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Stellantis testa carro com bateria “inteligente”

Protótipo do Peugeot e-3008 estreia sistema que simplifica recarga e pode até reduzir o peso do veículo

André Deliberato
André Deliberato

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Em parceria com a Saft (do grupo TotalEnergies), a Stellantis anunciou nesta sexta (19/9) que começou a testar nas ruas da França um carro elétrico com uma tecnologia nova chamada “IBIS” – um sistema inteligente que deixa a bateria mais eficiente e o carro mais simples por dentro.

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Peugeot 3008 F1
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O primeiro modelo a usar essa novidade é um Peugeot e-3008, que ganhou a bateria especial capaz de fazer o trabalho de várias peças ao mesmo tempo – como carregador e inversor, que normalmente ficam separados.

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Peugeot e-3008: Stellantis testa nova tecnologia de bateria
Peugeot e-3008: Stellantis testa nova tecnologia de bateriaCrédito: Divulgação

A nova tecnologia da Stellantis na prática

Na prática, isso significa menos fios, menos peso e mais espaço livre no carro. Além disso, o tempo para recarregar a bateria pode cair em até 15% e o consumo de energia também deve ficar menor.

Para quem cuida da manutenção, a Stellantis diz que o novo sistema facilita bastante o serviço e ainda ajuda a reaproveitar baterias usadas em outras funções, como em casas ou prédios.

O projeto IBIS é fruto de uma pesquisa colaborativa com universidades e centros de tecnologia franceses.

Os testes começaram em baterias fixas, como as usadas em prédios, e agora chegaram aos veículos. A ideia é que essa tecnologia possa ser usada nos modelos da Stellantis até o fim da década – e talvez, possivelmente, até em trens, navios e aviões no futuro.

Segundo relatos de engenheiros da Stellantis e da Saft, o segredo da inovação está no processo de “simplificar”.

Ao juntar tudo dentro da bateria, o carro fica mais leve, pode também ficar mais barato e ainda mais fácil de se usar. Vale destacar que isso ainda deve ajudar carros elétricos e eletrificados a se tonarem mais acessíveis para todo mundo.

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Leapmotor C10 Zhejiang (2)Crédito: Divulgação

Quais são as baterias dos EVs de hoje?

Carros elétricos, hoje, já funcionam de maneira “simples”: eles têm baterias que armazenam energia e enviam essa energia para motores elétricos. Ou seja, a energia é transformada em movimento.

A bateria mais comum atualmente é a de íons de lítio. É usada em modelos como Tesla, BYD e Peugeot. Funciona como uma espécie de caixa de energia, que libera elétrons para alimentar o motor.

É leve, eficiente e pode ser recarregada centenas de vezes, o que a torna ideal para uso diário. Além disso, oferece boa autonomia e a recarga é relativamente rápida.

Outro tipo que vem ganhando espaço é a a bateria de  lítio-ferro-fosfato (LFP). É um pouco mais pesada, mas tem vida útil mais longa e é mais segura contra superaquecimento. Por isso, é muito usada em carros que priorizam durabilidade e custo mais baixo.

Já as baterias de níquel-manganês-cobalto (NMC) oferecem alta densidade de energia. Ou seja, conseguem armazenar mais carga em menos espaço – o que garante maior autonomia. Mas estas têm custo mais elevado.

Além dessas, há pesquisas em andamento com baterias de estado sólido, que prometem ser ainda mais seguras e eficientes, embora ainda estejam em fase de testes.

Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens, mas todas funcionam com o mesmo princípio básico: armazenar energia elétrica e liberá-la de forma controlada para o motor elétrico movimentar o carro. É quase como se fossem tanques de combustível invisíveis, só que cheios de eletricidade em vez de gasolina.

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André Deliberato

Escrito por André Deliberato

Editor-assistente

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