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Niagara x Toro: veja onde cada uma leva vantagem

A caminhonete da Renault chegará em novembro para ser a concorrente mais forte que a picape da Fiat já encarou

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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Várias tentaram, mas nenhuma conseguiu tomar o posto da Fiat Toro. Lançada há pouco mais de uma década, a caminhonete da marca italiana nunca perdeu o posto de picape intermediária mais emplacada no Brasil.

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Renault Niagara (7)
Renault Niagara (7)Crédito: Divulgação

Um domínio tão grande que as marcas concorrentes evitaram o conflito direto. Ora com modelos um pouco menores e mais baratos que a Toro, ora com produtos maiores e mais refinados, para brigar apenas com as versões mais caras da picape da Fiat.

Mas a Renault Niagara é diferente. Com porte e capacidade de carga equivalente às da Toro, além de motorização apenas flex, chegará para peitar diretamente a best-seller. E não faltam armas para isso – embora a caminhonete da Renault não leve a melhor em todas. Confira a seguir.

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Onde a Niagara leva vantagem sobre a Toro?

1. Vão livre para o solo

A Niagara fica mais longe do solo que a Toro: o vão livre é de 223 mm (4×2) e 233 mm (4×4). Na Toro, esse espaço livre varia entre 198 mm (versão Ranch 4×4) e 223 mm (versão Ultra).

2. Pacote tecnológico

É aqui que pega a diferença de uma década entre os projetos da Toro e da Niagara. Embora o modelo da Fiat não tenha parado de evoluir em dez anos, a caminhonete da Renault chegará ao mercado com uma clara vantagem.

Começando pelo pacote ADAS. A Niagara será comercializada com itens como controlador adaptativo de velocidade, assistente de manutenção em faixa, alerta de pontos cegos, alerta de tráfego cruzado na traseira com frenagem automática e a frenagem automática de emergência. De todos esses itens, a Toro é equipada – mesmo na versão de topo Ranch – com o monitor de pontos cegos e a frenagem automática de emergência.

A Niagara tem ainda câmera 360 graus e a multimídia com sistema operacional Google, que permite acessar os serviços e aplicativos da empresa de tecnologia via comando de voz. Ou consultar o chatbot Google Gemini.

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3. Mais refinamento e mais espaço

Com um interior herdado do SUV Boreal – que compartilha a plataforma com a picape – a Niagara tem uma cabine com acabamento caprichado e um visual mais atual que o da Toro.

Além disso, apesar do entre-eixos 2 cm mais curto, a Niagara aparenta ter uma cabine mais espaçosa e um banco traseiro mais confortável, com inclinação mais parecida com a que se encontra em um SUV. A Renault afirma que o espaço para os joelhos é o melhor do segmento. E, atrás do encosto, ainda há um porta-objetos com 36 litros de capacidade.

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Onde a Toro leva vantagem sobre a Niagara?

1. Medidas externas

Apesar de ambas serem muito parecidas, a Toro ainda é maior que a Niagara: são 4,95 metros de comprimento, 1,84 metro de largura, 1,67 metro de altura e um entre-eixos de 2,98 metros.

Já a Niagara é ligeiramente mais curta e estreita, mas dá o troco na altura: 4,94 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,71 metro de altura e entre-eixos de 2,96 metros.

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2. Capacidade de carga

Comparando a versão Endurance da Toro com a Niagara, a caminhonete da Fiat leva uma evidente vantagem em capacidade de carga. São 750 quilos, ante os 654 quilos do modelo da Renault.

Já em litragem de caçamba, a disputa é um pouco mais equilibrada. São 937 litros na Toro e 938 litros na Niagara. Mas com diferença no formato do compartimento de carga: a caçamba da picape da Fiat é mais larga e mais baixa. Já a do modelo da Renault é 33 cm mais estreita (1,03 metro), mas tem 4 cm a mais na altura.

E no lugar da tampa da caçamba bipartida e com abertura lateral, a Niagara tem uma tampa convencional, com abertura e fechamento assistidos.

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3. Motorização híbrida no documento

Para quem quer escapar do rodízio em São Paulo ou garantir desconto ou isenção do IPVA, a Niagara não é opção. Enquanto as versões flex mais caras da Toro já saem de fábrica com um conjunto motriz híbrido-leve de 48 Volts, a Renault Niagara terá como única opção de motorização no lançamento o “100% a combustão” 1.3 turbo flex de 160 cv de potência.

A própria Renault já confirmou que trabalha em uma motorização híbrida para a picape. Mas que deverá estrear no mercado brasileiro apenas no final de 2027.

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Evandro Enoshita

Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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