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Citroën tem Basalt 1.0 por menos de R$ 90 mil

O modelo da marca francesa é uma das opções mais acessíveis do segmento de SUVs no mercado brasileiro

Evandro Enoshita
Evandro Enoshita

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O Citroën Basalt estreou em outubro de 2024 tendo como principal atrativo o fato de a versão de entrada Feel 1.0 custar menos de R$ 90 mil. Mas esse era um preço promocional de lançamento e, hoje, esse mesmo carro custa bem mais. Certo?

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Citroën Basalt manual é uma boa opção?
Citroën Basalt é o carro mais vendido da marca em 2025Crédito: Evandro Enoshita/WM1

Sim e não. O valor de tabela desse SUV-cupê já está em R$ 102.490. Mas a boa notícia é que ainda é possível achar exemplares do modelo à venda por até menos que R$ 90 mil.

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Citroën Basalt manual é uma boa opção?
Citroën Basalt Feel Manual (4)Crédito: Evandro Enoshita/WM1

Basalt 1.0 por menos de R$ 90 mil

Fiz uma busca rápida aqui na Webmotors e, além daqueles anúncios com preços exclusivos para taxistas ou PcD, encontrei algumas unidades disponíveis na capital paulista e na Grande São Paulo com preços de hatch compacto de entrada.

Mas aqui vale uma observação: são exemplares remanescentes da linha 2025, que têm como grande diferença em relação ao Basalt Feel 1.0 2026 a ausência do sensor de estacionamento traseiro.

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Citroën Basalt manual é uma boa compra?
Citroën Basalt Feel Manual (2)Crédito: Evandro Enoshita/WM1

De resto, é o mesmo carro que já testamos aqui no WM1, equipado com motor 1.0 aspirado de 75 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas.

A lista de equipamentos inclui ainda airbags laterais, painel digital configurável, multimídia de 10,25 polegadas, ar-condicionado e vidros, travas e retrovisores elétricos.

E aí? Abraça ou passa?

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Ficha Técnica – Citroën Basalt 1.0 Firefly Flex Feel Manual

  • Motor 1.0 Firefly, 3 cilindros
  • Potência: 75 cv a 6.000 rpm (etanol) / 71 cv a 6.000 rpm (gasolina)
  • Torque: 10,5 kgfm a 3.250 rpm (E) / 10 kgfm a 3.250 rpm (G)
  • Câmbio manual de 5 marchas
  • Tração dianteira
  • Consumo na cidade: 9,2 km/l (E) / 13,2 km/l (G)
  • Consumo na estrada: 10,1 km/l (E) / 14,3 km/l (G)
  • Comprimento: 4,34 metros
  • Largura: 1,82 metro
  • Altura: 1,58 metro
  • Entre-eixos: 2,64 metros
  • Altura do solo: 180 milímetros
  • Peso: 1.120 kg
  • Carga útil: 400 kg
  • Tanque: 47 litros
  • Porta‑malas: 490 litros
  • Rodas de liga leve 16″
  • Pneus 205/60 R16 (dianteiros e traseiros)
  • 4 airbags (frontais + laterais dianteiros)
  • Freios ABS com EBD
  • Controle de estabilidade (ESC)
  • Controle de tração (TCS)
  • Frenagem autônoma de emergência (AEB)
  • Assistente de partida em rampa (HSA)
  • Sensor de pressão dos pneus (TPMS)
  • Câmera de ré
  • Direção elétrica com ajuste de altura
  • Ar-condicionado manual
  • Vidros elétricos dianteiros e traseiros (função “um toque”)
  • Travamento elétrico
  • Retrovisores elétricos
  • Alarme com acionamento remoto
  • Banco do motorista com ajuste de altura
  • Computador de bordo
  • Painel digital
  • Central multimídia touchscreen de 10″
  • Android Auto e Apple CarPlay sem fio
  • Bluetooth
  • Carregador USB‑C
  • Garantia total: 36 meses

Garantia de motor e câmbio: 36 meses

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Perguntas mais frequentes sobre o Citroën Basalt 1.0 manual:

1. Quanto custa o Citroën Basalt 1.0 manual?

O Basalt Feel 1.0 manual chegou ao mercado com preço sugerido de R$ 91.990, posicionando-se como o SUV 0 km mais barato do Brasil. Isso coloca o modelo na faixa de compactos como Onix e Polo Track, mas entregando porte e espaço de SUV.

2. O Basalt 1.0 manual vale a pena pelo custo-benefício?

Sim — e esse é justamente o principal apelo. O WM1 destaca que, por preço de hatch, você leva um SUV com muito espaço interno, porta‑malas de 490 litros, boa lista de equipamentos e consumo eficiente. É um modelo que se destaca para quem precisa de espaço, economia e preço baixo.

3. Ele é fraco? Como é o desempenho do motor 1.0 Firefly aspirado?

O desempenho é modesto, como esperado de um 1.0 aspirado. O Firefly entrega 75 cv e 10,7 kgfm, o que é suficiente para o uso urbano. Ele sobe giro com facilidade, responde bem em baixas velocidades e é ajudado pelo câmbio com marchas curtas. Mas na estrada, é preciso paciência: ultrapassagens exigem mais espaço, e subidas pedem reduções constantes.

4. Quanto o Basalt 1.0 manual consome?

Segundo o WM1, consumo é um dos pontos fortes. Com gasolina, fica na casa de:

  • Cidade: cerca de 13 km/l
  • Estrada: entre 14,3 e 14,6 km/l

Números acima da média para o porte do Basalt, especialmente considerando o espaço interno generoso.

5. O espaço interno é realmente bom?

Sim — e esse é outro destaque do WM1. O entre-eixos de 2,64 m garante bom espaço para as pernas, mesmo para passageiros mais altos. Na prática, ele acomoda a família com folga, e até quem vai no banco do meio só sofre um pouco com o túnel elevado.

6. O porta‑malas do Basalt 1.0 é realmente grande?

É enorme para a categoria: 490 litros, maior que a maioria dos SUVs compactos e até alguns médios. Para quem usa o carro em viagens ou precisa transportar carrinho de bebê, malas e compras, é um diferencial decisivo.

7. E os equipamentos? Ele é muito pelado?

Surpreendentemente, não. Mesmo sendo a versão mais barata, o WM1 destaca:

  • Central multimídia 10″ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio
  • Painel digital de 7″
  • Vidros, travas e retrovisores elétricos
  • Rodas de liga leve 16″
  • DRL em LED
  • Velocímetro digital
  • Ajuste de altura do banco do motorista
  • Ficam de fora itens mais avançados, como assistentes de condução. Mas a lista é honesta para o preço.

8. Como é o Basalt 1.0 na estrada?

No uso rodoviário, ele exige mais planejamento. O WM1 relata que, embora o carro seja confortável, estável e silencioso para seu porte, o motor 1.0 aspirado deixa claro seu limite em subidas, ultrapassagens e retomadas. É um SUV feito para andar sem pressa.

9. O câmbio manual é bom?

O escalonamento ajuda bastante o motor — quatro primeiras marchas curtas deixam o carro esperto na cidade. A 5ª é mais longa, reduzindo o giro e o ruído na estrada. Porém, algumas avaliações externas apontam que o engate poderia ser mais preciso e a manopla mais ergonômica.

10. O Basalt manual tem algum ponto fraco importante?

Sim. Os principais são:

  • Desempenho limitado, especialmente fora da cidade
  • Acabamento simples, com a utilização de muitos plásticos
  • Falta de itens de segurança ativa (ADAS)

Mesmo assim, o conjunto geral compensa para quem prioriza preço e espaço.

Quais são as características de um SUV de entrada?

Um SUV de entrada é, em essência, um utilitário pensado para quem busca a experiência e a postura de um SUV, mas mantendo preço, manutenção e consumo próximos aos de carros compactos. Esses modelos costumam priorizar acessibilidade, espaço e economia, reduzindo itens sofisticados para manter o custo baixo.

Em geral, esse tipo de SUV oferece bom espaço interno, com entre-eixos parecido com o de compactos maiores, além de porta‑malas acima da média — alguns chegam perto ou superam os 450 litros, como ocorre com o Citroën Basalt 1.0 manual, que entrega 490 litros mesmo sendo o SUV mais barato do país.

A suspensão costuma ser mais alta e voltada ao conforto, ajudando no uso urbano e em pisos ruins. A posição de dirigir elevada é outra característica marcante, trazendo sensação de domínio do trânsito — algo bastante valorizado por quem migra de hatches e sedãs.

Por ser uma categoria focada em custo-benefício, esses SUVs geralmente usam motores pequenos, muitas vezes 1.0 aspirados ou turbinados, priorizando economia em vez de desempenho. É comum que versões de entrada tenham câmbio manual, como acontece no próprio Basalt 1.0, que usa o motor Firefly aspirado para entregar consumo de até 14,6 km/l na estrada com gasolina.

No pacote de equipamentos, o consumidor encontra o essencial: ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricas, central multimídia (muitas vezes com Android Auto/Apple CarPlay sem fio) e itens básicos de segurança, como airbags e freios ABS. Recursos avançados, como assistentes de condução, isolamento acústico superior ou acabamento refinado, geralmente ficam de fora para manter o preço competitivo.

No fim, um SUV de entrada se define pelo equilíbrio: visual de SUV, espaço de verdade e economia, sacrificando desempenho e refinamento para entregar preço baixo e uso prático no dia a dia.


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Evandro Enoshita

Escrito por Evandro Enoshita

Repórter, WM1

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