Honda Civic Si volta ao Brasil

Cupê ressurge 15 anos depois com preço salgado e apenas câmbio manual
  1. Home
  2. Vídeos
  3. Honda Civic Si volta ao Brasil
Ricardo Sant'Anna
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon


A lenda está de volta. Quinze anos depois, será possível entrar numa concessionária Honda do Brasil e sair de lá com um Civic cupê novinho em folha. E não será um cupê qualquer. Ele volta com uma sigla de respeito. Esta o tornou um dos esportivos relativamente acessíveis mais cobiçados do mundo. Se você é um Hondeiro de carteirinha, certamente matou a charada. Caso não seja, nós te ajudamos. A novidade tem nome e sobrenome: Civic Si. Ele desembarca nas concessionárias da marca no final deste mês, agora importado do Canadá.


O novo Si tem praticamente a mesma configuração oferecida para o mercado dos Estados Unidos. Pra não dizer exatamente a mesma, a Honda alega ter elevado um pouco a suspensão do modelo vendido no Brasil, para que ele encare sem medo o péssimo asfalto brasileiro. Trata-se de uma versão única, oferecida a salgados R$ 119.900, ou mais de R$ 18 mil em relação ao seu concorrente direto, o Golf GTI – que parte de R$ 101.470.


Assista ao teste do WebMotors com o novo Civic Si




E não é só no valor que o Honda larga em desvantagem, mas também em cavalaria e torque. O Honda faz o estilo old school de esportivo, com uma combinação clássica de motor aspirado e câmbio manual. Trata-se de um caminho contrário ao que segue o mercado, que adere a tecnologia do downsizing, de motores cada vez menores e equipados com turbo, além de câmbios automáticos de dupla embreagem. O novo Si não tem nada disso.


O Civic cresceu ainda mais o motor. Enquanto o Si antigo usava um 2.0 de 192 cv, o novo chega com bloco 2.4 de 206 cv a 7.000 rpm e 23,9 kgfm a 4.400 rpm. São 14 cv a menos que o 2.0 turbo do Golf, e se falarmos em torque, a desvantagem é ainda maior: 11,8 kgfm a menos que o Golf, ou praticamente um up! 1.0 a mais de torque para o Golf. Talvez por isso a Honda não divulgue o tempo que o Civic Si leva para ir de 0 a 100 km/h. Número que certamente será maior do que os 6,5 segundos do Golf.


Velha escola, diversão garantida


Não é preciso de muito tempo para perceber que, sim, temos mais um esportivo de verdade à venda no Brasil. Os números abaixo do Golf GTI não significam que o Civic Si seja menos divertido. Nesse quesito, o Honda se manteve craque. Por se tratar de um aspirado e não de um motor turbinado, não espere puxadas de arrepiar em baixas rotações. O Si é o tipo de carro para rodar com pé embaixo durante todo o tempo. A diversão segue em alta rotação, uma marca registrada dos motores i-VTEC da Honda, que tem seu melhor desempenho acima das 7.000 rpm.


Para auxiliar na condução, o novo Si traz dois mostradores digitais. Um deles, à esquerda, pisca luzes amarelas enquanto o motor trabalha em rotações mais baixas, dando a indicação de que é possível extrair mais daquela marcha engatada, quando as luzes vermelhas se acendem, é hora de trocar de marcha, uma espécie de shift-light utilizados por carros de corrida. O outro monitor, ao lado direito, mostra o quanto de potência está sendo extraído do motor. Ambos passam a sensação de “tocada de vídeo-game” ao novo Si.


E nem só pela ausência de um turbo que o motor 2.4 do Civic se mostra desatualizado, mas também pelo fato de ele ainda não ter injeção direta de combustível, algo presente na maioria dos concorrentes. Os mais puristas, porém, irão se divertir com o câmbio manual de seis velocidades. As trocas são feitas por meio de uma alavanca curta e de engates bem duros, como um esportivo deve ser. Cambiando as seis velocidades do Si é possível entender porque o Dominic Toretto (Vin Diesel) trocava tantas vezes de marcha em seu Civic cupê dá década de 90 no primeiro filme da franquia Velozes e Furiosos.




A suspensão do novo Si acompanha o comportamento empolgante do câmbio. Embora o fato dela estar mais alta prejudique no visual, não se pode dizer o mesmo do desempenho. O Civic se mantém confortável e encara as curvas sem medo ou qualquer sensação de insegurança para quem está ao volante. Ele também se mostra estável, muito por conta dos largos pneus 225/40. O ponto de atenção fica para as curvas realmente fortes, onde o modelo sai um pouco de frente, mas logo é corrigido eletronicamente.


O visual do Civic Si, por sua vez, segue o padrão da geração atual vendida no Brasil, mas com toques de agressividade que vão além da carroceria cupê. As rodas são de 18 polegadas com desenho exclusivo para a versão, enquanto há quatro opções de cores: preto, branco, vermelho e o inédito laranja Orange Fire, ou fogo laranja na tradução livre. O aerofólio maior que o utilizado no último Si vendido no Brasil pode soar exagerado para alguns, mas se enquadra perfeitamente ao estilo JDM de personalização de carros japoneses.


Por dentro, o Si também traz esportividade, sobretudo pelos bancos com revestimento na cor vermelha e pelo volante com costuras na mesma cor. O espaço apertado evidencia a vocação esportiva do Si, sobretudo para quem viaja atrás. Este certamente irá xingar o motorista, ou porque ele estará acelerando demais, ou porque o espaço será ruim para a cabeça. A central multimídia é mais moderna do que as oferecidas nos modelos nacionais, mas fica devendo um navegador GPS. Câmbio manual, motor aspirado e visual agressivo provam que o Civic Si é um esportivo de verdade, feito à moda antiga.. 

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors