Royal Enfield supera 100 mil motos no Brasil
Marca anglo-indiana cresce progressivamente no País, que já se tornou seu segundo maior mercado no mundo
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A Royal Enfield acaba de atingir um dos marcos mais importantes de sua trajetória no Brasil: mais de 100 mil motocicletas em circulação no país. A conquista chegou em um momento emblemático para a fabricante, que celebra 125 anos de história global com produção ininterrupta.

Aproveitando o momento, a Royal Enfield também pretende acelerar ainda mais seu plano de expansão da rede de concessionárias: quer chegar a 70 pontos de venda até o final de 2026.

100 mil motos da Royal Enfield já circulam no Brasil
O resultado representa mais do que um número. É a confirmação de uma estratégia bem planejada e aplicada, que incluiu principalmente a criação de uma “comunidade” de proprietários de motos Harley-Enfield.
Isso quer dizer que, mais do que simplesmente comprar uma moto – ou uma moto da Royal Enfield -, os clientes são motociclistas que se identificaram com a marca, com seus modelos – a maioria de estilo retrô – e que desejam também se encontrar e fazer viagens, passeios e outra atividades juntos.

É algo que somente a Harley-Davidson já havia conseguido no Brasil – e BMW e Triumph, em escala muito menor. Mas a marca americana se tornou extremamente exclusiva e de nicho, e essa turma que se encontra para atividades diminuiu um bocado.
No caso da Royal Enfield, não para de crescer. E isso tem vários motivos: as motos da marca são bem mais acessíveis no aspecto preço, também podem ser pilotadas por iniciantes e pessoas de baixa estatura e, além disso, incorporam uma certa personalidade que outras marcas não exibem.

Para completar, a própria Royal Enfield tem investido forte nessa estratégia de juntar seus clientes. Bons exemplos foram o enorme e bonito espaço criado na área do Capital Moto Week 2026, realizado em Brasília (DF) há algumas semanas, o estande no Festival Interlagos – Motos, realizado em São Paulo (SP) na semana passada e rides incríveis como o organizado no próprio Autódromo de Interlagos, com cerca de 1.900 motos da marca.
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São as “experiências de marca”, que ajudam a cultivar e enaltecer a cultura e a história da marca, aproximam os clientes de concessionários e da própria fabricante e – não menos importante – permitem que os compradores usem suas motos em cenários e circunstâncias favoráveis.
“Alcançar a marca de 100 mil motos em circulação no Brasil é motivo de enorme orgulho para a Royal Enfield. Mais do que celebrar um número, comemoramos a construção de uma comunidade apaixonada, que confia na marca e participa ativamente dessa trajetória”, corrobora Gabriel Patini, diretor-executivo da Royal Enfield para a América Latina.

Patini destaca, ainda, que o Brasil ocupa hoje uma posição estratégica dentro da operação global da Royal Enfield – é o segundo maior mercado da marca do mundo, depois da Índia. “E continuará sendo protagonista nos próximos anos”, afirma ele
A Royal Enfield emplacou 3.024 motocicletas em julho último, e continua sendo uma das protagonistas do segmento de média cilindrada. Dados de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) revelam que a marca respondeu por mais de 70% das vendas do segmento de motos clássicas nos primeiros meses de 2026, com cerca de 10 mil unidades emplacadas no período.

A fabricante lidera o segmento de clássicas e custom no Brasil, ocupando as três primeiras posições do ranking de emplacamentos da categoria – com os modelos Hunter 350, Super Meteor 650 e a Meteor 350, respectivamente.
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