Audi RS5 Coupé sabe fazer música boa para seus ouvidos

Fizemos o V8 4.2 aspirado deste alemão roncar alto nas nossas mãos. Ouça e divirta-se!

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Karina Simões
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Tem gente que gosta de música clássica, outros de pop, outros de rock e por aí vai. Para nós, que gostamos de graxa, não há nada mais agradável aos ouvidos do que a sinfonia de um motor de oito cilindros. Tivemos o prazer de passar alguns dias com um alemão de oito canecos aspirado que nos conquistou, entre outros quesitos, pelo som que ele produz. Estamos falando do Audi RS5 Coupé, vendido a ardidos R$ 476.990 e que traz no pacote um comportamento bipolar bem interessante, que vai do agressivo ao dócil pelo toque de um botão.

Comecemos pelo lado feroz. O RS5 Coupé é um dos modelos da linha de alta performance da marca das argolas, a Rennsport, ou para os íntimos, RS. Enquanto a grande maioria dos modelos da Audi são equipados com turbo, o motor do RS 5 vai na contramão, ele é um aspirado. Um V8 de 4.2 litros com injeção direta de combustível que rende 450 cv aos 8.250 giros e entrega 43 kgf.m de torque.

Ao ligar o carro, vem a primeira urrada. É impressionante como ele ronca alto mesmo parado, fazendo questão de evidenciar sua imponência. E se ligar o RS5 é divertido, imagine acelerá-lo. Pelo menos 90% da potência já está disponível na faixa dos 3 aos 8 mil giros. E por se tratar de um aspirado, a entrega de potência é sentida imediatamente, já que não existe o turbo lag. Para os não tão familiarizados com este mundo, o turbo lag é um atraso entre o momento que pisamos no acelerador até o funcionamento da turbina. Este gap é totalmente comum a motores sobrealimentados e atualmente existem sistemas que minimizam esse efeito.

O câmbio automatizado de sete marchas e dupla embreagem é o aclamado S-Tronic, com trocas rápidas e precisas. Todavia, as trocas podem ser feitas pelas borboletas atrás do volante, o que rende reduções deliciosas de se ouvir. Mais altas, as reduções empolgam de verdade.

Você pode escolher o “humor” do RS5 por um botão no painel chamado Drive Select. São quatro modos de pilotagem e é bem fácil e intuitivo alterá-los. Para começar, escolhemos o modo Dynamic. Além da resposta de freios e acelerador ficar mais sensível, a suspensão e a direção enrijecem e o som fica mais alto ainda! Conforme o motor vai enchendo, o ronco é rouco e encorpado, ao passo que o giro sobe o barulho vai ficando mais agudo. Como eu disse no começo deste texto, que sinfonia!

Neste modo, o RS5 adota um comportamento bem explosivo. Os quatro pneus 275/30 R20 parecem grudar no asfalto em um comportamento invejável nas curvas. A sensação de segurança que ele transmite aos ocupantes é enorme, isso graças à tração integral quattro aliada ao diferencial eletrônico no eixo traseiro, que melhora o comportamento em curvas e permite a distribuição correta de força entre as rodas.

Se você quiser um pouco mais de emoção, desligue o controle de tração, coloque o carro no modo “S”, pise no freio e no acelertador ao mesmo tempo e, quando o motor encher bem, tire o pé do freio. Prazer, este é o controle de largada que te rende um soco nas costas e um sorriso no rosto.

 A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 4,5 segundose a veleocidade máxima é limitada eletrônicamente a 250 km/h.

Mansinho em um toque de botão

Se aquela fome e asfalto passou e você está mais tranquilo, opte pelo modo confort que o RS5 fica quietinho e dócil, nem parece o mesmo carro. A direção e a suspensão ficam bem macias e até o barulho muda. Ainda há um modo automático e outro individual que você regula as respostas do carro a seu gosto.

Não é só no conforto, mas também no consumo que ele se mostra “comportado”. Notei que se dirigimos o carro de maneira civilizada, ele não bebe muita gasolina. Ou seja, esqueça aquele V8 beberrão do passado, as novas tecnologias estão ajudando as montadoras a desenvolverem propulsores cada vez mais eficientes. O consumo combinado (cidade/estrada) deste RS5 Coupé é de apenas 9,2 km/l – muito menor que seus principais concorrentes - , segundo a Audi.

Conquistador nato

Lógico que ele mostra para que veio quando você dá partida, mas mesmo parado ele pode te conquistar. O visual é muito elegante, especialmente pelo desenho da carroceria coupé de duas portas (na minha opinião, a mais charmosa de todas). A dianteira conta com uma grade enorme, imponente, enquanto na traseira, o charme fica por conta do espoiler, que se projeta automaticamente ao atinguirmos os 120 km/h – se vc quiser andar com ele aberto pra fazer um “tipo”, basta apertar um botão no console).

As rodas de alumínio de 20 polegadas tem um desenho bem minimalista e deixam à mostra os enormes discos de freio ventilados mordidos por pinças com as letras RS. Eles são eficientes e param bem os 1.715 kg do esportivo.

Como um legítimo esportido, ele é apertado. O acesso não é dos mais fáceis nem para o motorista, afinal, ele é um carro baixo e as abas laterais dos bancos esportivos abraçam os ocupantes. Atrás, há espaço para duas crianças e olhe lá, pois praticamente não há espaço para as pernas. O teto baixo reflete no aperto para a cabeça também. Um mimo é o botão no encosto dos bancos dianteiros para o passageiro que vai atrás afastá-los e sair do carro com mais facilidade. Revestidos em couro Napa, os assentos dianteiros são elétricos, enquanto o ajuste de altura e profundidade do volante é manual.

O interior tem acabamento bem sofisticado, há aplicações em fibra de carbono, ar-condicionado digital, computador de bordo com display colorido, controle de cruzeiro, espelho retrovisor interno com função antiofuscante automática, vidros com isolante térmico, entre outros mimos.

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Choque de realidade

Enquanto o diagnóstido de bipolaridade é mal visto em humanos, em automóveis esta característica pode ser muito atraente. A dupla personalidade do RS5 aliado ao seu motor aspirado, diferente do que encontramos na maioria dos carros da Audi, faz dele um exemplar especial. Ressalvas estão acerca do preço alto (quase meio milhão de reais!), especialmente se pensamos que ele vai circular em nossas ruas com pavimento precário. Dá dó do carro e do bolso ao pensar em danificar uma roda dessas em um buraco. Como a maioria dos carros de luxo que vem de fora, ele não conta com estepe, apenas um compressor para – tentar - salvá-lo do problema. Se você faz o tipo racional, talvez ele não te convença, mas se compartilha do mesmo gosto musical que nós, dê o play no nosso vídeo e aumente o volume. 

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