Foguete em duas rodas: chega a Ducati Panigale V4R
Motor do modelo de competição homologado para as ruas pode chegar a 240 cv de potência. O preço? É inacreditável…
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Com justiça ou não, certas motos da Ducati sempre foram comparadas a alguns carros da Ferrari. Pode ser pela mesma origem italiana, ou até pelo design sempre sedutor, mas é certo que a comparação também leva em conta o desempenho arrasador destas motos e dos modelos com o “cavallino rampante” estampado.

Pois a Ducati acaba de lançar no mercado brasileiro um modelo que poderia facilmente ser chamado de “Ferrari das motos”: a Panigale V4R. A linha Panigale certamente já é conhecida do caro leitor – motos superesportivas com performance de altíssimo nível, feitas para serem pilotadas por quem entende do riscado.

Pois esta Panigale V4R faz todas as outras comerem poeira. É nada menos que uma moto de corrida homologada para andar nas ruas. Assim, segundo a Ducati, proporciona ao piloto um nível de experimentação absolutamente próximo ao que acontece nas provas mais fortes de motovelocidade.
Em relação às outras Panigale, a V4R tem melhorias no motor, no chassi, aerodinâmica, na eletrônica e na ergonomia – tudo voltado para incrementar seu desempenho. Até a pintura, mais “racing”, é diferente.
Mas vanos ao que interessa: segundo a Ducati, o motor Desmocedici Stradale que equipa a V4R atinge 237 cv de potência máxima a 15.500 rpm e 11,8 kgf.m de torque a 12.250 rpm. No entanto, se o comprador instalar um escape de competição e usar um óleo diferente, a potência sobe para incríveis 240,5 cv.

Vale lembrar que a moto pesa 167 quilos. Então, a relação peso/potência inicial é de absurdos 0,7 quilos para cada cavalinho! Mesmo com tanque cheio, óleo e demais fluidos, essa relação peso/potência continua insana.
Atualizações e algumas especificações na Ducato Panigale V4R:
- Compatível com Euro 5
- Novas árvores de cames de entrada com válvulas mais altas (+ 1 mm)
- Coletores de admissão curtos mais curtos (- 5 mm)
- Nova embreagem seca mais compacta e leve (- 811 gramas)
- Suspensões dianteiras Öhlins NPX com curso aumentado (+ 5 mm)
- Amortecedor traseiro Öhlins TTX36 com distância entre eixos nominal mais longa (+ 4 mm)
- Dois power modes novos (Full e Low), que se juntam aos anteriores High e Medium
- Novo software de controle de freio motor EVO 2
- Novo ajuste no quickshifter
- Nova ajuste do ventilador do radiador
- Peso total reduzido em 5 quilos
- Novos pistões mais leves (- 5 gramas) e novas bielas, ambos derivados dos usados no MotoGP e na Fórmula 1
- Novo Controle de Aceleração 50% mais compacto
- Painel com Track Evo Info Mode, para visão imediata das informações necessárias durante a pilotagem em pista. Além disso, as intervenções de cada controle de
- Pilotagem são exibidas separadas e visualizadas em tempo real
- Novas carenagens inferiores e laterais projetadas para uso em corridas, em conformidade com os regulamentos técnicos do Campeonato SBK
- Novas asas aerodinâmicas (winglets) em fibra de carbono
- Banco e tanque de combustível redesenhados, mudando a ergonomia
- Tanque com um litro a mais de capacidade – agora, são 17 litros
- Fluxo do líquido no radiador aumentado em 6%, proporcionando melhor resfriamento

E o preço? Acredite nisso aqui…
Se o caro leitor chegou até aqui, então merece saber o preço desse brinquedo tão especial: a moto custa R$ 690 mil! Quem tem verba pra isso e quer ter uma casa deve correr: apenas duas unidades serão vendidas no Brasil. A reserva pode ser feita numa das concessionárias Ducati no país até 30 de outubro, com previsão de entrega para novembro.
