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Produção de veículos cresce 5% em janeiro

De acordo com balanço da Anfavea, crescimento das vendas foi de 12,9%, mas índice não deve ser comemorado

Marcelo Monegato
Marcelo Monegato

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A produção de veículos no Brasil em janeiro de 2023 registrou um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado, anunciou nesta terça-feira (7) a Associação das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No entanto, em relação a dezembro de 2022, a queda foi de 20,3%.

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Linha de produção de automóveis na China mostra funcionários com máscaras trabalhando em uma arquitetura de carro
Coronavírus para a produção de automóveis na ChinaCrédito: Autología México

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Fábrica Chevrolet Gravataí
Fábrica Chevrolet GravataíCrédito: Divulgação

Em números absolutos, a indústria automotiva brasileira fabricou em janeiro deste ano 152,7 mil unidades frente a 145,4 mil unidades no mesmo período de 2022. Já em dezembro do ano passado, a produção foi de 191,6 mil veículos. Importante lembrar que em janeiro de 2020 e janeiro de 2021 os números foram de 191,7 mil e 200,4 mil veículos produzidos, respectivamente.

De acordo com o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, o crescimento modesto tem como fatores influenciadores as férias coletivas concedidas pelos fabricantes, e também pelo ajuste natural da produção a partir da demanda.

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Em janeiro, as vendas de veículos registraram 142,9 mil emplacamentos, um aumento de 12,9% em comparação a janeiro de 2022, quando 126,5 mil unidades foram vendidas. No entanto, em comparação com dezembro do ano passado, quando 216,9 veículos foram emplacados, a queda foi de 34,1%.

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Linha de produção de carros vazia
Paralisação de fábrica está entre as medidas das marcas em relação à pandemiaCrédito: iStock

De acordo com Leite, a alta não pode ser encarada como o início da recuperação do mercado brasileiro, pois a base de crescimento (janeiro/2022) era muito baixa. “Em janeiro, o problema do setor automotivo foi mais de demanda do que de oferta. O ano começa com o mercado automotivo desaquecido, em função das crescentes dificuldades de crédito e do clima de incertezas sobre o desempenho da economia em nível nacional e global”, analisou.

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Outra questão pontuado pelo executivo é que janeiro é um mês de muitos gastos para o brasileiro, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), e até questões envolvendo estudos (material escolar e rematrícula).

Em fevereiro, os índices também deverão ser modestos, já que é um mês mais curto (28 dias, apenas), o feriado de Carnaval tradicionalmente interfere nos dias de vendas de veículos.


Marcelo Monegato

Escrito por Marcelo Monegato

Editor-chefe

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