Elétricos e Híbridos 4 min. de leitura

Bugatti Tourbillon: um monstro híbrido de 1.800 cv

A marca francesa entrou no mundo dos eletrificados com um hipercarro que é hiper em todos os sentidos

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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A Bugatti é uma marca que não conhece limites. Quando você pensa que esses franceses maravilhosos criaram o carro mais monstruoso de todos os tempos, eis que eles nos surpreendem com um novo monstro em quatro rodas: o Tourbillon, um híbrido de linhas muito elegantes e conjunto motriz híbrido de mais de 1.800 cv.

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Bugatti TourbillonCrédito: Divulgação

O Tourbillon chega com a tarefa de substituir o Chiron na gama da Bugatti e – segundo a empresa – tem a nada humilde missão de ressignificar o que é um hipercarro. Tanto que se parece com um daqueles relógios caríssimos usados por milionários.

Isso, aliás, explica a escolha do nome do carro, já que Tourbillon é o nome dado a um tipo de relógio mecânico extremamente preciso e tratado como obra-prima. E há modelos com valores exorbitantes, na casa dos milhões de euros. Como um Bugatti, mas para levar no pulso.

Olhando só a carroceria, o Tourbillon parece uma evolução do Chiron. Essa semelhança é proposital e puramente prática. Segundo a fabricante, as linhas da carroceria – que se tornaram uma marca registrada dos Bugatti nos últimos 20 anos – permitem que o carro ultrapasse 400 km/h sem afetar o comportamento dinâmico e a refrigeração do conjunto motriz.

Mas, por baixo da casca, o Tourbillon é um carro completamente novo. Tem estrutura feita em fibra de carbono T800 – uma das mais resistentes produzidas atualmente pela indústria – e várias soluções para unir resistência e baixo peso, como a adoção de peças impressas em 3D e de braços de suspensão feitos em alumínio forjado.

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Bugatti TourbillonCrédito: Divulgação

Motorização híbrida

Até 2021, a Bugatti era parte do Grupo Volkswagen. Mas aí a empresa passou a ser controlada por uma joint venture entre a Porsche e a Rimac, uma fabricante croata de esportivos elétrico.

Com isso, a marca francesa escolheu um conjunto mecânico totalmente novo para o Tourbillon. Saiu de cena o famoso propulsor W16 quadriturbo usado desde o Veyron e entrou no jogo um motor 8.3 V16 de aspiração natural e com faixa vermelha em 9.000 rpm, desenvolvido com o auxílio da inglesa Cosworth. Imagina só o ronco desse monstro!

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Esse propulsor a combustão, com cerca de 1.000 cv, é combinado com dois motores elétricos (um em cada eixo) que contribuem para uma potência combinada de mais de 1.800 cv. A tarefa de controlar toda essa usina de força está nas mãos de um novo câmbio automatizado de oito marchas com dupla embreagem.

Ou seja: dá para ultrapassar os 400 km/h e ainda rodar cerca de 60 quilômetros sem gastar uma gota de gasolina. Como um carrinho elétrico qualquer.

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Bugatti TourbillonCrédito: Divulgação

Chega de telas!

Quem esperava um interior cheio de telas digitais vai se decepcionar. Ou não. Eu trocaria qualquer LCD de alta resolução pelo quadro de instrumentos que a Bugatti preparou para o Tourbillon. Um painel analógico que reproduz o visual e a mecânica dos relógios e foi desenvolvido com o auxílio de relojoeiros suíços, usando materiais nobres como titânio, safiras e rubi.

Para não dizer que o Tourbillon é totalmente livre de telas, o carro até tem botões com mostradores digitais e uma multimídia com aquele visual convencional. Mas que fica oculta, para não prejudicar o visual belíssimo do console central, em vidro e alumínio. E o sistema de áudio troca os alto-falantes convencionais por outro, que usa os painéis das portas e outras superfícies para reproduzir os sons.

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Bugatti TourbillonCrédito: Divulgação

Só em 2026

Apesar de ter revelado o Tourbillon, a Bugatti ressalta que o hipercarro ainda está em fase de testes e as primeiras das 250 unidades serão entregues para os compradores apenas em 2026. Com produção artesanal, cada exemplar irá partir de 3,8 milhões de euros (R$ 21,4 milhões). Um carro para poucos. Pouquíssimos. Com hora marcada.

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Evandro Enoshita

Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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