Chevrolet Cobalt 2017 quer ser o Rei do pedaço
Sedã recebe novo motor 1.8L e fica mais ágil e econômico. Preço chega nos R$ 70 mil
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Resumo do teste
O tapa no visual deixou o modelo mais atual e refinado, mas o maior ganho está sob o capô. Se você precisa de espaço para a família e não é fanático por uma tocada esportiva, talvez esta seja uma boa alternativa para ser o seu próximo carro.
- Torque
- 17,7 kgfm a 2600 rpm (E)
16,8 kgfm a 2600 rpm (G) - Consumo Cidade
- 11,1 km/l (E)
12,1 km/l (G) - Consumo Estrada
- 14,4 km/l (E)
15,1 km/l (G) - Bagagem/carga
- 563 litros
- Câmbio
- Automática,
6 marchas

O Chevrolet Cobalt é um típico exemplo daquele cara que chega tímido no grupo, na humildade, fazendo de tudo para não ser visto, mas que ganha confiança com o tempo, começa a colocar as manguinhas de fora e, quando ninguém espera, domina o pedaço. O sedã foi apresentado em 2011 com um desenho simples, um motor 1.4L nada empolgante e espaço interno enorme (principalmente no porta-malas, são 563 litros). De cara despertou mais a atenção dos choferes de praça do que dos pais de família.
Porém aos poucos o sedã ganhou requinte, ficou classudo, no fim de 2016 encarnou um visual moderninho e mais recentemente, já para a linha 2017, trocou a alma, ou melhor, tirou de linha o beberrão e antiquado 1.8L Econoflex para receber um eficiente propulsor 1.8L SPE/4 Eco (que também passou a ser usado na minivan Spin). O tempo fez bem ao Cobalt e hoje ele se apresenta como uma das referências do seu segmento.
Meu último contato com o Cobalt havia sido na época do seu lançamento. A primeira sensível mudança de lá para cá foi no preço. No teste do WM1, avaliei a versão Elite, que não traz opcionais e custa na tabela R$ 68.990. A pintura, caso ela não seja a branca ou azul, sairá por mais R$ 1.400. Fatura total de R$ 70.390.
O Honda City, por exemplo, na versão mais básica com câmbio CVT sai por R$ 66.400, mas chega aos R$ 81.400, na EXL, a mais completa. Já o Ford Fiesta sedan Titanium, com câmbio PowerShift, sai por R$ 74.190. Ou seja, apesar do preço salgado, o Cobalt ainda se mantém bem em relação a concorrência.





















Um casamento, 580 km e 24 horas
Um bate e volta entre São Paulo e Ubatuba em menos de 24 horas para uma festa de casamento, numa viagem de 580 km, foi o pretexto para eu entender mais sobre a proposta do Cobalt 2017. Além do motor, a Chevrolet informou que 64 outros pontos foram alterados no sedã, da aerodinâmica ao peso (o modelo ficou 36 quilos mais leve). De cara, um deles está na direção elétrica que tomou lugar da antiga hidráulica. O conjunto ficou leve e preciso, além de ajudar no consumo de combustível.
Outra alteração foi no sistema multimídia. O serviço OnStar, que já estava presente no sedã desde o fim do ano passado, teve algumas funções incorporadas. Agora é possível utilizar o serviço de concierge para exibir mapas na tela do sitema Multilink, que também foi atualizado. Além disso, é possível fazer espelhamento com o Apple Car play e Android Auto.

É interessante ter a disposição uma babá eletrônica que te dá orientações das mais banais, como saber o resultado de um jogo até o endereço de um restaurante mais próximo. Os contatos foram sempre amigáveis, mas algumas vezes o Cobalt teimou em não querer receber o comando de mapa enviado pela simpática atendente. Já o funcionamento do mapa é diferente de outros sistemas do mercado. Não é possível, por exemplo, ter uma visão ampla do mapa, o conjunto foca nas próximas ações e só.
O acabamento também melhorou. Apesar de ainda contar com bastante plástico, o toque é suave. A versão testada trazia bancos forrados em couro marrom escuro com o nome da versão (Elite) bordada na parte superior do encosto. Há couro, por exemplo, em parte do acabamento das portas. Como pontos a melhorar estão os ajustes do banco do motorista, de acesso ruim, e o assento dianteiro curto para as pernas.
Motor novo, ânimo renovado
Na comparação com o Econoflex que equipava o Cobalt, o propulsor 1.8L SPE/4 Eco ficou 21% mais econômico que o antecessor. Segundo dados da montadora, com câmbio automático o motor chega a registrar 15,1 km/l na estrada abastecido com gasolina e 12,1 km/l na cidade, nas mesmas condições, no caso do sedã. Com etanol, as marcas são de 10,4 km/l e 8,3 km/l, respectivamente. Durante o nosso teste as marcas não foram tão expressivas. A média entre o ciclo urbano e estrada (mais neste último) ficou em 12,2 km/l. Um valor bom, considerando-se que no meio o Cobalt encarou a truncada serra entre Taubaté e Ubatuba duas vezes.
Além de mais eficiente, o novo propulsor ficou também mais potente. O torque máximo subiu de 17,1 kgf.m para 17,7 kgf.m, numa rotação menor (3.200 rpm para 2.600 rpm). Além disso, a potência máxima subiu de 108 cavalos para 111 cv.
Em relação a desempenho, o novo propulsor deixou o sedã 0,3 segundo mais ágil no 0 a 100 km/h e 0,8 segundo mais rápido nas retomadas entre 80 e 120 km/h. Não parece muito, mas foi o suficiente para deixar o sedã espero para fazer ultrapassagens em rodovias via sinais.
O novo motor se deu bem com o câmbio automático de seis marchas, que também recebeu algumas melhorias (entre elas, a opção de trocas manuais por meio de teclas na alavanca de câmbio). Não espere esportividade no Cobalt, a proposta do modelo nunca foi e nunca será esta. Tanto o conjunto mecânico quanto a suspensão privilegiam o conforto e a segurança. E pronto. Bem racional e eficiente.

Bom de seguro e manutenção
A Chevrolet fez um bom trabalho nos custos de revisão. Até os 60 mil quilômetros o comprador gastará pouco mais de R$ 3,2 mil na concessionária, uma média de R$ 540 a cada 10 mil quilômetros. O seguro também ficou bom para o segmento. Fazendo uma cotação para um condutor homem de 38 anos, casado, em São Paulo, a reportagem obteve no site AutoCompara um valor médio de R$ 2.293,36.
Revisões
| 10 mil km | R$ 220 |
| 20 mil km | R$ 500 |
| 30 mil km | R$ 656 |
| 40 mil km | R$ 480 |
| 50 mil km | R$ 424 |
| 60 mil km | R$ 992 |

Resumo
O tempo fez bem ao sedã da Chevrolet. Para a linha 2017, o Cobalt deixou a timidez de lado para se tornar um forte candidato a referência do segmento. Mesmo custando praticamente R$ 70 mil, o modelo apresenta um bom custo-benefício frente a concorrência. O tapa no visual deixou o modelo mais atual e refinado, mas o maior ganho está sob o capô. Se você precisa de espaço para a família e não é fanático por uma tocada esportiva, talvez esta seja uma boa alternativa para ser o seu próximo carro.
Prós
- Sedã está mais ágil e econômico
- Modelo manteve um bom custo-benefício, apesar do preço
- Nível de conectividade é uma das melhores do segmento
Contras
- Preço na versão Elite pode passar dos R$ 70 mil
- Visual melhorou, mas ainda é racional demais
- Interior manteve visual antiquado

Ficha Técnica
Comparar veículo- Motor – ECO
- Câmbio Automática, 6 marchas
- Tração Dianteira
- Potência 111 cv a 5200 rpm (E)
- Torque 17,7 kgfm a 2600 rpm (E) / 16,8 kgfm a 2600 rpm (G)
- Velocidade Máx. 170 km/h
- 0-100 km/h 10,9 s
- Consumo Cidade 11,1 km/l (E) / 12,1 km/l (G)
- Consumo Estrada 14,4 km/l (E) / 15,1 km/l (G)
- Comprimento 4481 mm
- Largura 1735 mm
- Altura 1523 mm
- Entre-eixos 2620 mm
- Capacidade do tanque de combustível 54 litros
- Capacidade de bagagem/carga 563 litros
- Peso Líquido 1135 kg
- Rodas e Pneus Liga leve, 195/65 R15 (diant.) / 195/65 R15 (tras.)
- Airbags 2 – Dianteiros
- Freios ABS com EBD Possui
- Piloto automático Convencional
- Sensor de pressão dos pneus Possui
- Sensor crepuscular (auto) Possui
- Assistente de estacionamento – sensor Traseiro
- Assistente de estacionamento – câmera De ré
- Direção com assistência Elétrica
- Direção com ajuste Altura
- Volante multifunções Possui
- Ar-condicionado Manual/convencional
- Computador de bordo Possui
- Número de lugares 5 lugares
- Material principal dos bancos Couro
- Vidros elétricos dianteiros Sist. um toque para motorista
- Vidros elétricos traseiros Convencional
- Travas elétricas Possui
- Ajuste retrovisor elétrico Possui
- Alarme – com acionamento à distância Possui
- Tela Multimídia – com GPS Via espelhamento (smartphone)
- Número alto-falantes 4
- Espelhamento com Smartphone Apple CarPlay + Google Android Auto
- USB Possui
- Bluetooth Possui
Pontuação do Especialista
Chevrolet Cobalt
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No bolso Preço, itens de série, seguro, revisões, consumo e garantia: o impacto real do veículo no seu orçamento, da compra à manutenção.
8.8/10
-
Tecnologia Multimídia, conectividade, assistentes de direção, câmeras e sensores: avaliamos todos os recursos tecnológicos embarcados no veículo.
9.4/10
-
Vida a bordo Conforto, ergonomia, qualidade dos materiais, espaço interno e porta-malas: como é a experiência real de motorista e passageiros no dia a dia.
8.9/10
-
Desempenho Aceleração, retomadas, frenagem e consumo de combustível ou energia: tudo sobre a performance real do veículo nas estradas e no cotidiano.
9.3/10
-
Opinião do Especialista Pontos fortes, limitações e veredicto final: a análise técnica e imparcial de quem entende de carro sobre custo-benefício e posicionamento no segmento.
7.8/10
Avaliamos cada veículo com base em critérios como consumo de combustível, custo-benefício, tecnologia, inovação em design, segurança, desempenho e muito mais.