Linha do tempo: os 50 anos da Honda CG
De geração em geração, a evolução da Honda CG salta aos olhos. Mas a essência de simplicidade e de robustez continua lá
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Ao longo de seus 50 anos, a Honda CG teve muitas mudanças, versões e séries. Atualmente a moto está em sua décima geração, acaba de ganhar uma série especial comemorativa batizada de “CG 50 Anos” e o WM1 conta a história desta best-seller sobre duas rodas.

Podemos ver na moto uma melhoria contínua de um produto que já nasceu bom, fato confirmado pelo sucesso de mercado – a CG é a moto mais vendida do país praticamente desde seu lançamento. Confira abaixo os detalhes e as principais novidades de cada geração.
A Honda CG ao longo de seus 50 anos
1ª Geração (1976-1982)

Nasce a Honda CG 125 – tem início 45 anos de história. Essa primeira versão ganhou o apelido de “bolinha” devido ao visual todo arredondado – e com lindos cromados. O motor monocilíndrico quatro tempos rendia modestos 10,4 cv, mas rapidamente ganhou fama por sua durabilidade e manutenção barata e fácil. A Honda dizia que a moto era capaz de fazer até 57 km/l. O garoto propaganda foi o jogador de futebol Pelé, o atleta do século. Em 1981, vieram a versão a álcool e o câmbio de cinco marchas (ainda todas para baixo).
2ª Geração (1983-1988)

A CG passa a ter linhas um pouco mais retas e fica um tanto mais encorpada. Algumas peças cromadas passam a ser pintadas. A moto ganha balança traseira mais longa, guidom mais alto, pneus maiores e tanque também maior, para 12 litros. Uma mudança importantíssima é feita no sistema elétrico, que passa de 6 para 12 volts. O carburador recebe o sistema Ecco — que melhorava o fluxo para evitar falhas nas acelerações mais severas.
Em 1985 veio o câmbio de cinco marchas com a primeira para cima. Em 1988, nasce a primeira versão Cargo, voltada para frotistas. Tinha banco apenas para o piloto, bagageiro grande, quadro e roda traseira reforçados e balança alongada em 8 cm.
3ª Geração (1989-1994)

É lançada a CG 125 Today, que chega com amortecedores traseiros reguláveis, ignição eletrônica (adeus platinado!), balança traseira 3,5 cm mais comprida, painel e banco diferentes e quadro reforçado. Em 1991, a moto sofre 69 alterações no motor e 74 no chassi. Assim, melhora o desempenho e a resistência do conjunto.
4ª Geração (1995-1999)

Nasce a primeira CG 125 com o sobrenome Titan, que nunca mais foi abandonado. A moto chega com desenho todo reformulado e cerca de 90 alterações técnicas, como tanque para 13 litros. A qualidade efetivamente foi aprimorada e um dos resultados foi a exportação da moto para Portugal, França e Inglaterra.
