Equilibrada e dócil, Honda CBR 500R é esportiva para iniciantes

A partir de R$ 23.000, nova integrante da família 500cc preenche lacuna entre os modelos de 250/300cc e 600cc do segmento
  1. Home
  2. Vídeos
  3. Equilibrada e dócil, Honda CBR 500R é esportiva para iniciantes
Agência Infomoto
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

IMAGE

Há dois anos, a Honda apresentou uma nova família mundial de 500cc, em três versões: a naked CB 500 F; a esportiva CBR 500R; e a crossover CB 500X. Segundo a marca, a missão dessa linhagem – que compartilha chassi e motor – é criar novas categorias de entrada para o mercado de alta cilindrada. De acordo com a Moto Honda da Amazônia, hoje a empresa tem 29,6% do share do mercado brasileiro de alta cilindrada, mas espera ter um volume – até 2016 – superior a 30.000 unidades por ano com as três novas versões. Tornando-se assim a líder absoluta do segmento, com aproximadamente 50% de marketshare.

 

E a família 500cc, apresentada ao público brasileiro durante o Salão Duas Rodas 2013, tem grande papel nessa estratégia. A primeira a desembarcar nas concessionárias foi a naked CB 500F, em outubro passado. A esportiva CBR 500R chegou às lojas no fim do ano passado, mas só agora foi lançada oficialmente para a imprensa. A última integrante, a crossover CB 500X, tem seu lançamento marcado ainda para este primeiro semestre.    

 

A missão da CBR 500R é ampliar a participação da Honda no segmento Sport acima de 450cc, cuja fatia atual da empresa é de 49%. O público alvo da 500R são usuários vindos de motocicletas naked e esportivas de baixa cilindrada (até 300cc), e donos de esportivas usadas de alta cilindrada que querem uma opção atual e em conta dentro deste segmento, de acordo com pesquisas feitas pela marca da asa. E o preço público sugerido, R$ 23.000 (STD) e R$ 24.500 (ABS), coloca a CBR 500R como uma escolha muito racional na categoria, já que fica entre as esportivas de menor capacidade cúbica, como a Kawasaki Ninja 300, e modelos maiores, como a Honda CBR 600F. Acessível e fácil de pilotar. Assim podemos classificar a CBR 500R.

 

Dessa forma, o local escolhido para o lançamento não poderia ser melhor: o autódromo Velo Cittá, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, para ressaltar as qualidades esportivas do novo modelo.

 

DNA de superesportiva

O visual da CBR 500R foi inspirado na atual versão da mais famosa superesportiva da marca, a CBR 1000RR Fireblade. O DNA da família CBR está presente desde o duplo farol dianteiro em formato angular, até a opção de esquema de pintura tricolor – branco com detalhes em azul e vermelho – e ao design da carenagem. Além de deixá-la com uma aparência de moto maior, a carenagem contribui para diminuir o arrasto aerodinâmico.

 

O farol duplo conta com lâmpadas halógenas de 55W e o painel, integrado e completo, é totalmente digital. A luz de fundo no modelo “R” é branca, diferente da naked “F”, cuja luz é azul, e todas as informações necessárias estão presentes na instrumentação, como hodômetros total e parcial, velocímetro, conta-giros, além de marcador de combustível, medidores de consumo instantâneo e médio.

 

Motor e chassi compartilhados

A família 500cc, da qual a CBR 500R faz parte, compartilha 55% dos itens entre as três versões. “Isso dá uma eficiência de produção, que se traduz num custo mais acessível”, revelou o engenheiro da Honda, Alfredo Guedes. Portanto, as três versões (“F”, “R” e “X”) têm o mesmo motor e estrutura do chassi, com pequenas alterações na ciclística devido às propostas de cada uma.

 

O coração da CBR 500R é um propulsor de dois cilindros paralelos, DOHC (duplo comando de válvulas) com 471 cm³ de capacidade e arrefecimento líquido. De acordo com a ficha técnica, o motor gera 50,4 cavalos de potência máxima a 8.500 rpm e torque máximo de 4,55 kgf.m aos 7.000 giros. Os pistões são forjados em liga de alumínio e sua construção é diferenciada, semelhantes aos utilizados na CBR 600RR. A rigidez e resistência também foram melhoradas e seus pesos reduzidos. Com isso, o funcionamento do motor ficou suave e eficiente. O câmbio de seis velocidades possui embreagem multidisco e oferece engates precisos.

 

Assim como as outras 500cc, o projeto da CBR 500R tem como foco ser leve e compacto. Para isso, a Honda apostou na centralização de massa e num chassi do tipo “diamond” construído em aço, que distribui o peso entre a dianteira e a traseira da moto, além de dar agilidade e rigidez nas curvas. O bloco do motor é parte estrutural do chassi, o que aumenta ainda mais a distribuição de peso e equilibra flexibilidade e rigidez.

 

Com a proposta de ser acessível, a 500R emprega um conjunto espartano de suspensões. Garfo telescópico convencional com 120 mm de curso, na dianteira, diferente das esportivas de alta cilindrada que investem no garfo invertido (upside-down). Já na traseira, ela utiliza monoamortecdor fixado por links, com ajuste de pré-carga em nove níveis A única diferença entre o conjunto dianteiro da CBR 500R com o de sua irmã CB 500F, é o tubo interno da suspensão mais comprido para permitir a instalação dos semiguidões.

 

Comum em todas as versões, os freios são a disco do tipo margarida em ambas as rodas, com 320 mm de diâmetro e pinça de dois pistões, na dianteira; e disco simples traseiro de 240 mm acionado por pinça de pistão único. Além da versão standard, que pesa 181 kg a seco, há a opção com freios ABS de série, com dois quilos extras em seu peso – mas não com o C-ABS, que combina a atuação do freio dianteiro com o traseiro. O tanque de combustível tem capacidade para 15,7 litros de gasolina. 

 

Ciclística

Assim como sua irmã urbana, um dos pontos altos da CBR 500R é sua condução fácil e prazerosa. Os semiguidões do modelo, somados à posição das pedaleiras, proporcionam uma posição no estilo “sport-touring”. Ou seja, um meio termo entre as superesportivas e as motocicletas urbanas. Perfeito para sua proposta. Não cansa e é confortável para o piloto.

 

O banco, apesar de bipartido como nas superesportivas, conta com uma espuma mais macia e aconchegante, tanto para o piloto quanto para a garupa. O banco de dois níveis permite que o piloto se encaixe adequadamente à motocicleta. Isto colabora para execução de manobras mais rápidas e que exigem maior firmeza, principalmente em velocidades mais altas.

 

A altura do assento é de 785 mm e as medidas da CBR 500R são as mais compactas da linha 500: 2.075 mm de comprimento; 740 mm de largura; 1.145 mm de altura; e distância entre os eixos de 1.410 mm. As rodas que equipam a 500R são em alumínio fundido e calçam pneus sem câmara nas medidas 120/70 ZR-17 na frente e 160/60 ZR-17 na traseira. Com todos esses atributos, a Honda CBR 500R se torna uma motocicleta ágil, com boa dirigibilidade e capacidade esportiva.

 

Na pista

Depois de um dia inteiro na pista, tivemos as primeiras impressões de como a CBR 500R se comporta num circuito fechado. Por mais que ela seja homologada para andar na rua e seu possível consumidor vá passar mais de 90% do tempo nas rodovias, ela é capaz de arrancar sorrisos e divertir até mesmo pilotos mais experientes. E o circuito escolhido também acentuou seu lado esportivo. Pudemos utilizar tudo o que a 500R tem a oferecer na pista.

 

O motor, cuja aceleração é rápida, progressiva e bem suave, tem bastante torque em rotações mais baixas e não requer tantas trocas de marcha. Em muitas curvas, que seriam feitas em segunda com outras motocicletas, foi possível entrar em terceira marcha e ter força o suficiente para acelerar na saída da tangente, sem sustos e nem “buracos” na aceleração.

 

As suspensões não são excepcionais na pista, mas fazem muito bem o seu trabalho. Por ser equipada com links na traseira, e não apenas um monoamortecedor comum, ela tem três pontos de articulação, o que aumenta a modularidade e a capacidade de ação do amortecedor. Ou seja, garante maior contato do pneu com o solo. Apesar de aceitar bem uma pilotagem “racing”, as suspensões sofrem um pouco quando levadas ao limite. Vale lembrar que não são pensadas essencialmente para a esportividade. Ficam no meio termo, entre conforto e rigidez.

 

O chassi do tipo diamond, com o motor acoplado, oferece um ótimo desempenho nas mudanças rápidas de direção, mostrando-se ágil, flexível e ao mesmo tempo rígido. Foi muito fácil e intuitivo jogar a 500R de um lado para o outro ao concluir um dos “esses” do circuito (quase uma cópia da famosa curva saca-rolhas do circuito de Laguna Seca). O poder de frenagem foi suficiente para parar ambas as versões, mesmo no final da reta principal, onde a velocidade máxima atingida foi de 170 km/h.

 

Mercado

A nova esportiva de meio litro da Honda não é somente um degrau para quem pensa em subir de categoria. Ela é a porta de entrada para o mundo das motocicletas esportivas. Dessa forma, a CBR 500R preenche uma lacuna do mercado brasileiro e não encontra uma concorrente direta no segmento. Fica entre as motos de 250cc/300cc e as máquinas de 600cc/650cc. Até no preço a 500R fica no meio termo: R$ 23.000 (STD) nas cores vermelha e branca (tricolor), e R$ 24.500 (ABS) somente na cor branca (tricolor). Para comparação, a Kawasaki Ninja 300 ABS tem preço público sugerido de R$ 20.990 e 39 cv de potência. A 500R cumpre muito mais um papel de evolução natural do motociclista. Ou seja, ela é a “ponte” de ligação entre as motos esportivas de 250cc a 650cc. A produção da CBR 500R é feita em Manaus (AM) e o volume de vendas estimado em 12 meses é em torno de 6.000 unidades por ano.  

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors