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Comparativo: Honda Civic Híbrido vs. VW Jetta GLI

Médios, mas que não poderiam ser mais distintos. Veja o que cada um deles oferece e qual é a melhor opção para você

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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Civic Hibrido ou Jetta GLI? Ambos são sedãs médios e têm preços próximos. O Honda é mais caro e custa R$ 265.900. Já o Volkswagen parte de R$ 245.390. E as semelhanças entre os dois param por aí.

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Comparativo Vw Jetta Gli X Honda Civic E Hev 6444
Comparativo Vw Jetta Gli X Honda Civic E Hev 6444Crédito: Ricardo Rollo/WM1

Lamento se você chegou aqui esperando ver quer se saiu melhor nessa disputa. Juro que tentei achar um vencedor para essa briga. Mas seria desleal com um ou com o outro.

Afinal, são dois ótimos sedãs, mas feitos para atender a demandas bem diferentes. O exercício aqui é distinto: confira a seguir qual deles atende melhor às suas expectativas e necessidades.

Comparativo: Honda Civic Híbrido vs. Jetta GLI

Visual e dimensões

Honda e Volkswagen adotaram estratégias bem parecidas com os seus sedãs médios. Deixaram as versões de entrada de lado (e assim, a briga com o Toyota Corolla) para se concentrarem nas versões mais caras e nichadas.

Lançado no mercado internacional em 2021, o Civic de 11ª geração desembarcou no Brasil no início do ano passado. Agora importado da Tailândia, o três volumes é oferecido em configuração única e apenas com motorização híbrida.

Diferentemente do adorado antecessor, esse sedã eletrificado tem um visual mais conservador e próximo do irmão maior Accord, mas ainda é um carro de visual bem resolvido.

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Honda Civic E Hev 6397
Honda Civic HybridCrédito: Ricardo Rollo/WM1

Com 4,68 metros de comprimento, 1,43 m de altura, 1,80 m de largura e entre-eixos de 2,74 m, o Civic é um típico sedã médio. Não é excessivamente grande por fora e ainda oferece uma cabine bem espaçosa para os passageiros.

Já o Jetta GLI é um carro um pouco mais antigo. A atual geração é de 2018, e chegou no ano seguinte ao Brasil. A primeira atualização veio em 2022, com mudanças na mecânica, no visual e nos equipamentos.

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Vw Jetta Gli 6208
VW Jetta GLICrédito: Ricardo Rollo/WM1

O modelo da Volkswagen tem aquela identidade de estilo padrão dos três volumes da marca. Só não é mais conservador por conta da pegada esportiva, com direito a elementos na cor vermelha por todos os lados e belas rodas de liga leve de 18 polegadas.

Feito no México, é pensado para o mercado americano. Por isso mesmo, é um modelo de dimensões generosas: 4,75 m de comprimento, 1,48 m de altura, 1,80 m de largura e entre-eixos de 2,68 m.

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Honda Civic E Hev 6233
Honda Civic HybridCrédito: Ricardo Rollo/WM1

Cabine

Sofisticação é a palavra que mais representa esse Honda Civic Híbrido. Se o Civic “10” já agradava bastante, o modelo ficou ainda mais refinado nessa 11ª geração. É silencioso e bem acabado, com layout interno sóbrio e boa variação de cores e texturas. Como um Accord, porém em escala menor.

O painel digital e configurável tem tela de 10,2 colorida. A interface é bem atual e tem detalhes bacanas como um pequeno avatar do Civic, que mostra quais luzes do carro estão acionadas. Já a multimídia tem tela de nove polegadas e espelhamento sem fio. Simples e fácil de usar. E o sistema de som premium tem alto-falantes Bose.

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Honda Civic E Hev 6238
Honda Civic HybridCrédito: Ricardo Rollo/WM1

A posição de dirigir também é um ponto forte do Civic. Até os motoristas baixinhos conseguem jogar o assento para baixo sem prejudicar a visibilidade ou o acesso aos comandos. E mesmo com as dimensões externas menores, o sedã da Honda é mais espaçoso.

Principalmente no banco traseiro, onde se encontra mais espaço e itens de conforto inexistentes no modelo da Volkswagen, como as saídas de ar-condicionado e duas portas USB. A desvantagem em relação ao Jetta está no porta-malas: 495 litros de capacidade, ante os 510 litros do bagageiro do concorrente.

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VW Jetta GLICrédito: Ricardo Rollo/WM1

O fato de o Jetta GLI ser um sedã compacto para o mercado americano influenciou também na cabine do modelo, que é claramente menos sofisticada que a do “global” Civic. Basta ver os controles de ventilação – ainda no padrão antigo da marca alemã – e a ausência das saídas de ventilação na traseira. Algo que o Virtus Highline, que é R$ 100 mil mais barato, tem.

Mas isso não quer dizer que o três volumes da Volkswagen tenha um acabamento ruim. Os materiais macios ao toque estão lá e o resultado geral é um interior mais caprichado do que normalmente vemos em um modelo nacional da marca. E ainda dá para personalizar a cor dos LEDs decorativos.

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Vw Jetta Gli 6068
VW Jetta GLICrédito: Ricardo Rollo/WM1

Mesmo sem um sistema de som assinado, a multimídia é a excelente VW Play, com tela de 10,1 polegadas e cheia de recursos. Apesar de ser menos espaçoso que o Civic, o Jetta ainda é um sedã com ótimo espaço interno e dá para levar quatro adultos com bastante conforto.

O Jetta GLI é praticamente monocromático por dentro. Quase tudo é preto e essa monotonia visual só é quebrada por uns poucos detalhes em prata e outros elementos em vermelho, como as costuras dos bancos. A posição de dirigir é mais alta que no modelo da Honda, mas agradável, enquanto o painel configurável – com tela de 10,25 polegadas -, é menos vistoso que o do sedã “nipo-tailandês”.

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Honda Civic E Hev 6285
Honda Civic HybridCrédito: Ricardo Rollo/WM1

Equipamentos

Por serem sedãs médios no topo da gama, Honda Civic Híbrido e Volkswagen Jetta GLI têm belas listas de equipamentos.

Ambos têm ar-condicionado automático de duas zonas, painel digital, chave presencial, faróis de LED com controle automático de luz alta, teto solar, banco do motorista com ajustes elétricos e carregador de celular por indução e sensor de chuva.

O pacote tecnológico dos dois modelos tem itens como controlador adaptativo de velocidade, frenagem autônoma, sensor de fadiga, assistente de manutenção em faixa e monitor de pontos cegos.

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Vw Jetta Gli 6099
VW Jetta GLICrédito: Ricardo Rollo/WM1

Mas só o Honda Civic tem cancelamento ativo de ruídos, som premium Bose, banco do passageiro com ajustes elétricos e airbags laterais na traseira.

No Jetta, os itens exclusivos são os bancos dianteiros aquecidos, climatizados e com memória de posição no assento do motorista, sistema de emulação de ronco do motor e iluminação configurável da cabine.

Mecânica e desempenho

O Honda Civic é um híbrido do tipo autocarregável. O motor 2.0 aspirado a gasolina é combinado com dois propulsores elétricos (um gerador e outro propulsor) para desenvolver 184 cv de potência e 32,1 kgf.m de torque. O câmbio é automático, do tipo E-CVT.

O ponto forte desse conjunto motriz é o baixo consumo de combustível. As médias oficiais de consumo são 18,3 km/l (cidade) e 15,9 km/l (estrada). Mas, no mundo real, é possível cravar mais de 20 km/l de média sem fazer muito esforço.

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Honda Civic E Hev 6318
Honda Civic HybridCrédito: Ricardo Rollo/WM1

É que o Civic Híbrido é programado para rodar a maior parte do tempo no modo 100% elétrico, com o propulsor a combustão entrando em ação para fazer girar o gerador de eletricidade. O 2.0 a gasolina é ativado também para mover o carro quando o motor a bateria é menos eficiente, como no uso rodoviário.

A Honda não divulga os números oficiais de desempenho. Mas nem precisava. Com o torque instantâneo do motor elétrico, o Civic arranca até com mais vontade que o Jetta, embora o Volkswagen leve a melhor na estrada. Diria que o desempenho desse médio é bem bom para um carro sem pretensões esportivas.

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Mesmo sem ser um foguete, o Civic agrada pelo ótimo acerto. É muito gostoso de dirigir, com uma direção bem precisa e com peso justo em baixas e altas velocidades, além de uma suspensão silenciosa e com acerto bem confortável.

O Jetta GLI, por sua vez, é para quem gosta de acelerar. Tem um motor 2.0 turbo de 231 cv e 35,7 kgfm de torque, combinado com a bela transmissão automatizada DSG de sete marchas e dupla embreagem. Nos números oficiais da Volkswagen, acelera de zero a 100 km/h em 6,7 segundos e chega a 249 km/h de velocidade máxima.

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Vw Jetta Gli 6133
VW Jetta GLICrédito: Ricardo Rollo/WM1

Digo mais: não é só um carro para quem gosta de acelerar. É uma máquina para quem realmente adora pisar forte. Se o Civic tem um belo ajuste para um sedã “comum”, esse três volumes da Volkswagen fica um nível acima e praticamente implora para o motorista abusar da velocidade. Tem uma direção ainda mais direta que a do sedã da Honda, além de um sistema de suspensão firme, mas que mesmo assim ainda é muito confortável.

Sem contar o câmbio DSG, que faz trocas de marcha com uma precisão germânica no modo de condução Sport e não faz feio mesmo no modo Eco, que é o mais manso dos quatro disponíveis para o modelo (Eco, Normal, Sport e Individual).

A conta da diversão, é claro, vem na hora de abastecer: o Jetta GLI registra médias de 9,9 km/l (cidade) e 12,2 km/l (estrada). Marcas bem inferiores às do Civic. Ainda assim, são bons números para um automóvel de pegada esportiva.

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Comparativo Vw Jetta Gli X Honda Civic E Hev 6448
Civic Hybrid vs. Volkswagen Jetta GLICrédito: Ricardo Rollo/WM1

Conclusão

Vamos às contas. O Civic cobra mais caro no custo de revisões até 50 mil quilômetros: R$ 3.509,79. No Jetta, o proprietário terá que desembolsar R$ 2.215,74. Vale frisar, porém, que esse valor é mais baixo pelo fato de a Volkswagen “bancar” as três primeiras revisões do modelo.

Por outro lado, na simulação feita no Auto Compara, o sedã da Honda tem o seguro mais barato para o meu perfil e sem bônus ou descontos: R$ 8.909,60 na proposta mais acessível de cobertura completa. No Jetta, o valor mais baixo foi de R$ 12.915,05.

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O Civic é um carro mais espaçoso e sofisticado, que mesmo com um conjunto motriz mais focado em eficiência que no desempenho consegue ser um carro muito agradável de guiar.

Já o Jetta GLI não tem apenas o visual esportivo. É feito para quem gosta de acelerar e precisa de espaço para levar a família. Pode até não ser tão classudo ou econômico quanto o Honda. Mas é muito bem equipado e uma delícia para guiar.

Já se passaram algumas semanas desde que os dois modelos passaram aqui pela garagem de casa, mas eu ainda não defini qual seria a minha escolha. Há dias em que estou mais para o Civic. Em outros, para o Jetta. Seria ótimo se eu pudesse levar os dois.

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Evandro Enoshita

Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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