Elétricos elevam prejuízo para 18 marcas no mundo
Respeitado jornalista americano cita as marcas que tiveram prejuízo e que, por isso, mudaram os planos para elétricos
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O levantamento foi feito por Paul Eisenstein, um dos jornalistas especializados em automóveis mais respeitados e publicados do mundo. Seu trabalho já apareceu em numerosos veículos de notícias. O premiado americano é pioneiro no jornalismo digital e fundou o site Headlight.News.

Agora em março, publicou no Autoblog um texto que surpreendeu ao nominar 18 marcas que tiveram prejuízos ao lançarem carros elétricos. A maioria já mudou os planos de curto prazo e decidiu investir em híbridos.

Não se trata de desistir dos elétricos e sim de repensar estratégias. Os subsídios elevados acabaram ou foram drasticamente reduzidos pelos governos do Hemisfério Norte e também do Sudeste Asiático, incluindo Japão, Coreia do Sul e até a China.
Os balanços financeiros dão razão a Eisenstein. São prejuízos recuperáveis adiante, contudo fica difícil indicar quando e como. Em ordem alfabética, esta é a lista compilada pelo jornalista: Acura, Chevrolet, Dodge, Ford, Genesis, Honda, Hyundai, Infiniti, Kia, Lamborghini, Land Rover, Maserati, Nissan, Polestar, Porsche, Ram, Tesla e Volkswagen.
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Nenhuma marca chinesa foi citada porque as informações disponíveis são pouco precisas ou mesmo comparáveis. No caso da Tesla, que só produz elétricos, as vendas recuaram em 2024 e 2025. A BYD não está incluída, todavia o recuo alcançou mais de 35% no primeiro bimestre de 2026 com o fim dos subsídios estatais, embora a empresa se mantenha como maior produtora de elétricos.
A Honda, este mês, foi a última a anunciar seu primeiro prejuízo contábil em 70 anos atribuído aos gastos com desenvolvimento e às baixas vendas. Seu foco agora concentra-se em híbridos, e abandonou a meta de só vender elétricos até 2040.

Hoje, o problema principal concentra-se na rede de recarga em estradas, além do tempo que exige. O alcance também é menor durante viagens por dificultar a regeneração obtida em frenagens. Em poucas palavras, volto a resumir o cenário atual: rumo certo, ritmo incerto.
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