Saiba o que muda na GM com o novo presidente
Thomas Owsianski deixou a Volkswagen para assumir a GM na América do Sul; estratégia de produtos deve mudar pouco
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A General Motors (GM) inicia o ano com uma mudança importante em sua liderança regional. Thomas Owsianski, executivo com mais de três décadas de experiência internacional no setor automotivo e ex-presidente da Volkswagen na Argentina, assume a presidência e o cargo de diretor-geral da GM na América do Sul. Ele sucede Santiago Chamorro, que deixou o cargo após três décadas na companhia.

A substituição no comando, importante salientar, ocorre em momento estratégico para a montadora, marcada por investimentos bilionários, renovação de portfólio e avanço da eletrificação. Só que, por ora, a chegada de Owsianski não deve alterar de imediato o rumo dos produtos Chevrolet na região.

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Quem manda na GM?
Poucas coisas devem mudar neste momento porque o planejamento de lançamentos e a estratégia de portfólio da empresa já estão definidos para os próximos anos. E vale lembrar, ainda, que a GM trouxe Fábio Rua – ex-IBM, em outubro de 2022 – para comandar as articulações sobre essa “nova fase”.
Rua tem sido o principal personagem dessa ofensiva de novos modelos da marca e da modernização das fábricas brasileiras – que vimos após o anúncio de R$ 7 bilhões em investimentos no começo de 2024.
Em entrevistas recentes, Rua confirmou que a marca se prepara para lançar 10 veículos eletrificados até 2030 e que o Brasil será peça-chave nessa transição.
O que esperar dos lançamentos em 2026
Entre os destaques previstos para este ano estão:
- Chevrolet Sonic: novo crossover de entrada, que marca a estreia de um novo modelo compacto no portfólio. Será rival de Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian, Nissan Kait, Citroën Basalt e até do Honda WR-V.
- Chevrolet Montana e Tracker: a picape e o SUV devem ganhar versões híbridas (do tipo leve, ou MHEV, com bateria de 48 Volts) para ampliar a oferta de eletrificação em segmentos populares.
- Chevrolet Onix Activ: fontes ligadas à fabricante afirmam que a versão aventureira do hatch poderá voltar – após sete anos de ausência – com visual renovado e foco em consumidores mais jovens.
- Chevrolet Captiva PHEV: híbrido plug-in de origem chinesa, o SUV médio deverá ser outro modelo da marca feito no Brasil, já com conjunto mecânico flex – no espaço que era da finada Troller, em Horizonte (Ceará), onde o Spark começou a ser feito em 2025.
- Chevrolet Captiva EV: a versão elétrica do SUV também deverá ser feita no Ceará, em regime de SKD.
- Chevrolet Blazer EV e Equinox EV: também cogita-se novas versões de Equinox e Blazer elétricos, o que reforça ainda a estratégia de SUVs eletrificados da empresa.
- Chevrolet S10 Midnight: a configuração de visual mais esportivo e escurecido da picape, feita em São José dos Campos (SP), é mais uma possibilidade de lançamento da marca para 2026.
Esses lançamentos, portanto, fazem parte da ofensiva da Chevrolet para ter posição de mais destaque no mercado brasileiro de automóveis, onde modelos como Onix e Tracker já foram líderes de vendas.
Continuidade e desafios do novo presidente
Thomas Owsianski vai estrear com a missão de fortalecer a base industrial e ampliar a competitividade da GM na região. E sua experiência deve contribuir para consolidar ainda mais a estratégia de eletrificação e inovação tecnológica.
No entanto, é possível constatar que, a curto prazo, a “cara” dos produtos Chevrolet mudará pouco.
Por conta disso, criamos até uma analogia aqui na redação: essa troca de presidente se assemelha à mudança de treinador em um grande clube. Em outras palavras, o novo líder assume o comando, mas o esquema tático por ora deve ser o mesmo – ou até que ajustes estratégicos sejam necessários.
