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Clima e indústria: políticas devem estar juntas

Europa começa a constatar que não pode manter incentivos fiscais por longos períodos para apressar vendas de elétricos

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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Os países da União Europeia, finalmente, começam se preocupar com a descasamento entre a necessária atenção às mudanças climáticas e o longo caminho de adaptação da indústria automobilística.

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Frota Europeia Emissões 3Crédito: Reprodução/theicct.org

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A pressa é inimiga da perfeição, já dizia o jurista Rui Barbosa, no início do século passado. E a Europa só agora começa a constatar que não pode manter incentivos fiscais por longos períodos para apressar as vendas de veículos elétricos, sem desequilibrar as contas públicas e comprometer o tempo necessário para adaptação da indústria e sua extensa cadeia de fornecedores.

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União Europeia tem nova proposta que permite motores a combustão mesmo depois de 2035
Frota Europeia Emissões 2Crédito: Reprodução/iStock

Matias Giannini, brasileiro e presidente executivo da multinacional Horse Powertrain, chama atenção para o fato de que mais da metade dos veículos produzidos no mundo ainda dependerá de motores de combustão em 2040.

Também aponta o acerto do Mover (Programa Mobilidade Verde e Inovação) criado pelo Brasil. O País estabeleceu assim um marco regulatório claro, de longo prazo. Criou incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento, sem esquecer de uma metodologia de contabilidade de gás carbônico (CO²) com base no ciclo de vida dos veículos.

Primeiramente, da origem da geração de energia até as emissões no escapamento dos carros. Em uma segunda etapa, a desmontagem e reciclagem total.

“O Brasil demonstra ser possível reduzir emissões de carbono sem destruir toda uma cadeia produtiva ou perder competitividade. E faz isso ao levar em conta sua matriz energética limpa, seus biocombustíveis e uma política industrial coerente. Um modelo que pode, sim, inspirar a Europa nesse momento”, conclui Giannini.

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A SAE publicou um manifesto que chama atenção para os marcos regulatórios da União Europeia (UE) sobre controle de gases de efeitos estufa (CO²) de veículos novos
Frota Europeia Emissões 1Crédito: Reprodução da internet

A Horse Powertrain, sediada em Londres, tem 17 fábricas em três continentes, incluindo a de São José dos Pinhais (PR), e cinco centros de Pesquisa e Desenvolvimento. É uma sociedade entre o Grupo Renault que inclui Nissan e Mitsubishi (45%), a chinesa Geely (45%) controladora de Volvo, Polestar, Lotus, ZEEKR, Lynk & Co, Livan (anteriormente Lifan), Proton, London Electric Vehicle Company (LEVC) e a submarca de SUVs elétricos Geometry, além do grupo árabe saudita de petróleo e gás Aramco (10%).

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Fernando Calmon

Escrito por Fernando Calmon

Colunista

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