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Great Wall registra SUV Wey Macchiato no Brasil

Utilitário de porte médio da marca de luxo Wey poderá ser rival de Jeep Compass, VW Taos e Toyota Corolla Cross. Conheça

Redação WM1
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A Great Wall quer e vai investir pesado no Brasil para emplacar seus modelos por aqui. Depois de comprar a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) – local onde a fabricante alemã chegou a produzir o Classe C e o GLA -, a marca chinesa avança nos seus planos para o Brasil. Desta vez, foi descoberto que a empresa fez registros no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) do SUV Wey Macchiato, modelo que pertence à sua marca de luxo.

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Wey Macchiato Frente
Wey Macchiato, híbrido, poderia disputar mercado com Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e VW Taos, entre outrosCrédito: Divulgação

O foco da GWM será maior em SUVs e picapes e os utilitários mais sofisticados de sua linha de carros de luxo “Wey” certamente estão no radar. O Macchiato segue essa filosofia. Com 4,52 m de comprimento e 2,71 m de entre-eixos, o carro tem o mesmo tamanho do Haval H6, outro SUV cotado para o Brasil.

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Como é o Wey Macchiato

Pelo porte e pela proposta, é de se prever que o Wey Macchiato seja mais um concorrente de Jeep Compass, VW Taos, Ford Territory, Chevrolet Equinox e Toyota Corolla Cross. A filosofia de chineses no Brasil ainda mantém um pouco aquela ideia de que carros maiores podem ser oferecidos por preços menores, mas isso tem diminuído na medida em que a qualidade dos veículos do país asiático sobem.

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Wey Macchiato
Wey Macchiato é um dos registros feito pela Great Wall no INPICrédito: Reprodução/INPI

Isso posto, vale destacar portanto que o Wey Macchiato não é maior que os rivais já citados, mas carregará quantidade de equipamentos suficiente para disputar mercado com as versões mais caras destes concorrentes. Na China, por exemplo, o SUV tem até versões híbridas – e com isso podemos imaginar que, em poucos anos, essa configuração possa ser feita no interior de SP.

O Macchiato é feito sobre uma plataforma modular chamada DHT híbrida, a mesma do Haval H6 e que também faz o Jolion, outro SUV da Great Wall na mira do mercado brasileiro. Na versão híbrida, une um motor 1.5 aspirado de 102 cv a um elétrico de 136 cv – juntos, de acordo com a empresa,  rendem 192 cv e 25,5 kgf.m. Esse conjunto pode fazê-lo rodar até 35 km/h só no modo elétrico.

Outra versão do modelo é a chamada Phev, híbrida ao estilo plug-in (recarregável na tomada), que usa motor elétrico de 204 cv (de sua marca de EVs chamada “Ora”) aliado a outro propulsor de ciclo Atkinson. Nessa configuração, o Macchiato consegue fazer até 21,3 km/l e rodar mais de 1.112 quilômetros com um tanque de gasolina.

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Wey Macchiato Traseira
Wey Macchiato, híbrido, poderia disputar mercado com Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e VW Taos, entre outrosCrédito: Divulgação

Quando chega?

Os planos da Great Wall para o Brasil são grandes. A marca chinesa “namora” o mercado brasileiro há cerca de 10 anos. A aquisição da fábrica da Mercedes já havia sido dada como certa pela imprensa, como publicamos aqui no WM1 mesmo antes de ter sido confirmada oficialmente.

A gigante automotiva chinesa atua globalmente com quatro divisões distintas. O maior volume de vendas está com a Haval e sua linha de SUVs. Mas a Great Wall é referência em picapes na Ásia, com sua gama chamada Poer – única que leva o nome do grupo. Aqui no WM1, você já pôde conferir os modelos que a marca chinesa poderia vender no Brasil, com destaques para SUVs e picapes.

A estimativa é de que os trabalhos comecem com a Haval e a linha Poer. Segundo executivos e consultores questionados pelo WM1, os SUVs e picapes são para garantir volume e rentabilidade iniciais. As operações fabris virão na sequência, com foco na produção de SUVs menores (coisa para 2023). Nesse meio tempo, a montadora vai importar modelos da Ora e da Wey para servirem como “vitrine tecnológica”. Esta pode ser a chance do Macchiato.

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Wey Macchiato Painel
Modelo tem porte médio, mas poderá ser melhor equipado que os SUVs nacionais que conhecemosCrédito: Divulgação

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