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Carro da Xiaomi vende 89 mil unidades em um dia

Rival do Tesla Model 3, sedã 100% elétrico revelado na China teve 88,898 pedidos registrados em menos de 24 horas

André Deliberato
André Deliberato

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Depois de 50 mil pedidos em meia hora, a Xiaomi anunciou que recebeu um total de 88.898 pedidos em menos de 24 horas após apresentar seu primeiro veículo 100% elétrico, um sedã chamado SU7.

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Xiaomi Su7 2
Xiaomi Su7 2Crédito: Divulgação

De acordo com a gigantesca marca de eletrônicos, os test-drives começaram na sexta-feira (29) no país asiático, em 59 lojas de 29 cidades do país, o que resultou em locais superlotados.

O sinal que os quase 90 mil clientes pagaram para fechar a reserva foi de 5.000 yuans (ou US$ 850, pouco mais de R$ 4.300). Esse é o começo de história do SU7, que já apresentamos por aqui.

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Xiaomi Su7 (2)
Xiaomi Su7 (2)Crédito: Divulgação

Como os registros de homologação do SU7 revelaram, a Xiaomi usa a Baic (de Beijing Automotive Industry Holding Co.), que pertence ao governo chinês, como fabricante contratado.

De acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MITT) chinês, o Xiaomi SU7 será montado por uma subsidiária da Baic – chamada BAIC Off-road Vehicle Co. – na inédita fábrica da Xiaomi em Pequim.

Curiosamente, a Baic também é a maior acionista da Mercedes-Benz, com 9,98% da marca alemã.

A fábrica da Xiaomi em Pequim tem capacidade anual para produzir 150 mil carros em uma primeira fase, e para 300 mil na segunda fase.

Considerando que a produção ainda não atingiu a capacidade total – e que estamos no começo de abril -, a Xiaomi terá oito meses de produção plena em 2024, o que significa que poderá produzir cerca de 100 mil carros, ou talvez um pouco mais, se não houver problemas nas linhas de produção.

Como dito no início, a empresa recebeu quase 90 mil pedidos nas primeiras 24 horas e não divulgou nenhuma atualização desde então – embora seja quase certo que agora, 48 horas após o lançamento, a carteira de pedidos já ultrapasse as 100 mil unidades.

Quanto custa?

O Xiaomi SU7 começa em 215.900 yuans, o equivalente a US$ 29.900 ou cerca de R$ 151.400.

Segundo o CEO da empresa, Lei Jun, o preço foi decidido uma noite antes do lançamento e o objetivo era que fosse pelo menos 30 mil yuans menor que o do Tesla Model 3 (aproximados US$ 4.100, ou R$ 20.700 de diferença).

Na China, o Tesla Model 3 custa 245.900 yuans (US$ 34.600, ou R$ 175.200) na versão básica com 606 quilômetros de autonomia e bateria de 60 kWh.

Vale dizer que o Xiaomi SU7 tem tração nas quatro rodas e dois motores, que geram potência combinada de 495 kW (663 cv). Graças a uma bateria Qilin de 101 kWh, sua autonomia máxima é de 830 quilômetros.

O carro tem quase 5 metros de comprimento (são 4,99 mm, 1,96 m de largura e 1,44 m de altura) e impressionantes 3 m de entre-eixos.

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Mas qual o motivo de tamanho sucesso?

O preço não é a única questão.

Há outras duas razões: a primeira, a personalidade de Lei Jun. Ele é um gênio do marketing e um showman que pode despertar entusiasmo sobre seu produto. Vale destacar que a conferência de lançamento teve certas vibrações inspiradas em Steve Jobs. Coincidência?

Jun disse que também aprende rápido e não tem vergonha de admitir que seu concorrente lhe deu apoio. Ele seguiu conselhos dos CEOs de seus concorrentes Nio, Li Auto e Xpeng, que foram chamados para o show de lançamento.

Curiosamente, ele fez algo semelhante quando lançou seu primeiro smartphone, há 14 anos, quando adquiriu muito conhecimento da Meizu.

A segunda razão é a confiança da marca Xiaomi, que já tem o respeito de seus usuários na China e em diversos outros países do mundo – o que também é um fator crucial.

No entanto, nem tudo é arco-íris em Pequim. Alguns relatórios sobre sentimentos negativos surgiram quando alguns clientes reclamaram que não podiam cancelar seu pedido e problemas de qualidade dos carros começaram a ganhar publicidade.

Como é o primeiro automóvel da Xiaomi, isso não é surpreendente. Mas, neste momento, a empresa é a vencedora, pois conseguiu lançar um veículo três anos após o anúncio dos planos de produção. E vale lembrar que a competição de EVs na China ficará ainda mais acirrada esse ano.


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Escrito por André Deliberato

Editor-assistente

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