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Enxergar o invisível é o novo avanço em segurança

Tecnologias térmica e de radar unidas vão aprimorar os recursos e proporcionar maior nível de segurança

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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O acrônimo ADAS (sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista) se integrou definitivamente ao vocabulário de quem acompanha a evolução do automóvel. Muito além de uma sopa de letrinhas tecnológica, esses sistemas representam o maior avanço em segurança ativa das últimas décadas.

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Radar Com Sensor Térmico
Radar Com Sensor TérmicoCrédito: Reprodução da internet

Projetados para reduzir o risco de colisões por meio de alertas ou intervenções diretas nos comandos do veículo, eles continuam em evolução contínua. Concentram-se na resposta da engenharia ao fator que causa 90% dos acidentes: o erro humano.

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Nissan Kait Tela Alerta De Ponto Cego
Nissan Kait Tela Alerta De Ponto CegoCrédito: Divulgação

Segundo o Departamento de Transportes dos EUA, mais de 90% da frota de veículos de passageiros naquele mercado já incorporam de série várias dessas tecnologias, como frenagem autônoma de emergência ou alerta de saída de faixa.

E os números comprovam a eficácia: sistemas de prevenção de colisões frontais têm potencial para reduzir acidentes em até 29%. No Brasil, estes recursos continuam a avançar nos modelos de preços médio e alto, algumas vezes como opcionais ou de série nas versões de topo.

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Nissan Versa 2024 Alerta Inteligente De Ponto Cego
Nissan Versa 2024 Alerta Inteligente De Ponto CegoCrédito: Divulgação

Até 2029, haverá obrigatoriedade para todos os modelos de frenagem automática de emergência (AEB, em inglês), além de alerta de saída de pista e manutenção de faixa de rodagem. Estudos apontam que o conjunto destes auxílios ajuda a evitar até 50% dos acidentes, incluindo a proteção a pedestres e ciclistas.

Resumidamente, o ADAS utiliza uma “visão” composta por radares, câmeras e processamento de imagem para evitar ou mitigar acidentes tanto no tráfego urbano quanto rodoviário.

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Perspectiva histórica

Embora o tema pareça futurista, a semente foi plantada há mais de 70 anos. No final da década de 1940, um inventor americano patenteou um controle de velocidade que resistia à pressão no acelerador, caso um radar dianteiro detectasse um obstáculo. O custo elevado e a baixa prioridade dada à segurança, na época, engavetaram a ideia.

Na década de 1960, se popularizou no mercado americano o sistema de Controle de Velocidade de Cruzeiro. O motorista fixava determinada velocidade no carro sem precisar pisar no acelerador. A finalidade era mais de conforto para enfrentar, principalmente, longos trechos de estrada. Se ele desejasse aumentar a velocidade, bastava pisar no acelerador. Já em caso de emergência, ao pisar no pedal do freio, o acelerador voltava automaticamente à posição de descanso.

O verdadeiro divisor de águas para o que entendemos hoje como ADAS surgiu na década de 1970, graças aos freios com antibloqueio das rodas (ABS, em inglês) seguido por controles de tração e estabilidade (ESP). Esses foram os alicerces da segurança ativa moderna. Adiante surgiram vários equipamentos de segurança ativa: informação de ponto cego, aviso de saída de faixa e controle de cruzeiro adaptativo entre outros.

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Radar Com Sensor Térmico
Radar Com Sensor TérmicoCrédito: Reprodução da internet

Próximo salto: além da visão humana

Apesar do estágio avançado, os sensores atuais (câmeras e radares convencionais) ainda sofrem limitações em condições climáticas severas, como neblina densa, chuva ou neve. A próxima geração de ADAS busca superar esses obstáculos com a fusão de imagens térmicas e radares Doppler.

O sensoriamento da empresa canadense Magna poderá gerar imagens térmicas em tempo real para ampliar a percepção do motorista em até quatro vezes, além do alcance dos faróis, detectando pedestres, ciclistas e animais a até 200 metros à frente do veículo.

Assim, os motoristas poderão ter mais tempo para reagir e evitar colisões, mesmo nas condições climáticas ou de direção mais desafiadoras. Ao combinar a assinatura térmica com a precisão do radar para determinar velocidade e direção, o veículo ganha uma capacidade de análise ambiental muito superior à dos olhos humanos. O futuro da segurança veicular reside nessa capacidade de “enxergar o invisível”, tornando a condução não apenas mais fácil, mas essencialmente imune às falhas de percepção do motorista.

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Fernando Calmon

Escrito por Fernando Calmon

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