômico, são boas marcas para um hatch compacto.
Conclusão
O grande destaque do Fiat Argo Drive CVT é justamente o seu custo-benefício. Mesmo sem ser o carro mais potente, espaçoso ou econômico da sua categoria, oferece um bom pacote para quem quer ou precisa de um carro automático zero-quilômetro, mas não quer gastar muito. A lista básica de equipamentos tem o que se espera de um carro atual e até alguns itens inesperados. Mas, se eu fosse você, investiria no pacote opcional S-Design, que agrega vários itens de série sem cobrar uma fortuna por isso. Na mesma faixa de preço, os concorrentes diretos são o Chevrolet Onix Turbo AT (R$ 95.050) e o Citroën C3 Feel Pack 1.6 AT (R$ 95.990). Quer saber mais informações sobre o carro que deseja comprar? Clique aqui e acesse o Catálogo da Webmotors.